Sonho de uma Noite de Verão
E encontrei Demétrio, como uma joia
4.1
190
Assim penso eu;
E encontrei Demétrio, como uma joia,
Que é minha, e ainda não é minha.
DEMÉTRIO
Tem certeza
De que estamos acordados? Parece-me
Que ainda estamos a dormir e a sonhar.
O Duque veio aqui e ordenou que o seguíssemos?
HÉRMIA
Sim, junto com o meu pai.
HELENA
E Hipólita.
151
LISANDRO
e
E nos disse para segui-lo ao templo.
pear
DEMÉTRIO
es
hak
200
Então estamos despertos. Vamos já,
No caminho contemos nossos sonhos.
am Silli
Saem os amantes
W
Novelo acorda
NOVELO
Quando chegar a minha deixa, chamem-me, que eu responderei.57 Minha próxima fala é “Belíssimo Píramo”.
Ahhh, ió!58 Pedro Cunha? Flauta, o remendão de foles?
Bico, o funileiro? Faminto? Meu Deus! Deram o fora daqui e me deixaram dormindo! Tive uma visão raríssima. Tive um sonho além do conhecimento humano. Um homem teria que ser um asno para expor esse sonho. Pensei que era – não há homem que possa dizer o que era. Pensei que 210
era – e pensei que tinha – mas um homem teria que ser um bobo estampado para dizer o que penso que tinha.
O olho do homem não ouviu, o ouvido não viu, a mão não
4.1
hand is not able to taste, his tongue to conceive, nor his heart to report what my dream was! I will get Peter Quince to write a ballad of this dream; it shall be called
‘Bottom’s Dream’, because it hath no bottom; and I will sing it in the ladder end of a play, before the Duke.
Peradventure, to make it the more gracious, I shall sing it at her death.
Exit
4.2 Enter QUINCE, FLUTE, SNOUT and STARVELING
QUINCE
Have you sent to Bottom’s house? Is he come home yet?
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STARVELING
He cannot be heard of. Out of doubt he is transported.
ão
FLUTE
ere v
If he come not, then the play is marred. It goes not forward. Doth it?
oite d
a n
QUINCE
e um It is not possible. You have not a man in Athens able to o d
discharge Pyramus but he.
Sonh
FLUTE
No, he hath simply the best wit of any handicraft-man in Athens.
QUINCE
Yea, and the best person, too; and he is a very paramour for a sweet voice.
10
FLUTE
You must say ‘paragon’. A paramour is, God blesses us, a thing of naught.
Enter SNUG the joiner
é capaz de saborear, a língua de conceber, nem o coração 4.1
de dizer o que foi meu sonho!59 Pedirei a Pedro Cunha para escrever uma balada sobre esse sonho: será chamada
“O Sonho de Novelo”, pois é um sonho enrolado, e irei cantá-la ao final da peça, diante do Duque. Porventura, para torná-la mais graciosa, poderei cantá-la na hora que ela morrer.
Sai
4.2 Entram CUNHA, FLAUTA, BICO e FAMINTO
CUNHA
Mandou alguém à casa do Novelo? Ele já voltou?