Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 93 de 154

Páginas do PDF

Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Estudando Possibilidades e Sensações

Os praticantes novatos não devem imediatamente correr atrás de um objetivo único e específico se o desejado for a prática a longo prazo. É melhor investigar exaustivamente a FASE e seus arredores antes de se concentrar na realização de objetivos únicos e específicos. Isto irá construir intimidade com a experiência e permitir a entrada livre e interação com a FASE.

Como na realidade, aprender o que primeiro se revela é a chave para o aumento e especialização do conhecimento. O praticante deve começar desfrutando o simples fato de estar na FASE e depois aprender seus detalhes e funções. Uma vez dentro da FASE, o praticante deve explorá-la, examinando e interagindo com tudo o que encontrar.

Ele também deve tentar aguçar totalmente todas as sensasões possíveis a fim de entender completamente como a FASE é incomum em seu realismo. O praticante deve experimentar movimentos: andar, correr, saltar, voar, cair, nadar, dentre outros. Testar as sensações de dor, ao dar um soco numa parede. A maneira mais simples de experimentar sensações gustativas é ir até a geladeira e tentar comer tudo o que encontrar lá, não esquecendo também de cheirar cada item. Atravessar paredes, translocar, criar e manipular objetos. Explore! Todas essas ações são muito interessantes em si mesmas. As possibilidades são infinitas. Apenas quando as possibilidades forem bem compreendidas e bem exploradas pode-se dizer que o praticante sabe o que é a FASE.

 

ERROS TÍPICOS COM HABILIDADES PRIMÁRIAS

- Ao tentar discernir se uma FASE está ou não intacta, basear o julgamento na semelhança com o ambiente físico do qual partiu o participante. Na FASE os atributos físicos são simulações. - Hiper-concentração em um objeto por muito pouco tempo ao tentar determinar se o ambiente está na FASE ou no mundo físico. - Tentar deliberadamente por fim à FASE prematuramente, ao passo que toda a extensão natural da FASE deve ser aproveitada. - Pânico em caso de paralisia, ao invés de atitudes calmas e relaxadas. - Recusa em praticar a FASE por causa do medo, embora esse problema seja temporário e solucionável.

- Abrir os olhos nos estágios iniciais da FASE, uma vez que essa atitude frequentemente leva a um retorno espontâneo. - Tentativas prematuras de criar a visão na FASE, no momento em que o que deve ocorrer é a separação do corpo e o aprofundamento. - Ter pressa na criação da visão, ao passo que na maioria dos casos a visão aparece naturalmente.

- Ao concentrar-se nas mãos para criar a visão, fazê-lo a uma distância excessiva, ao passo que o recomendado é de 10 a 15 centímetros. - Esquecer-se das técnicas de "manutenção" ao entrar em contato com objetos vivos.