Rede de Sussurros

Chandler Baker · Capítulo 16 de 62

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Rede de Sussurros

Capítulo 15

 

29 DE MARÇO

No dia seguinte, do lado de fora da sala de Ames, Sloane apoiou uma pilha de

pastas sanfonadas no quadril. Bateu devagar na porta, aproximando-se e ficando

atenta a sinais de que ele estivesse ao telefone.

Em segundos, porém, a voz abafada de Ames atravessou a madeira.

— Pode entrar.

Sloane girou a maçaneta, as peças de metal da fechadura saindo do trinco. As

persianas que iam do chão ao teto estavam fechadas, encobrindo a vista da ponte

Margaret Hunt Hill e deixando a luz natural acinzentada.

Katherine estava em pé atrás da mesa de Ames, o peso do corpo na mão

apoiada na superfície dura. Sloane ficou surpresa ao perceber que não ficou tão

surpresa assim por encontrar Katherine ali. A outra mulher estava

acompanhando o que quer que estivesse acontecendo na tela de Ames. Sloane

tinha sido treinada de forma semelhante, atrás da mesa de incontáveis sócios de

escritórios de advocacia, quando era uma jovem advogada, pontos de referência

diferentes o suficiente para que aquele em particular não acionasse nenhum

alarme. O que só provava como o contexto era importante.

Katherine ergueu a cabeça.

— Oi, Sloane.

Ela tentou ler as mensagens ocultas que poderia haver ali, mas descobriu que

as persianas de Katherine também estavam fechadas, a vista encoberta.

Sloane não se apressou enquanto se aproximava da cadeira diante da mesa e

se sentava, cruzando as pernas.

— Eu trouxe as solicitações de acesso à informação para a aquisição da

assinatura de caixas — disse a Ames. — Destaquei os pontos aos quais acho que

devemos nos opor. Você quer dar uma olhada ou prefere que eu finalize logo o

acordo?

A testa de Ames se franziu, os olhos seguindo-a sem que ele movesse a cabeça.

Um estoque de balas de canela estufou sua bochecha. O aroma impregnou o ar.

Quem tem medo do lobo mau?, pensou Sloane.

Porque, embora a expressão de Katherine fosse neutra, a de Ames dizia

apenas uma coisa: poder.

— Posso voltar depois — disse Katherine, endireitando a postura e lançando

um olhar para Ames e Sloane.

Ela não conseguia se acostumar com a forma como o cabelo curto de

Katherine deixava todo o seu pescoço à mostra.

Sloane observou Ames, mas não se mexeu. Quando ele assentiu, Katherine

pegou seu bloco de anotações e a caneta na mesa e saiu da sala.

As fotografias de uma dezena de atletas famosos sorriam para os dois das

paredes. Ela deu batidinhas com o salto na fina camada de carpete. A cadeira na

qual estava sentada não era parte do mobiliário comum da empresa. Era de

meados do século XX. De couro azul-marinho. Confortável. Provavelmente cara.

Sloane, que tinha uma aversão natural a silêncios, deixou que aquele se

estendesse.

Ames pigarreou.

— Quero dar uma olhada antes de serem enviadas.

Ela manteve as pastas sanfonadas no colo.

— No que a Katherine está trabalhando?

Ames se recostou na cadeira e apoiou o dedo médio e o polegar na testa.

— Estava ensinando a ela como usar o sistema — disse ele, como se tivesse

ficado cansado de repente. — Estávamos dando uma olhada em alguns

documentos da Comissão de Valores Mobiliários e questões regulatórias.

Ele alisou a gravata por cima dos botões da camisa.

— Quanta dedicação da sua parte.

Sloane tamborilou as unhas na pasta. Estavam curtas e malcuidadas. Ela não

conseguia se lembrar da última vez que fizera as unhas sem contar as ocasiões em

que ela e Abigail usavam a banheira vazia, as mãos e os pés apoiados nas laterais

enquanto se revezavam passando esmalte.

Ames entrelaçou os dedos na barriga, que aparentava apenas o mais sutil

indício de idade na forma de uma dobra de gordura logo acima do cinto.

— Ela está escrevendo um memorando para mim sobre as leis de divulgação

de informação relacionadas à violação de segurança cibernética.

— Não era a Grace quem deveria fazer isso?

Ele juntou as mãos.

— A Grace não vai se importar. Ela acabou de voltar da licença-maternidade.

Digamos que esteja sendo generoso.

Ele parecia satisfeito consigo mesmo.

Sloane chegou para a frente, apoiando o cotovelo na pasta em seu colo. O

queixo no punho.

— Engraçado, achei que a Katherine ia trabalhar para mim.

Ele inclinou a cabeça e olhou para o teto. Sim, Ames, obrigada, está bem claro

que você está irritado, mas eu não vou embora.

— Estou delegando para onde há necessidade, Sloane.

Ela estreitou os olhos.

— Você não consegue manter as mãos longe da nova mercadoria.

Ele retornou a cadeira à posição normal.

— Olhe quem está objetificando as pessoas agora.

— Você entendeu o que eu quis dizer.

— Precisa de um remédio para cólica, Sloane?

Ela trincou os dentes, a mandíbula se projetando para a frente. De fato estava

menstruada, então isso a irritou mais do que deveria. Se havia uma obrigação

mensal que temíamos, não era o backup dos bancos de dados operacionais, a

entrega dos formulários de auditoria nem a verificação de atualizações dos

pacotes de gerenciamento — era nossa menstruação. Nem todos os comerciais

do mundo em que mulheres mergulhavam em piscinas usando biquínis brancos

poderiam nos convencer de que a menstruação era algo belo. Nos melhores dias,

mantínhamos uma lealdade relutante a nosso corpo. Sabíamos que não

deveríamos ter vergonha. Não tínhamos vergonha. Éramos mulheres adultas — o

que é obviamente o motivo pelo qual desfilávamos para os banheiros com

absorventes escondidos nas mangas do cardigã, como se fôssemos espiãs

transportando informações criptografadas. Às vezes, tínhamos que vasculhar o

fundo de nossas bolsas em busca de moedas para alimentar as máquinas de itens

de higiene feminina, que não tinham sido modernizadas nos últimos vinte e

cinco anos. Tomávamos anticoncepcional na tentativa de ter o mínimo de

controle sobre nossos hormônios incontroláveis. Desabotoávamos a calça

quando nos sentávamos à mesa. Chacoalhávamos o frasco de Tylenol da cozinha.

Comíamos chocolate. Fingíamos que tudo isso era um mito. Que não tínhamos

tubas uterinas, nem ciclos menstruais, nem seios, nem humores, nem filhos. E

encarávamos como elogio quando um dos homens do escritório nos dizia que

tínhamos colhões. Então, repita aí que este mundo não é dos homens.

— Mas já que tocamos nesse assunto. — Ames levantou as mangas até os

cotovelos. — Acho que deveria lhe informar que a Bobbi quer você fora daqui.

Depois do que você aprontou no funeral do Desmond.

— Eu não aprontei nada.

Ames deu de ombros.

— Ela acha que estamos tendo um caso, ou tentando ter um caso, sei lá, não

sei que merda ela pensa. — Seu maxilar se tensionou. — A questão é que ela não

confia mais em você.

Sloane soltou uma risada falsa.

— Achei que era em você que ela não deveria confiar.

— Mulheres. — Ele entrelaçou os dedos atrás da cabeça e se inclinou para

trás. — De qualquer forma, nosso acordo sempre foi que eu lhe daria cobertura,

contanto que você não dificultasse as coisas para mim. Achei que você tinha

entendido. Estou fazendo isso por bondade, Glover. Nós temos um passado. Eu

sei. Tento respeitar isso, de verdade. Mas se aprontar algo assim de novo, bem…

não vou mais protegê-la. — Preguiçosamente, ele tirou uma bola de golfe da

gaveta da escrivaninha, jogou-a no ar e a pegou. — Vou atirá-la aos lobos, e não

vou sentir nem um resquício de culpa. Estamos entendidos?

Sloane olhou ao redor, observando o lugar onde estava, o ambiente que tinha

escolhido habitar. O homem sentado atrás da mesa. Sua posição.

— Não sabia que tínhamos um acordo. — Ela chegou a uma conclusão. —

Nesse caso, quero uma sala maior.

Ele deixou que as rodas da cadeira batessem no chão ao voltar para a vertical.

Largou a bola em cima de uma pilha de post-its.

— O quê? — Sua bochecha se contraiu não com um sorriso, mas era algo bem

perto disso. Como se tivesse acabado de ouvir uma piada ridícula.

— E quero estabilidade — continuou ela. — Um tempo de contratação com

uma cláusula rescisória.

Ames cruzou os braços. Quais eram mesmo as coisas de que ela gostava nele?

Sloane não conseguia lembrar.

— Você ficou maluca?

Ela o ignorou.

— Quero uma contribuição maior por parte da empresa para meu plano de

aposentadoria. O dobro.

Ames rolou a cadeira de forma que suas pernas ficassem escondidas embaixo

da mesa e seus braços, nos descansos. Ótimo. Ele estava pronto para negociar.

Ela o conhecia bem demais e, de repente, ocorreu-lhe que ele poderia, muito em

breve, passar a considerar Sloane uma ameaça.

— Se não a conhecesse melhor, acharia que está me chantageando.

— Estou negociando. Não foi isso que você me ensinou a fazer?

Ele olhou para o lado, mas não havia ninguém lá para engolir sua cara de dá-

para-acreditar-nessa-mulher.

— Eu já disse: se eu for nomeado presidente, certamente a recomendarei para

o cargo de diretora jurídica.

Ele juntou a ponta dos dedos.

— E eu estou dizendo a você que estou aqui para me proteger. Simples assim.

Ames bufou.

— Se proteger do quê, Sloane? De repente eu virei o bicho-papão? — Ele

simulou um arrepio. Ela não achou graça. — Trabalhamos juntos há o quê? Doze

anos? Acho que estamos nos saindo bem.

Ela se perguntou se ele acreditava mesmo naquilo. Se, no livro da vida dele,

Ames Garrett, o protagonista, acreditava que os dois estavam se saindo “bem”.

Ele não estava errado. Não de todo. Semanas, até meses podiam passar sem que

Ames fizesse o sangue de Sloane ferver, sem que minasse sua autoridade, fizesse

um comentário inadequado ou jogasse na cara dela que eles tinham dormido

juntos. Sentia um estranho senso de lealdade ao homem com quem trabalhara

durante a maior parte de sua vida profissional. E ele achava que os dois estavam

se saindo bem. Bem.

Muitas vezes ela se pegou dizendo: Ele não se dá conta do que faz. Foi esse

pensamento que passou como um raio por sua mente no momento em que

acrescentou o nome dele à lista. Tem dificuldade de respeitar limites físicos e

interpessoais no ambiente de trabalho; teve relações sexuais com subordinadas; é

sexista. Foi isso que ela escreveu ao lado do nome dele, preocupada com a

possibilidade de ter sido injusta de alguma forma. Deixando-o incapaz de se

defender. Como se o fato de ele se dar conta ou não do que fazia importasse. Foi

como se tivesse acabado de acordar e perceber que era ela quem estava se

permitindo ficar indefesa e que é claro que Ames se dava conta. Ele tinha

cinquenta anos. Ela o adicionara à lista como seu mea-culpa em relação a outras

mulheres, mas precisava se certificar de que, se Ames se tornasse presidente, ela

não seria demitida e substituída por um modelo mais novo. Então ele precisava

entender que Sloane poderia dificultar as coisas para ele num momento em que

ele não queria que as coisas ficassem difíceis.

— Uma sala maior, Ames. Estabilidade. Um plano de aposentadoria melhor

e… seu contracheque.

— Meu contracheque? — Ele balançou a cabeça, incrédulo.

— Isso mesmo. O que você ganhava quando ocupava meu cargo. Quero isso

agora. Também quero saber quanto está ganhando. Para saber quanto pedir quando for nomeada diretora jurídica.

Ames passou a mão pelos cabelos. Ela se lembrou de quando achava aquela

mecha branca — sintoma da chamada síndrome de Waardenburg — algo muito

interessante. O cabelo não podia tornar alguém interessante. Nem uma sala, ou

amigos famosos. Ames transava na posição papai e mamãe, como um coelho.

— Vocês sempre acham que o sistema quer foder as mulheres.

— Você é o sistema, Ames. — Sloane se levantou, olhou para ele, pensou em

como seus saltos agulha poderiam perfurar os olhos de Ames, se quisesse. — E

caso tenha esquecido, nós nos fodemos.

 

* * *

 

A decisão não tivera nada a ver com Derek, e Sloane deveria ter se sentido mal

por isso. Era só que antes ela queria dormir com Ames, e então não queria mais.

Ela decidira se casar com Derek, e precisava se afastar de Ames como se ele fosse

o vírus da gripe. Tinha superado aquilo. Queria parar. Uma decisão que havia

compartilhado com Ames no início daquela semana.

A resposta fora fria, na melhor das hipóteses. Irritada, na pior.

— Ah, claro, agora você não quer mais — dissera ele em uma das conversas

desde então. — Você abriu as pernas e me usou para avançar na carreira, mas

agora não quer mais.

— Isso não é justo.

— Ah, não é? Você era a advogada mais jovem no negócio da Tread Ops,

Sloane. Está dizendo que acha que foi tudo mérito seu? Aproveite o bônus que

ganhou por isso. De nada.

— Somos adultos — disse ela, como se isso tivesse algo a ver com a questão.

Eles vinham tendo aquela mesma conversa havia uma semana. Uma repetição

contínua. Nesse ínterim, ela se concentrava no que era boa — no trabalho —,

porque a Sloane de vinte e nove anos ainda não tinha decidido como se punir

pelo caso com Ames, depois de querer o melhor de dois mundos, e agora isso

estava sendo jogado na sua cara sem piedade.

Não torne as coisas constrangedoras, falou para Ames, repetindo as palavras

que um dia ouvira de um namorado da faculdade.

Às cinco e meia, o telefone de sua sala tocou e era a voz de Ames do outro

lado da linha.

— Você pode vir aqui?

Depois de desligar, Sloane ficou olhando para sua mesa. Era apenas um término. Términos eram sempre desconfortáveis. Isso não mudava se você tinha

dezesseis ou quase trinta anos. Então, Sloane levou um bloco de anotações para o

escritório de Ames, onde ele a cumprimentou de forma bem-humorada.

— Feche a porta, por favor — pediu, acenando com a mão para demonstrar.

Ela se sentou na cadeira diante da mesa. Era de meados do século XX. Couro

azul-marinho. Confortável. Cara.

Ames deu a volta na mesa e se sentou no tampo, com as pernas abertas de

modo que sua virilha ficou na altura dos olhos de Sloane. Ele apoiou os cotovelos

nos joelhos.

— Está tudo bem entre nós, não é?

Sloane relaxou. Eles eram adultos.

— Sim, claro. Tudo ótimo.

— Sem ressentimentos?

As sobrancelhas dele se ergueram de maneira juvenil. Ela imaginou que, de

longe, poderia achá-lo charmoso novamente. Só não de um jeito que a fizesse

querer beijá-lo.

— Claro que sim. — Ela sorriu, querendo deixá-lo à vontade. — Só quero que

as coisas voltem ao normal.

A cabeça dele subiu e desceu, subiu e desceu.

— Eu também. É o que eu quero também.

Então ela piscou e a mão dele estava na coxa de Sloane. A boca no seu

pescoço. Os dedos emaranhados nos seus cabelos.

Sloane ofegou.

— Eu não quis… — Sua voz soava ofegante… sexy? Deus, ela não queria

parecer sexy. — Ames…

Ele puxou a cabeça dela para trás. Seus lábios percorreram o pescoço dela,

onde sua pulsação estava descompassada.

— Para. — Dessa vez, ela sabia que não havia dúvidas sobre o que ou como

dissera. O peso dele pressionava sua coxa. A gravata se arrastava no seu colo.

Uma língua molhada penetrou na reentrância da sua orelha.

O som que saiu da sua garganta foi estrangulado. No fundo de sua mente, ela

lembrou que estava no trabalho. Na empresa. Não faça uma cena.

Sloane usou a força das pernas para empurrar a cadeira para trás. O detalhe de

renda na barra da saia se rasgou, emitindo o ruído repugnante de uma pequena

laceração no tecido. Mas Sloane conseguiu criar espaço suficiente entre os dois

para passar por baixo do braço dele. Não olhou para trás quando abriu a porta da

sala. Não precisava. Já sabia como Ames ficava com o cabelo despenteado.

O caminho entre a sala de Ames e a de Sloane era uma linha reta, e ela

percorreu a distância rapidamente, o queixo erguido, os olhos concentrados no

alvo, como se estivesse andando na prancha com uma dignidade cautelosa.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Mais adiante no corredor, Ardie parecia estar concentrada na leitura de uma

página antes de seus olhos se fixarem em Sloane.

— Sloane? — Ardie caminhou na direção dela, mas ela não parou. Não podia

parar. — Está tudo b…

Sloane a ignorou e continuou avançando pelo corredor.

Por pura inércia, chegou à sua sala e se deixou cair na cadeira familiar diante

de sua mesa. A raiva rugia em seu peito, mas era silenciada por muitas outras

emoções.

Ardie estava na sala da amiga, atrás da mesa, agachada ao lado de sua cadeira.

— O que aconteceu? — A voz de Ardie era um ronco baixo e ameaçador.

— Nada.

Sloane fechou os olhos. Uma torrente de lágrimas atravessou as colinas de

suas bochechas.

As duas ouviram passos vindo do corredor, e Ames Garrett apareceu à porta.

— Sloane. — Sua voz oscilava entre um comando e um apelo.

Ardie se levantou lentamente de trás da mesa. Sloane se lembraria do olhar da

amiga até o dia de sua morte. Era o olhar do qual os pesadelos eram feitos. À

exceção dos de Sloane.

Ela se lembraria de como Ardie contornou a mesa e de como o pomo de adão

de Ames saltou. Ela se lembraria de como Ames ergueu as mãos.

— Ardie. Eu não…

Nenhuma palavra foi trocada — ou foi? Sloane não se lembrava. Só que Ames

começou a andar para trás. Que de alguma forma a força de Ardie foi suficiente

para que ele saísse da sala de Sloane, e que, depois que Ardie fechou a porta,

restaram o silêncio e as perguntas que perdurariam por meses: será que ele

deixaria a esposa? Será que ele a amava? Será que a odiava? O que ia acontecer

com ela? Será que ela o magoara?

Naquela noite, Ardie colocou uma bebida bem forte na mão de Sloane, e

imaginou que aquilo fosse o fim.

Mas havia fases até parar de dormir com um homem de quem você não

gostava mais, e a última poderia durar mais de doze anos. Mas Sloane estava

bem. Eles “tinham se saído bem”, como Ames dissera.

Ames daria a Sloane o que ela queria. Mas, no fim, seria realmente suficiente?