Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 10 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Parte II: 100 Experiências Fora do Corpo

PARTE II: 100 EXPERIÊNCIAS FORA

 

DO CORPO

 

Experiências reais para orientar e motivar

CAPÍTULO 1 - MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA

FORA DO CORPO

Recebemos diariamente por correio eletrônico uma enxurrada de depoimentos de entrada na FASE; no Centro de Pesquisas de Experiências Fora do Corpo, nos seminários da Escola de Viagens Fora do Corpo ao redor do mundo, e em todos os nossos muitos sites e fóruns em várias línguas. Uma pequena seleção deles é apresentada nesta parte do livro, a fim de demonstrar vividamente como as experiências fora do corpo ocorrem na prática. Meras palavras dificilmente podem transmitir sequer um décimo da emoção que as pessoas experimentam. Porém elas são suficientes para demonstrar o quão importante e fascinante isso pode ser para todos. Milhares de relatos de experiência de FASE também estão disponíveis gratuitamente nos Blogs dos praticantes e em nosso fórum.

Começamos com as primeiras experiências de novatos na FASE, apresentados por ordem de método de entrada e técnica.

 

SEPARAÇÃO IMEDIATAMENTE APÓS O DESPERTAR

Aqui são apresentados os testemunhos que descrevem as primeiras experiências com a FASE alcançadas durante a primeira etapa dos ciclos técnicas indiretas: tentar a separação imediatamente após o despertar.

 

001

Johnny Asmussen

Silkeborg, Dinamarca

Acordei uma manhã sem me mover e sem abrir meus olhos. Foi uma sensação muito boa. Pensei comigo mesmo que deveria fazer a minha técnica indireta. Mas em vez disso, disse a mim mesmo: "Tente sair do corpo", e pensei em me sentar na cabeceira da cama. Estava deitado de costas, mas ainda não tinha feito nenhum movimento. Decidi dar tudo de mim e pensei: "Apenas faça!" Quase que imediatamente estava sentado na cabeceira da minha cama.

Sabia que não tinha me movido porque nunca tinha saído da minha cama tão rápido. Aconteceu em um piscar de olhos.

No gozo de total liberdade esqueci meu plano de ação e esqueci a coisa mais importante a fazer em seguida: o aprofundamento. Enquanto estava sentado lá virei a cabeça para olhar meu corpo, só para ter 120% de certeza que estava fora dele. Pouco antes eu tinha olhado para baixo em direção a minha cama (Raduga: verificação da realidade executada de forma incorreta). Acordei no meu corpo "real" olhando para o teto (Raduga: não tentou a re-entrada na FASE).

Foi curto e rápido, mas foi a FASE.

002

 

Alexander Dyrenkov

Moscow, Rússia

Minha primeira entrada aconteceu à noite. Estava deitado na cama e pensava sobre a FASE, pois tinha sido incapaz de adormecer por um tempo. Cochilei por um momento e depois acordei novamente, desta vez já no estado adequado, e facilmente rolei para fora (mais ou menos inconsciente e reflexivamente). Aprofundei utilizando técnicas de toque e depois mergulhando de cabeça. É uma pena que já tenha esquecido boa parte da experiência, mas me lembro que depois do aprofundamento, caí direito para baixo no pátio da casa da minha avó, mas depois perdi a consciência, e assim voltei para o meu corpo e rolei para fora dele várias vezes. Fui incapaz de aguçar todos os meus sentidos: Quando eu aprofundava um sentido (toque, por exemplo), outro (visão, por exemplo) desaparecia. Depois disso, tive uma lacuna na minha memória sobre minhas viagens (a consciência e a lucidez eram fracas, e adormeci e "reapareci" várias vezes), mas lembro de ter estado em muitos lugares. Veja como o episódio terminou: mergulhei de cabeça na água a partir de um trampolim alto (depois de primeiro ter aprofundado um pouco), meu sentido do tato cresceu e se tornou mais nítido, senti a água e bati a cabeça contra um fundo de forma muito suave.

Retomei a queda interrompida usando a força de vontade, mas depois me ocorreu que minha avó queria me acordar. Meu nível de consciência não era muito adequado, pois não me ocorreu que eu estava dormindo em meu quarto, e não na casa da minha avó. Foi por isso que decidi que precisava retornar ao meu corpo. A queda acentuada ocorreu logo após esse pensamento e foi seguida por sensações semelhantes às que se experimenta quando se está de ressaca.

 

003

Anthony Pucci

Eu tinha acabado de ter um sonho ligeiramente perturbador. (Não me lembro agora o que era, mas me deixou um pouco abalado.). Acordei. Meus olhos ainda estavam fechados e eu estava completamente imóvel. "Bem, vou fazer uma tentativa", pensei comigo mesmo. Tentei mover meus braços sem o uso dos músculos. Meu braço direito subiu ligeiramente. Tive algumas experiências no passado que me ajudaram a lembrar das sensações de formigamento presentes durante a separação. Macacos me mordam! Está finalmente funcionando!

Eu ainda estava com um pouco de dúvida quando chegou a hora de me levantar, mas tentei. Uma sensação parecida com um "choque elétrico" me percorreu depois da separação total. "Eu consegui!", disse em voz alta. "Eu posso ir vê-la agora". Quem é ela pode ser explicado mais tarde, se me sentir apto a fazê-lo, mas por agora, vou chamá-la de Mia, uma vez que ela é relevante, e que este nome é mais fácil para digitar. Me recompus e lembrei que tinha que aprofundar. Assim o fiz. Senti as paredes, as colunas da cama e minhas roupas. Estava vestindo uma camisa muito longa (abaixo da minha cintura) e uma cueca samba canção, que eram roupas diferentes daquelas com as quais tinha ido dormir.

Quando finalmente consegui o retorno da minha visão, tudo parecia maior do que deveria ser e me senti um pouco ansioso, algo parecido com uma paranóia que se sente depois de assistir a um filme assustador. Fui até minha porta. Pensei para mim mesmo: "Mia está atrás desta porta". Não me levou a nenhum lugar incomum, apenas para minha sala. Mais uma vez, as coisas eram um pouco maiores do que deveriam ser, e poucos lugares estavam iluminados por uma luz esverdeada muito fraca. Chamei seu nome, acenando, "Mia?" Minha voz estava baixa e trêmula. Não conseguia recuperar minha compostura por algum motivo. Continuei chamando o nome dela e perguntei: "Onde está você?"

Ouvi sua voz na minha cabeça respondendo: "Huh! Eu estou aqui!". Fui em direção ao fundo do corredor meio em pânico verificando vários lugares da casa à procura dela. Todos os lugares por onde eu passava eram super grandes e fracamente iluminados em verde. "Que lugar é esse?" Gritei. Sua voz me respondeu de novo: "_ O lugar de costume". Agora eu estava ficando frustrado Queria muito ver Mia e perguntei: "Onde é o lugar de sempre?" Refiz meus passos. Talvez ela estivesse atrás de mim.

Infelizmente é aí que termina a minha história, porque voltei ao meu corpo logo depois. Tentei deixá-lo novamente, mas não consegui sair do lugar. A dúvida residual e o medo em minha mente podem ter me detido. Sei que cometi alguns erros em minhas técnicas não estando 100% convencido de que minha porta me levaria a Mia e não executando a manutenção.

 

004

Svyatoslav Baranov

Perm, Rússia

Acordei de lado. Senti que não iria mais dormir, mas, de qualquer modo, fechei os olhos. Quando deitei de costas, imediatamente tive a sensação de que estava prestes a cair do sofá (eu estava deitado na borda), e algum tipo de lapso ocorreu, como se estivesse sendo puxado para algum lugar. Deitei-me mais uma vez, comecei a escutar um zumbido e uma luz verde apareceu diante dos meus olhos. Deitei-me ainda mais longe e minhas pálpebras começaram a vibrar. Naquele momento pensei que pudesse cair do sofá, mas a minha visão surgiu e observei que já estava deitado no chão ao lado do sofá! Levantei-me e notei que a sala estava "girando" como se eu estivesse bêbado, mas tudo rapidamente voltou ao normal. Naquele exato momento entendi que era isso! A FASE em si (Raduga: não executou o aprofundamento)!