Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 142 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Aprofundamento

As técnicas de aprofundamento usadas por um praticante avançado essencialmente pouco diferem das usadas no nível básico. Existem duas diferenças fundamentais na forma como essas técnicas são executadas. Primeiro: um praticante experiente prefere realizar aprofundamento simultaneamente à implementação de seu plano de ação. Ele não faz como um novato: separa, aprofunda e, em seguida, implementa o plano de ação. Ele separa e implementa imediatamente seu plano de ação, em paralelo com a intensificação do realismo de suas sensações. Isso tem efeito benéfico sobre a qualidade do aprofundamento e economiza tempo para outras coisas na FASE.

Segundo: praticantes avançados e novatos diferem em sua intenção de aprofundar e como eles percebem isso. Se, ao executar uma técnica de aprofundamento, um novato, muitas vezes, espera resultados a partir da simples mecânica de executar alguma ação, um praticante avançado realiza técnicas de aprofundamento com o objetivo focado e o desejo de obter uma FASE hiper-realista, como se estivesse sendo puxado em direção a ela pelas técnicas de si, e ao mesmo tempo lembrando das sensações de experiências anteriores. As técnicas servem apenas para ajudá-lo a expressar melhor sua intenção.

 

MANUTENÇÃO

Talvez a única coisa que um praticante avançado ainda pode ter que lutar é com a manutenção da FASE. É apenas uma luta em um sentido relativo. É mais uma luta objetivando a perfeição. Uma maneira essencial que um praticante experiente difere de um novato é que o período de tempo que ele permanece na FASE é totalmente suficiente para suas necessidades. Não importa quanto tempo ele permanece na FASE, esta duração é multiplicada por suas muitas entradas na FASE ao longo de um dia. Como resultado, ele sempre realiza todas as tarefas que estabeleceu para si mesmo, e, muitas vezes, com muita rapidez. E se um praticante realiza todos os seus objetivos, por que ele deveria ficar insatisfeito com a duração de uma FASE?

A primeira característica de um praticante avançado é que ele sempre tem um plano de ação para a FASE. Um plano de ação interessante e útil. Ele sempre sabe o que vai fazer na FASE e como irá aplicá-la. Ele sempre quer entrar na FASE, já que sempre tem muitas coisas para fazer nela, mesmo que às vezes não tenha nada a ver com o mundo físico. Muitos praticantes avançados realizam seus próprios estudos da FASE, que serve para estimular ainda mais a sua própria prática e seu desenvolvimento pessoal.

O principal problema que os novatos têm para manter a FASE paradoxalmente consiste no medo de um retorno involuntário ao corpo. Isso geralmente faz com que eles executem as técnicas de manutenção incorretamente, e eles quase sempre têm uma falta de intenção na manutenção, para não mencionar a confiança em suas próprias habilidades. Mas este é um fator decisivo quando se trata de manter a FASE.

Um novato realiza técnicas de manutenção a fim de não ser devolvido de volta para o corpo ou não cair no sono. Um praticante experiente realiza técnicas de manutenção a fim de manter sua presença na FASE.

Como resultado, o primeiro é, muitas vezes, jogado para fora da FASE, enquanto o último tem experiências que são muitas vezes mais longas e mais relaxantes.

Enquanto na FASE e quando está realizando qualquer técnica de manutenção, o praticante deve permanecer extremamente confiante de que ele estará na FASE apenas o tempo necessário. Tal confiança é suficiente para prolongar a FASE substancialmente.

Quando estão mantendo uma FASE, os praticantes avançados têm que enfrentar a verdadeira questão de manter suas mentes fora de seus corpos, e isso significa falsos retornos espontâneos. A maioria absoluta dos retornos ao corpo a partir da FASE são falsos. Dependendo do nível das características pessoais e das práticas, de 50 a 90% de todos os retornos ao corpo podem ser falsos. É exatamente por isso que a regra obrigatória é: ao retornar ao corpo, deve-se tentar separar-se dele novamente. Mesmo quando o praticante segue essa regra, a experiência muitas vezes termina em um despertar falso, que só é reconhecido algum tempo depois.

O problema é parcialmente resolvido pelo entendimento de que um retorno ao corpo não significa nada. Se isso acontecer, é uma ninharia, e não é digno da menor atenção. Se você estava há pouco tempo na FASE, não poderia ter acabado tão facilmente ou tão rapidamente. Um praticante experiente deve sempre tentar re-entrar na FASE e deve fazê-lo com tanta autoconfiança quanto for possível. E se alguém se sentir incapacitado de deixar o corpo novamente, deve realizar pelo menos dois testes de realidade (hiper-concentração, respirar através das narinas comprimidas, buscar incoerências e etc), pois há uma grande probabilidade de que ele ainda esteja na FASE. A verificação da realidade sozinha pode prolongar uma experiência de FASE em até 20%. Em níveis mais elevados de prática, um praticante deve tentar sair de seu corpo novamente. Se ele for incapaz de fazê-lo, deve executar verificações de realidade.

Existem várias razões pelas quais praticamente todos os praticantes têm tais problemas com retornos falsos ao corpo. Um dos principais é uma certa falta de confiança em suas habilidades de manter a FASE, que é intensificado pela intenção e pela concentração. Há também um problema que é praticamente resistente à solução controlável e é provocado pelas características surpreendentes da consciência humana durante estados alterados: a falsa memória.