Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 14 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Saída Direta do Corpo Sem Sono Prévio

017

 

Alexei Bakharev

Sochi, Rússia

Esta foi a primeira vez que consegui tornar-me consciente durante um sonho. Antes de adormecer concentrei-me na escuridão diante dos meus olhos e tentei manter-me consciente tanto quanto pude. De repente sonhei que estava levitando até o teto, o que resultou na minha tomada de consciência de que estava sonhando. Meu corpo fantasma respondeu mal às tentativas de controlá-lo e pairou abaixo do teto (Raduga: não executou o aprofundamento). Havia duas pessoas sentadas abaixo no chão. Eles estavam olhando na minha direção, mas parecia que não estavam me vendo (Raduga: não tinha um plano de ação e não executou nenhuma manutenção). Neste momento acordei e senti uma espécie de formigamento e coceira nas pernas (Raduga: não tentou a re-entrada na FASE).

 

SAÍDA DIRETA DO CORPO SEM SONO PRÉVIO

A entrada direta na FASE sem antes ter dormido (ou após um período de plena consciência) é conseguida através de mergulhos rasos para fora da consciência desperta. Tudo o que resta é se separar do corpo no caminho de volta de mergulhos como esses.

 

018

Phil B.

Nova Iorque, EUA

Acordei às 6:00h, foi ao banheiro, e depois deitei-me imediatamente para tentar dormir. Geralmente tenho dificuldade em adormecer, por isso, desta vez, e pela primeira vez, coloquei protetores auriculares e uma máscara de dormir. Após cerca de uma hora ainda estava acordado pensando em minha aula.

Depois de uma hora não tinha caído no sono, mas estava muito relaxado fisicamente e por isso tentei o adormecimento forçado. Após cerca de 10 a 15 segundos senti um deslocamento estranho e uma dormência se instalou em meu corpo (Raduga: não tentou a separação). Era uma sensação fora do comum. Imediatamente tentei a audição interna e ouvi um som muito alto, como alarmes de incêndio tocando. Continuei ouvindo. O som ficou mais alto e alcançou o que pareceu ser o pico. Era muito alto (Raduga: não tentou a separação), mas nada mais estava acontecendo e por isso mudei para a observação de imagens durante alguns segundos. O som ficou mais baixo e voltei a tentar a audição interna. Ficou mais alto novamente e novamente pareceu ter alcançado o pico.

Tentei rolar com um puxão repentino, e BAM! Estava fora da cama, de pé no chão! Não posso descrever como isso foi inesperado. Não tinha idéia do que sentiria ao executar um rolamento. Acabou sendo uma sensação parecida com a saída de uma piscina, com uma resistência semelhante. Conselho de Michael: não se preocupe, apenas faça.

Estava muito animado, mas lembrei-me do conselho da Escola de Viagens Fora do Corpo e imediatamente procurei realizar o aprofundamento. Tudo era cinza e eu não sentia nada. Também não ouvia nada. Só via silhuetas cinzas em torno de mim. Comecei esfregando as mãos firmemente na frente do meu rosto e elas lentamente apareceram, junto com tudo mais no meu quarto. Comecei olhando para minhas mãos e dedos e minha visão ficou cristalina. Meu quarto ganhou foco perfeito como na vida real. Andei pelo meu quarto olhando e apalpando tudo o que pude encontrar. Como estava sendo minha primeira vez na FASE, examinei todos os objetos aleatórios espalhados nas minhas prateleiras e mesa e todos eles pareciam perfeitamente reais, até mesmo o que estava escrito neles (não parei para tentar ler as palavras individuais porque não queria ter um retorno espontâneo). Continuamente me lembrava que estava na FASE, de modo a não perder a consciência e cair no sono (Raduga: não tinha um plano de ação).

Depois de passar cerca de um minuto olhando para tudo e estar espantado com o simulacro da realidade, decidi tentar fazer alguma coisa com a experiência. Não tinha nenhum plano de ação porque não estava esperando ter sucesso, mas decidi, no calor do momento, tentar voar. Olhei para o teto, em seguida, para os meus pés. Respirei fundo e tentei levitar enquanto olhava para os meus pés. Eles lentamente subiram alguns centímetros do chão, e quando expirei, eles voltaram para baixo. Perfeitamente controlado como eu esperava. Tentei de novo com outra respiração profunda, e desta vez um salto. Lancei-me através do teto com os punhos estendidos como o super-homem. Não queria passar através do teto insubstancialmente, queria explodir para fora, e o fiz, através de cerca de 10 andares de tijolo e reboco que explodiram na minha frente.

Estava fora, acima da minha casa. Não estava no meu bairro, mas em algum tipo de caverna enorme que abrigava uma cidade inteira. Não conhecia nada e não tinha planos de para onde ir. Voei ao redor um pouco e, eventualmente, subi em uma janela onde alguns "amigos" (não sei quem eram, apenas os identificava como "amigos" em minha consciência dos sonhos) estavam assistindo a um filme na televisão. Neste ponto, já que não tinha nada para fazer e estava apenas pairando fora da janela, tive um retorno espontâneo e acordei na cama.

Não tinha me movimentado e queria logo tentar entrar na FASE novamente, mas estava muito excitado e senti meu corpo físico de forma muito clara. Decidi me levantar e registrar minha experiência. Quando me levantei confirmei que estava completamente desperto e não estava nem um pouco grogue ou relaxado, já que fui capaz de ligar meu computador e escrever imediatamente de forma clara e lúcida.

 

019

Anna

Barnaul. Rússia

Estava em minha cama imaginando que estava saindo do meu corpo. Logo senti que fui puxada por alguém para fora do meu corpo. Decidi não resistir às vibrações que eram fortes e me assustaram um pouco. Imediatamente me vi de pé no chão fora do meu corpo. O quarto estava iluminado com luz solar. Senti-me livre e extremamente feliz, como se tivesse me livrado de algo desnecessário que sempre me incomodou.

Meu novo corpo não tinha pernas, mas elas não eram necessárias (Raduga: não executou o aprofundamento). Pensei que seria necessário trazer algo do outro quarto como prova, confirmando que eu estava no Astral (Raduga: lógica errada e não tinha um plano de ação). Rapidamente saí do quarto, peguei uma bolsa e trouxe-a para meu quarto. (De manhã, a bolsa ainda estava no seu antigo local).

Vi algo estranho! Minha cama nova e meu quarto novo existiam simultaneamente com a minha velha cama e meu velho quarto. Tudo tinha se misturado e apressei-me em voltar ao meu corpo. Vi meu corpo deitado na minha cama e, de repente, fiquei muito chateada. Pensei: Como uma alma tão jovem pode retornar para um corpo tão "velho"? Senti pena de mim mesma e tentei me juntar ao meu corpo (Raduga: ação errada), mas não consegui controlá-lo. O medo tomou conta de mim. De repente me lembrei que tinha lido em algum lugar que se deve fazer uma volta para se juntar a seu corpo.

Fiz, e logo me encontrei em meu corpo físico.

 

020

John Merritt

Houston, EUA

Um amigo meu encontrou o livro "Escola de Viagens Fora do Corpo - Um Guia Prático" na internet e me enviou o link. Li o livro, e logo, finalmente aconteceu.

Fui dormir em torno de 22:00h ou 23:00h e acordei às 4:00h. Fiquei acordado por 30 minutos e fui deitar novemente. Comecei a meditar e repassei em minha mente as técnicas de separação. Caí em um estado livre flutuação, entrando e saindo da consciência. Comecei observando imagens. Logo começaram a vibrações. Já tinha experimentado vibrações uma ou duas vezes. A primeira vez que as senti estava com medo e elas foram embora depois de alguns segundos. Na segunda vez tentei intensificá-las e isso pareceu funcionar por alguns segundos, mas novamente, nada. Desta vez usei o tensionamento do cérebro e as vibrações ficaram mais e mais fortes. Desta vez não as perdi. Elas intensificaram até chegarem a um determinado volume. Elas acabaram e me senti diferente. Meu próximo pensamento foi que já estava separado do meu corpo. Tudo que tinha a fazer era apenas levantar-me! Estava certo.

Eu me levantei para fora do meu corpo, sentei-me e sai da cama. Estava fora! Não tinha planejado o que faria (Raduga: não executou o aprofundamento e não tinha um plano de ação). O quarto estava escuro e meu primeiro pensamento foi o de acender uma luz. Entrei no banheiro do quarto e liguei o interruptor de luz. Nada aconteceu. Vagamente pensei: "Talvez a luz esteja queimada". Saí pelo corredor e fui até o banheiro do andar de cima e liguei o interruptor de luz. Mais uma vez, nada. Lembrei-me que nos livros que li sobre sonho lúcido diz que interruptores de luz não funcionam em sonhos. Como estava em meu corpo astral, minhas tentativas de ligar o interruptor de luz não iriam funcionar.

Decidi voltar para minha cama e olhar para mim mesmo. Corri para o quarto para olhar minha cama. Lá estava eu, ou lá estava meu corpo. Foi a sensação mais incrível que já experimentei na minha vida. Estava fora do meu corpo e sabia disso. Estava bem acordado, plenamente consciente, com toda minha essência, lembranças, tudo de mim. Lá estava eu dormindo na cama. Meu corpo físico. Até vi um dos meus braços se mexer um pouco. Depois senti a necessidade de verificar o que tinha acontecido e ver se conseguia me lembrar. Logo estava de volta em meu corpo e muito desperto (Raduga: não tentou a re-entrada na FASE). Era verdade. Tinha acontecido. Finalmente tinha conseguido fazer isso. Era real. Lembrei-me de cada segundo.

 

021

Artem Mingazov

Ulyanovsk, Rússia.

Deitei no sofá e tentei sair diretamente. Tudo estava indo bem quando de repente minha consciência desapareceu por um momento. Quando voltei percebi que estava deitado na cama e senti um corpo fantasma. Tentei rolar para o lado e funcionou, embora com alguma dificuldade.

Comecei a apalpar a cama e a mim mesmo (fiz tudo um pouco às pressas). Ainda não tinha o sentido da visão. Decidi que poderia aprofundar e mergulhei de cabeça no chão (mais exatamente, no vazio). Voei para baixo um pouco e encontrei-me no apartamento do meu vizinho de baixo. Voei de volta para meu próprio apartamento e fiquei no chão. Abri meus olhos na tentativa de restaurar a visão. Parecia que estava tentando abrir os olhos depois de um longo período de privação de sono. Minhas pálpebras estavam pesadas e se renderam a contragosto. Olhei em volta. Estava em meu quarto. Lá fora estava ensolarado. Decidi tentar voar. Adoro voar! (Raduga: não tinha um plano de ação). Fui capaz de voar até o teto, mas logo comecei a cair suavemente de volta para baixo, sendo puxado para trás. Ao tocar no chão pulei de volta para cima. Desta vez foi comparável a quando um balão cai e bate no chão, sobe novamente e cai. Saltei para cima novamente. Só fui capaz de permanecer de pé no chão depois de repetir este processo várias vezes.

De repente se tornou difícil para respirar. Tentei voltar para o meu corpo (Raduga: ação errada), mas fui incapaz de fazê-lo. Inicialmente despertou-me pânico. Percebi que ceder ao medo não me faria bem. Tão logo me acalmei e relaxei (Raduga: não executou a manutenção), tive um retorno espontâneo (Raduga: não tentou a re-entrada na FASE). Todas as sensações acima duraram cerca de um minuto.

 

022

Matthias Holzer

Viena, Áustria.

13 Março de 2001. Esta foi a minha primeira experiência fora do corpo. Houve duas experiências anteriores com o "estado vibracional", mas não tive a coragem de ir adiante com elas. Na época acreditava que a alma essencial deixaria o corpo, o que poderia ser perigoso. Desta vez decidi fazê-lo de verdade. Na época tinha 20 anos. Acordei às cinco horas da manhã. Estava me sentindo muito cansado e sabia que ia cair no sono novamente logo que deitasse. Assim que relaxei o estado vibracional se instalou. Meu corpo estava paralisado, como se estivesse dormindo. Ouvi o barulho estrondoso que já conhecia. O estado parecia não ser muito profundo, porque, logo que tentei me movimentar, movimentei o corpo físico e acordei.

Imediatamente comecei uma segunda tentativa, que funcionou. Esperei um pouco mais desta vez. De repente minha "percepção corporal" mudou e me movi cuidadosamente como se estivesse me levantando com meu corpo físico. No momento seguinte estava de pé e sabia que estava fora do corpo. Não conseguia ver muito bem, apenas um pouco (Raduga: não executou o aprofundamento e não tinha um plano de ação). Estava curioso para saber se o "cordão de prata", sobre o qual tinha lido a respeito, existia (Raduga: lógica errada). Quando olhei, lá estava ele, estendendo-se a partir das minhas costas astrais. Tentei olhar para meu corpo físico na cama, mas não pude vê-lo. Tentei olhar para mim mesmo, meu corpo astral, e pude ver a minha mão esquerda cintilando em uma cor púrpura clara. Neste ponto decidi acabar com a experiência e voltar para a cama a fim de me reinserir em meu corpo físico (Raduga: ação errada). Isto não funcionou no início, mas não havia medo. Minha consciência se desvaneceu em um sonho e acordei cerca de uma hora mais tarde, bem descansado e muito satisfeito.

023

Oleg Kudrin

Moscow, Rússia

Acordei. Ainda estava escuro. Respondi ao "chamado da natureza" e olhei para o meu relógio: 4:15h. Fui para a cama, deitei do meu lado esquerdo, fechei os olhos e... Parecia que algo estava brilhando nos meus olhos. Percebi que isso era impossível. Era 4:15h e eu era o único acordado. Não havia mais ninguém no quarto além da minha esposa. A luz intensificava continuamente. Tive um pouco de medo misturado com curiosidade. O que aconteceria a seguir? Depois a luz se tornou mais e mais brilhante. Senti que estava em perigo (Raduga: não tentou a separação). Ao mesmo tempo sentia um instinto investigativo. Sabia que algo incomum estava acontecendo, mas sabia que tudo isso era impossível. Uma luz brilhante de natureza desconhecida perfurando meus olhos através das pálpebras fechadas! Uma idéia ocorreu por conta própria: eles estavam vindo verificar alguma coisa em mim. Irei até o fim!

No momento seguinte encontrei-me em uma sala pequena, retangular e com uma luz suave. Havia bordas ao longo da parede nas quais você poderia sentar-se (percebi que eram bancadas). Uma parede tinha portinholas redondas de cerca de três metros de largura. Olhei através delas e percebi que estava nas profundezas de espaço exterior (Raduga: não executou o aprofundamento e não tinha um plano de ação). Havia uma construção impressionante fora da sala em que estava. O que vi não poderia existir, mesmo nos ambientes mais fantásticos da terra. Era uma construção entrelaçada, mas os elementos não tinham uma estrutura lógica. Parecia uma colméia. Parecia ser uma construção de tubos duplos de proporções tão colossais que o diâmetro de apenas um dos tubos podia ser comparado com o diâmetro de um estádio. Movimentando e correndo ao redor da estrutura estavam pequenas espaçonaves que pareciam estar fazendo algum tipo de trabalho.

É um portal de hamgaragem, soou a resposta na minha cabeça. Virei-me e no canto da sala estava uma linda jovem vestida completamente de modo terráqueo, com uma saia e uma jaqueta. Por mais estranho que possa parecer, ela parecia uma cantora pop famosa, embora a semelhança estava incompleta. A mulher era muito mais interessante do que a artista.

Vou formular a pergunta que me ocorreu naquele momento da seguinte forma: "O que é o vazio do qual falam os mestres budistas?". Formulei essa pergunta para a pessoa de boa aparência que estava no quarto comigo. Por alguma razão, não vim com a idéia de fazer algo mais... Além disso, sou casado. Mas a minha pergunta foi ouvida, e a resposta se seguiu...

O que experimentei não tem paralelos na vida cotidiana. Esses sentimentos não podem ser expressos em palavras. A linguagem humana não tem a capacidade de comunicar tais conceitos, mas vou tentar. Era como se eu tivesse virado do avesso. Tudo fora de mim acabou sendo colocado dentro de mim, incluindo as estrelas, galáxias e outros mundos. Em suma: todo o universo material. Tudo isso foi comprimido a proporções tão pequenas que poderia passar pelo buraco de uma agulha. E eu, estando fora deste universo material, estava olhando para ele simultaneamente por todos os lados, apesar de não ter centenas de milhões de olhos. Eu era um grande campo que abrangia o espaço em torno deste universo comprimido, e era capaz de absorver visualmente tudo de uma vez! Eu mesmo não tinha fim, não tinha limites nem no espaço, nem no tempo. Tudo ao redor era quietude. Eu mesmo era essa quietude. Contemplar este universo trouxe a percepção de que, através do esforço, poderia me transformar no nada. Em seguida pensei: não haveria mais nada para fazer a não ser contemplar?

Tornei-me um funil coletando tudo a partir do perímetro do meu universo, girando dentro dele, puxando tudo mais e mais fundo, até que estava deitado na cama, como estava depois de ter respondido ao “chamado da natureza”. (Raduga: não tentou a re-entrada na FASE). Essa visão me comoveu tanto que não consegui mais dormir. Só queria correr para fora e pular de alegria e prazer. Queria dizer a todos sobre a minha experiência e compartilhá-la, mas percebi que seria visto como um esquizofrênico.

Foi mais ou menos assim que vivi a partir desse ponto: recordando muitas vezes aquela experiência e valorizando-a nas profundezas da minha alma. Sonhava quase todos os dias em ter uma experiência semelhante de novo, até que descobri as técnicas indiretas.

 

024

Roman Reutov

Samara, Rússia

As coisas mais interessantes quase sempre acontecem inesperadamente.

Depois de uma pausa suficientemente longa nas minhas tentativas de ir para o outro mundo, esta noite decidi tentar de novo. Joguei a toalha depois de outra tentativa sem sucesso. Rolei para o outro lado e decidi ter uma boa noite de sono. Não sei exatamente quanto tempo passou enquanto estava deitado pensando sobre o que ainda estava fazendo de errado, enquanto observava imagens interessantes que minha imaginação estava desenhando. Em um determinado momento, de repente, senti o fenômeno que é comumente referido como vibrações. Comecei a intensificá-las (devo acrescentar que a sensação é indescritível), mas não podia levitar, embora quisesse dar uma olhada em mim mesmo a partir do exterior. Decidi ficar em pé. Tudo se tornou mais interessante! Todo o processo de transição de uma posição horizontal para uma vertical foi acompanhado por vibrações cada vez mais “palpáveis”. Um som cada vez mais alto rugia na minha cabeça. A sensação era a mesma experimentada ao ir para a cama depois de não ter dormido por 24 horas e, em seguida, ser subitamente despertado por alguém. Minha cabeça rodava. Tudo começou a crepitar (estalar) por dentro. Estava prestes a perder a consciência. Uma imagem piscante começou a aparecer. As sensações estabilizaram-se após um ou dois segundos. O rugido na minha cabeça foi desaparecendo. Percebi que estava sentado na minha cama.