Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 26 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Contra-Indicações

Além das técnicas descritas acima também há meios não autônomos e instrumentos: vários dispositivos, programas, influências externas e assim por diante, que podem ser utilizados para entrar na FASE. É necessário mencionar que elas só são úteis para os praticantes que são capazes de entrar na FASE sem ajuda suplementar.

Algumas substâncias químicas têm sido recomendadas para ajudar a entrada na FASE. O uso destas substâncias nunca produziu o efeito que pode ser alcançado através da prática não adulterada.

 

CONTRA-INDICAÇÕES

Não existe prova científica de que entrar na FASE seja perigoso ou mesmo seguro. Considerando que o estado de FASE existe como ocorrência natural dos estados da mente, é pouco provável que seja perigoso. A FASE é acompanhada por movimentos rápidos dos olhos (REM - Rapid Eye Movement) que cada ser humano vivencia por até 2 horas por noite. Deduz-se então que a experiência de FASE seja inteiramente segura e natural.

Já são confirmadas as influências psicológicas da FASE sobre a mente e o corpo físico, ou seja, os efeitos emocionais que podem ocorrer durante o acesso ao estado de FASE.

A entrada na FASE é uma experiência incrível e muito profunda que pode provocar o medo que é invocado por um instinto natural de autopreservação. A FASE pode criar estresse. Isto é especialmente verdadeiro para os novatos e para aqueles que mal conhecem a natureza do fenômeno e as técnicas utilizadas para controlá-lo. Sem o conhecimento e a prática adequada, uma reação induzida pelo medo pode ocasionar emoções indesejadas. Afinal, na FASE, a fantasia se torna realidade rapidamente e os medos reticentes podem assumir qualidades hiper-realistas. O medo pode afetar negativamente pessoas sensíveis, o idoso e pessoas com doenças cardiovasculares. Isto não significa que as pessoas nestes grupos devam abster-se de praticar a FASE. A solução é: conhecer e evitar os estressores comuns associados com a prática, conhecer a mecânica de controle de objetos e compreender os princípios necessários para executar uma saída de emergência.

Dada a possibilidade de experiências negativas acontecerem na FASE, seria aconselhável que os praticantes limitassem o tempo em 15 minutos, embora seja bastante excepcional manter a FASE até tal duração. Os prazos propostos são totalmente teóricos e motivados pelo fato de que os sonos REM naturais normalmente não duram mais do que 15 minutos, e, correndo o risco de ter efeitos colaterais devido à alteração dos ciclos naturais, as experiências direcionadas a prolongar artificialmente os sonos REM não são recomendadas.