Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

Tipos de estudos epidemiológicos

epidêmica.

 

Tipos de estudos epidemiológicos

 

A fim de adquirir novos conhecimentos, os pesquisadores

envolvidos em estudos epidemiológicos relativos à saúde pública e

à clínica utilizam três estratégias principais: estudo de casos,

pesquisa de laboratório e investigação populacional. A utilidade de

tais estratégias, que são complementares entre si, se traduz na

possibilidade de ver uma mesma condição segundo ângulos

diferentes.

Para responder a perguntas habitualmente formuladas em

epidemiologia, há duas técnicas principais: a realização de

experiências e a realização de inquéritos. No caso da verificação de

relações entre causa e efeito ou teste de eficácia de algum fármaco,

o estudo mais indicado é o experimental. Para algumas questões

mais simples, como conhecer a freqüência de dada condição, basta

um inquérito de pequena duração e reduzida complexidade. Em

muitas situações, no entanto, não será o melhor método aquele que

pode ser utilizado, e sim um outro mais viável em virtude da

natureza do problema ou das condições do momento.

A seguir, será apresentada uma visão mais aprofundada do que

pode ser definido como estudo experimental e de um inquérito, para

uma compreensão mais precisa das limitações e possibilidades de

um e de outro.

O método experimental é a maneira mais adequada ao estudo de

determinadas questões, como a eficácia e a segurança de vacinas e

medicamentos, porque pode viabilizar o teste de uma prova

diagnóstica, um programa educativo, uma conduta médica ou uma

técnica cirúrgica. Por exemplo, a avaliação do impacto da

suplementação nutricional de gestantes pode ser investigada por um

método experimental em toda a extensão. Nesse tipo de estudo, são

criadas condições especiais para se desenvolvê-lo em uma situação

que requeira controle das diferentes condições que dificultam a

interpretação dos resultados.