Avança, Brasil: proposta de governo
IV- Revitalizar, renovar e melhorar a qualidade de vida urbana
• implantação de serviços de informações turísticas nas rodovias federais, por meio de convênios entre a Embratur, Polícia Rodoviária Federal e órgãos estaduais de turismo;
• melhoria dos serviços de informações turísticas nos aeroportos, mediante ação integrada da Infraero, Embratur, órgãos estaduais e municipais, estabelecendo um padrão de qualidade de referência nacional;
• desenvolvimento de amplo programa de qualificação, aperfeiçoamento e requalificação de recursos humanos para o turismo, em níveis gerencial e operacional, com cursos profissionalizantes, treinamentos no emprego, especializações e seminários;
• consolidação de nova imagem e identidade turísticas, associadas aos aspectos naturais e culturais, em níveis nacional e internacional;
• fortalecimento e realização sistemática de campanhas promocionais do turismo interno;
• ampliação das ações de promoção do turismo nordestino no estrangeiro, por meio de convênio com o Ministério das Relações Exteriores, para que as embaixadas e os consulados brasileiros divulguem, de forma efetiva e sistemática, o turismo no Nordeste.
IV. Revitalizar, renovar e melhorar a qualidade de
vida urbana
Nas grandes cidades brasileiras vivem hoje cerca de setenta milhões de pessoas e é nelas que se concentram alguns dos mais graves problemas da vida brasileira. A urbanização acelerada, caótica e não raro selvagem fez emergir um quadro social repleto de carências, com a proliferação de problemas de moradia, saneamento, trânsito e transporte, segurança, meio ambiente e tantas outras dificuldades que confluem para tornar sofrido o cotidiano de muitos dos seus milhões de habitantes.
Mas, no Brasil, como em outros países, é nas grandes cidades que se concentram, além de parte importante da produção industrial, os serviços mais modernos e dinâmicos, a vida cultural mais criativa, os grandes órgãos de comunicação, os principais centros produtores de conhecimento e geradores de idéias, as grandes instâncias do debate político, as artes, a moda, a indústria do lazer e a publicidade – em suma, o tremendo vigor de toda sociedade urbana sintonizada com o tempo e o mundo. Pelo dinamismo das suas cidades, se pode medir a vitalidade econômica, social e cultural do país.
A atual questão urbana é muito diferente daquela herdada do passado, mesmo quando acompanhada pelo ressurgimento de problemas como a informalidade no trabalho e a marginalidade social. Uma verdadeira metamorfose da base econômica do mundo urbano está em curso: as atividades que hoje dão suporte às cidades são completamente distintas das que lhes deram origem.
Nascidos com a industrialização, os grandes núcleos urbanos vêem mudar drasticamente o contexto em que se formaram. A rápida desconcentração da atividade fabril e os impactos dos processos de reestruturação das empresas do setor secundário produzem uma acelerada transformação no leque de ocupações oferecidas aos seus moradores, freqüentemente com o agravamento das desigualdades e do desemprego.
As grandes cidades são hoje cidades de serviços, conectadas e postas em interação com suas iguais em toda parte pelo comércio, pela produção cultural de massa, por uma rede de informações cada vez mais veloz e abrangente.
Uma política para as cidades não é uma opção, mas um imperativo para qualquer política social e de combate à miséria. No Brasil, esse desafio, como tantos outros, mostra-se ainda maior. Há que deixar para trás a carga de atraso e injustiça que onera nossa história e limita nossas possibilidades. Há que superar o perigoso convívio de duas cidades em uma, de forma a tirar todo o extraordinário proveito da energia humana e das riquezas materiais liberadas pela civilização das metrópoles.