A Torre Negra, Vol. 7
Onze
Quando o túmulo foi coberto e as pedras colocadas sobre ele, Roland, pelo simples fato de não ter mais nada a fazer, voltou à clareira perto da mar-gem da estrada e investigou o que os vários rastros diziam. Quando essa inútil tarefa terminou, sentou-se num tronco caído. Oi ficara ao lado do túmulo e Roland achava que ainda ficaria ali por algum tempo. Chamaria o trapalhão quando a sra. Tassenbaum retornasse, mas sabia que talvez Oi não atendesse a seu chamado; se assim fosse, isso indicaria que Oi decidira se juntar a seu amigo na clareira. O trapalhão simplesmente ficaria de vigí-lia no túmulo de Jake até a fome (ou algum predador) acabar com ele. A idéia só serviu para aumentar a dor de Roland, mas ele aceitaria a decisão de Oi.
Dez minutos depois o trapalhão saiu do bosque e sentou-se ao lado da bota esquerda de Roland.
— Bom garoto — disse Roland, alisando a cabeça do trapalhão. Oi decidira viver. Era uma coisinha pequena, mas boa.
Dez minutos depois disso, um carro vermelho-escuro se aproximou quase em silêncio do lugar onde King fora atropelado e Jake morrera. En-costou. Roland abriu a porta do carona e entrou, ainda estremecendo por causa de uma dor que não estava mais lá. Oi pulou para o meio de seus pés sem ser convidado, deitou-se com o nariz contra a perna e pareceu ador-mecer.
— Cuidou do seu menino? — perguntou a sra. Tassenbaum, dando a partida.
— Sim. Obrigado-sai.
— Acho que não podemos pôr nenhuma lápide ali — disse ela —, mas depois posso plantar alguma coisa. Acha que ele teria alguma prefe-rência?
Roland levantou a cabeça e, pela primeira vez desde a morte de Jake, sorriu:
— Sim — disse ele. — Uma rosa.