Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

Referências

2. utiliza procedimentos invasivos para recuperar e transferir

embriões;

3. ocasiona grande desperdício (morte) de animais;

4. pode provocar grande sofrimento aos animais e levar à

manipulação genética de humanos.

 

É lícito ressaltar, entretanto, que a contribuição da manipulação

genética para o progresso científico e para a sociedade pode

suplantar essas conseqüências negativas.

 

Conclusão

 

As pesquisas envolvendo animais datam de milhares de anos e,

sem dúvida, têm contribuído muito para o desenvolvimento

científico, sobretudo nas áreas da saúde humana e animal. Nos

últimos anos, a ciência e a sociedade têm se unido para racionalizar

o uso de animais em pesquisas, enfatizando valores morais, éticos e

legais relativos à integridade e ao bem-estar da vida animal; o

resultado disso é a criação de normas que prescrevem o uso de

animais em pesquisa e são adotadas por diversas instituições

científicas e órgãos governamentais. Nesse contexto, as

comunidades científicas desempenham papel crucial e

predominante entre líderes do governo no que se refere à

implementação e regulamentação — pelo regimento interno — das

normas de cuidados com animais destinados à pesquisa.

Os projetos de pesquisa com animais devem ser encaminhados a

comitês de ética a fim de que estes avaliem os riscos e os

benefícios — para o animal ou a sociedade. Embora não haja

consenso sobre o status moral dos animais ou a posição que

ocupam relativamente aos seres humanos, o respeito à vida

dignifica o animal como merecedor de considerações éticas. Logo,

todo pesquisador é moralmente responsável pelas escolhas e pelos

atos atribuídos a ele na experimentação envolvendo animais.

 

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