Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

Conclusão

obtendo-se as seguintes curvas TG–ROC (Figura 8.8):

 

FIGURA 8.8 — Análise TG–ROC em testes de

imunofluorescência indireta (IFAT) e imunoenzimáticos (ELISA) para

detecção de anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii em soros de

cães. Sensibilidade (Se) e especificidade (Sp) de IFAT (A) e ELISA

(B) foram determinadas para cada título de ponto de corte,

considerando a reatividade contra SAG–1 de T. gondii por Western

blotting como um marcador da infecção (padrão ouro).

 

Analisando-se os gráficos acima, fica fácil definir um ponto de

corte para os testes IFAT e ELISA, em que os valores de

sensibilidade e de especificidade estão otimizados: título de 16 para

IFAT e de 64 para ELISA — valores considerados pelos

pesquisadores como pontos de corte (títulos sorológicos de triagem)

das respectivas técnicas empregadas no estudo.

 

Conclusão

Um teste diagnóstico “ideal” procura classificar corretamente

como positiva ou negativa a amostra testada, respectivamente, na

presença ou na ausência da doença em questão. Entretanto, na

prática não existe um teste ideal. Muitas vezes o teste ideal é o mais

rápido, seguro, confiável e de menor custo, disponível naquele

momento. Para tanto, no intuito de se encontrar “testes ideais”

vários novos testes têm sido desenvolvidos e comparados com os

testes disponíveis.

Vale a pena ressaltar que, mais que memorizar fórmulas, o

importante é entender o conceito das definições aqui apresentadas,

pois a inversão da posição de entrada dos dados de doença e teste

laboratorial na tabela de contingência pode alterar as fórmulas e,

assim, os resultados.

Um detalhe importante a ser ressaltado é que sensibilidade,

especificidade e razão de probabilidades representam propriedades

intrínsecas dos testes, enquanto valores preditivos positivo e

negativo representam propriedades tanto dos testes como da

população em estudo (prevalência) em relação à doença em

questão.

No caso da comparação entre dois testes diagnósticos, é fácil

escolher qual é o melhor teste quando um deles apresentar maior

sensibilidade e especificidade. Entretanto, quando ambos

apresentam valores intermediários de sensibilidade e de

especificidade, essa decisão torna-se mais difícil.

Medidas como índice de Youden, razão de probabilidades e área

sob a curva ROC podem ser empregadas para mensurar a

habilidade de um teste. Dessa forma, cálculos matemáticos e

análises gráficas podem proporcionar uma metodologia teórica de

análise do desempenho de testes diagnósticos.

Para se analisarem novos testes diagnósticos, vários programas

computacionais estão disponíveis na rede mundial de

computadores. Destacam-se cálculos de sensibilidade e

especificidade que podem, rápida e facilmente, serem feitos em:

<http://www.vademecum.com.br/iatros/index.htm>. Outros

parâmetros — como índice de Youden, Kappa, Acurácia e razão de

probabilidade, inclusive sensibilidade e especificidade com cálculo

de intervalo de confiança (IC 95%) — poderão ser executados no programa Win Episcope 2.0, disponível no seguinte endereço