Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 104 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Aplicações Baseadas em Contato com a Mente Subconsciente

- Com os mortos: Independentemente da natureza do fenômeno FASE, nada mais produz a possibilidade de ver, conversar e abraçar um ente querido falecido. Estas são vívidas experiências pessoais acessíveis a todos e ter esses encontros não requer grande dificuldade. A coragem é a única necessidade. De um ponto de vista da técnica, uma FASE estável e a aplicação da técnica de localização de objetos prepara o terreno para o que, a princípio, pode parecer impossível. Deve-se notar que, quando uma pessoa morta é encontrada na FASE, as distorções causadas pela técnica de localização de objetos pode levar a algumas ocorrências muito indesejáveis.

- Com celebridades: Através do uso de técnicas de localização de objetos o praticante tem a oportunidade de conhecer uma pessoa famosa. Pode ser uma personagem histórica, um político contemporâneo ou um artista. No estado de FASE todas elas são acessíveis para qualquer tipo de interação. O praticante pode se encontrar com Júlio César, Jesus Cristo, Napoleão, Churchill, Stalin, Hitler, Elvis Presley, Marilyn Monroe e muitos outros.

Realização de desejos

- Todo mundo tem sonhos. Independentemente deles nunca se tornarem realidade, o praticante pode desfrutar da realização de seus desejos pelo menos na FASE. Alguns sonham com uma visita a Las Vegas, alguns em conduzir uma Ferrari, alguns visitar o espaço exterior, alguns gostariam de banhar-se em uma pilha de dinheiro e outros desejam experiências sexuais. Todos estes desejos podem finalmente ser experimentados na FASE.

Alternativa para o mundo virtual

- Na FASE, os jovens podem participar de jogos de batalha como se as batalhas fossem reais. O praticante pode visitar mundos e lugares incomuns enquanto desfruta de sensações completamente realistas; sentir uma arma em suas mãos e até mesmo o cheiro de pólvora. Se desejar, até mesmo a sensação de ferimentos de batalha pode ser experimentado. As possibilidades de participar de jogos na FASE não estão limitadas pelo poder de um microprocessador, mas pelo alcance da imaginação do praticante.

 

APLICAÇÕES BASEADAS EM CONTATO COM A MENTE

SUBCONSCIENTE

Se o acesso às informações na FASE parece natural a partir de um ponto de vista místico ou esotérico (à luz de vários campos de informação e de outros fenômenos), como seria para um materialista que nem sequer acredita em tais coisas?

Suponha que o estado de FASE seja apenas um estado excepcionalmente incomum do cérebro e que a percepção dentro dele não é mais que um jogo incomum e realista de suas funções. Suponha que um praticante na FASE decida viajar para uma floresta. A técnica de translocação com olhos fechados é utilizada, e como resultado, uma floresta aparece.

O que acontece se a visão contém conhecimento muito detalhado das florestas, de no quê consistem as florestas e onde as florestas se originam? O cérebro cria um espaço hiper-realista superior ao da realidade cotidiana que consiste em milhões de folhas de grama, folhas de árvores, centenas de árvores e uma infinidade de sons. Cada folha de grama tem profundidade e é detalhadamente construída; não é apenas um ponto. A casca de cada árvore é constituída de um padrão único e natural.

De repente, um vento começa a soprar e milhões de folhas de árvore e de grama começam a oscilar em forma de onda seguindo um modelo matemático de propagação de massas de ar. Um determinado recurso dentro de nós é capaz, em meros segundos, não só de criar milhões de detalhes na cena desejada, mas também de controlar cada um desses detalhes individualmente!

Mesmo que a FASE seja apenas um estado da mente, isso não significa que não existam fontes de informação dentro dela. A mente possui uma grande capacidade computacional e está equipada para imaginar toda a extensão do impossível. Nenhum computador é capaz de atos semelhantes. O praticante de alguma forma é capaz de utilizar esses incríveis recursos estando na FASE. Resta apenas saber exatamente como conseguir o domínio.

É possível que o espaço da FASE seja governado pela mente subconsciente. Isto significa que o praticante é capaz de contatar o subconsciente enquanto no estado de FASE. Durante a vida cotidiana a mente subconsciente envia informações baseadas em cálculos graças a enormes recursos. Os seres humanos nem ouvem nem percebem esses sinais porque estão acostumados a receber informações no formato linguístico. A mente subconsciente dificilmente opera dentro das limitações da linguagem. A comunicação com o subconsciente em um nível consciente só é possível dentro da FASE. Se todos os objetos da FASE são criados e controlados pela mente subconsciente, é possível usá-los como tradutores. Quando se está falando com uma pessoa na FASE, palavras normais são ouvidas, enquanto o objeto e as informações comunicadas são controladas pela mente subconsciente.

Uma explicação de como a informação é obtida na FASE dificilmente pode ser comprovada de forma inequívoca. Talvez haja outros recursos ainda não descobertos. Mas isso não é tão importante. A coisa mais importante é conhecida: como obter informações na FASE.

A sequência de ações para obtenção de informações da FASE não é complexa. Depois de entrar na FASE, apenas as técnicas para obtenção de informações e os métodos de verificação precisam ser aprendidos para aumentar o conhecimento adquirido a partir da FASE.

Com base na explicação pragmática da natureza da FASE como um estado anormal do cérebro controlado pelo subconsciente pode-se supor que a quantidade de informações obtidas na FASE seja limitada. Se a FASE existe dentro dos limites do cérebro, ele pode operar apenas com dados que tenham sido recebidos ao longo de sua existência. Parece que tudo o que é percebido através dos órgãos sensoriais é lembrado e correlacionado com outros dados; esta observação está relacionada com a percepção consciente e inconsciente.

Se qualquer evento é uma consequência de outros eventos, que foram, por sua vez, também consequências de acontecimentos anteriores, então, nada ocorre por acaso. Os dados iniciais são conhecidos, então é possível calcular o que está implícito neles.

Como resultado, se tudo se baseia exclusivamente nos recursos da mente subconsciente, as informações podem ser obtidas sobre tudo que está relacionado a uma vida individual: as experiências do praticante e as experiências daqueles com quem o praticante experimenta a vida. Lições são aprendidas com o futuro e o passado, de si e dos outros.

A única informação que não está disponível na FASE é aquela da qual a mente subconsciente não tem qualquer informação preliminar. Onde comprar um bilhete de loteria premiado que irá render milhões não pode ser aprendido, pois não há dados que possam apoiar o cálculo necessário. A mente subconsciente também não será capaz de mostrar ao praticante como é uma rua aleatória em uma pequena cidade do outro lado do mundo. O praticante não deve tentar adivinhar quais são as informações que a mente subconsciente tem para oferecer e quais não tem, porque, se o fizer, erros serão facilmente cometidos. Se o praticante nunca foi a Paris e nunca viu a Torre Eiffel pode-se supor que sua mente subconsciente não saiba nada sobre isso, embora, através do curso da vida, a mente já tenha recebido uma enorme quantidade de informações a partir de imagens, fotografias, histórias, vídeos, livros e assim por diante.

Existem três técnicas básicas para a obtenção de informações na FASE. Cada um delas tem suas vantagens e desvantagens que devem ser estudadas e aprendidas antes do uso.

Técnica dos objetos animados.

Para executar este método de obtenção de informações, o praticante, em uma FASE plena de profundidade, deve localizar uma pessoa através de técnicas para localização de objetos e obter as informações necessárias a partir dessa pessoa através do uso de perguntas simples. Se a informação necessária estiver ligada a uma determinada pessoa, essa pessoa deve ser localizada na FASE. Se a informação não estiver relacionada a ninguém em particular, é possível criar uma fonte de informação universal que deve ser associada à sabedoria e ao conhecimento. Esta fonte poderia ser um sábio recluso, um conhecido filósofo ou um guru.

A vantagem dessa técnica é que ela facilita a formulação de perguntas adicionais e também torna mais fácil a verificação de qualquer informação que for obtida. Uma desvantagem desta técnica é que, para muitos, é difícil se comunicar com objetos vivos na FASE por causa da falta de resposta dos objetos ou problemas do praticante com a manutenção da FASE enquanto conversa com os objetos.

Técnica dos objetos inanimados.

Use técnicas para localização de objetos a fim de localizar informações a partir de fontes como inscrições, livros ou jornais. Ao tentar localizar a fonte de informação, lembre-se de estar concentrado na crença de que o que for encontrado terá a informação desejada. Os tipos de fontes não estão limitados à mídia de papel. Até mesmo rádios ou televisões podem ser vistos ou ouvidos. Os buscadores (Google por exemplo) e sistemas de arquivos também podem produzir resultados.

A grande desvantagem dessa técnica é que complicações consideráveis podem surgir se uma questão adicional ou uma questão de acompanhamento emergir, o que pode fazer com que o praticante tenha que parar e repetir o processo de busca.

A vantagem desta técnica é que, se o praticante tem problemas de comunicação com objetos animados, esta técnica pode temporariamente servir como uma alternativa razoável.

Técnica do episódio.

Para receber informações utilizando este método, imagine um evento ou uma série de eventos que irão comunicar a informação desejada. Fazendo uso das técnicas de translocação, mova-se para o local onde os eventos pré-determinados são esperados. Depois de chegar ao destino, use a observação visual para entender o que está acontecendo e quais são as informações que os eventos estão lhe comunicando. A técnica do episódio é adequada apenas para os casos em que as informações possam ser obtidas através da observação.

Como verificar a informação? As técnicas para a recepção de informações na FASE não são complexas e podem ser bem-sucedidas depois de apenas algumas tentativas. Como já foi mencionado anteriormente, as propriedades dos espaços da FASE que não se enquadram na categoria de percepções vivas não são particularmente estáveis, não só em termos de aparência, mas também em termos de suas propriedades. A exatidão das informações depende também dos próprios objetos. O problema reside em que o praticante pode não ser capaz de controlar adequadamente o objeto em questão e poderá receber informações falsas.

Fato interessante!

O espaço da FASE não é a realidade cotidiana, portanto não deve ser tratado com a crença normal de que cada observação deve ser considerada como um fato.

Mesmo quando um praticante aprendeu bem todas as técnicas destinadas a encontrar objetos animados e inanimados não há garantia de que a informação recebida seja sempre precisa. Alguns truques relacionados à técnica são capazes de testar a capacidade de um objeto de falar a verdade.

Um objeto pode falar sobre algo com absoluta confiança, mas isso não significa que tudo o que ele esteja falando seja verdade. Se existir dúvida ao se procurar por um objeto, ela pode ter um efeito sobre o que o objeto diz. É por isso que a dúvida deve ser evitada a qualquer custo. Os novatos podem ter problemas com isso.

Para determinar se um objeto é capaz de dar informações precisas, deve ser feita uma questão de controle, uma questão que a mente subconsciente não pode saber a resposta. O praticante pode perguntar a um objeto encontrado: "Onde posso comprar um bilhete premiado da Mega Sena?". Se o objeto começar responder tais perguntas a sério e entrar em grandes detalhes isso indica que suas propriedades permitem a ele mentir. O objeto deve ser criado novamente. Um objeto apropriado irá permanecer em silêncio ou dizer que não sabe a resposta para a questão de controle.

Após as informações precisas terem sido obtidas através do uso de uma questão de controle, elas devem ser confirmadas. Isto é feito por meio de uma pergunta esclarecedora. O praticante precisa perguntar ao objeto de onde veio a informação para descobrir os detalhes que oferecem a prova de autenticidade da informação no mundo real. Ao objeto também podem ser feitas as mesmas perguntas mais de uma vez, desde que sejam reformuladas. As respostas às perguntas reformuladas devem ser idênticas.

Lembre-se, quanto mais importante for a natureza da informação, mais séria deverá ser a ação, mais esforço deverá ser investido em verificá-la no mundo real, uma vez que, uma certa percentagem das informações serão normalmente incorretas, apesar do desempenho correto das técnicas relacionadas à obtenção das informações.

Obter informações através da utilização de questões mais simples possível é também extremamente importante. Quanto mais simples for a informação que precisa ser descoberta, melhor. Assim que um praticante torna-se capaz de fazer isso em sua prática, ele pode passar para tarefas mais difíceis e mais importantes. Não há sentido em iniciar tais experimentos com algo incrivelmente difícil. Se um praticante não for capaz de contar quantos pares de sapatos existem em seu corredor de entrada ele dificilmente será capaz de descobrir como se tornar um milionário.

É importante considerar o quão específica é a informação que se está necessitando. Muitas vezes os praticantes buscam respostas para perguntas totalmente vagas ou abstratas enquanto está na FASE, o que leva a uma falta de sucesso. Quanto mais específica for a questão, maiores serão as chances de se obter uma resposta. Não faz sentido esperar uma resposta específica e clara para uma pergunta vaga e abrangente como: "Como será meu futuro?". É muitas vezes melhor fazer uma pergunta a respeito de como alcançar algum objetivo muito específico no futuro. Ao invés de "Como faço para obter um aumento no trabalho?", perguntar "Como posso fazer o meu projeto atual tão bem sucedido quanto for possível?". Ao invés de "Como faço para ficar saudável?", perguntar "Como faço para me livrar da minha dor de cabeça?" e assim por diante.

A capacidade de obter informações sem distorções a partir da FASE é considerada uma habilidade magistral, próxima do mais alto grau. Onde os problemas ocorrem? Como já foi referido, a obtenção de informações não é nada difícil do ponto de vista técnico, basta entrar na FASE e descobrir algo a partir dos objetos ou a partir do próprio espaço da FASE. Problemas ocorrem em um plano completamente diferente, que é muito mais difícil para as pessoas controlarem, o plano do pensamento, do estado de espírito, das crenças, tanto as superficiais quanto as profundas.

Uma das tarefas mais emocionantes e interessantes da pesquisa moderna em curso é o estudo de como o espaço da FASE, suas propriedades e funções dependem das experiências mentais internas do praticante. Esta tarefa torna-se particularmente clara através do seguinte exemplo. Este exemplo assume que o espaço da FASE seja controlado pela mente subconsciente. Ele também irá supor que um praticante tenha chegado à FASE usando uma técnica indireta e tenha rolado para fora do seu corpo, enquanto em seu quarto. Acontece que o subconsciente foi incapaz de gerar todo quarto junto com milhões de detalhes minuciosos com precisão exata em questão de segundos, talvez em uma mera fração de segundo. Inimaginável é a quantidade de computação que teria que ocorrer a fim de gerar tudo tão rapidamente, até cada fio das cortinas e cada ponto de tinta sobre o papel de parede, sem violar as leis da física. É difícil sequer imaginar. O praticante decide realizar um teste bem conhecido com uma calculadora. Ele precisa encontrar essa ferramenta computacional e pressionar os números e símbolos de operação para que o cálculo seja realizado. Ele irá verificar a resposta da calculadora no mundo real. Utiliza a técnica de encontrar objetos e encontra uma calculadora. Este objeto, apesar de seu tamanho, é bastante complicado para cria-lo na FASE com exatidão e precisão singular. Todas as suas linhas, botões e as curvas são geradas, tudo com muito mais precisão do que jamais poderia ser desenhado. Essa calculadora pode até mesmo ser desmontada e seus componentes internos podem ser examinados. Tudo aqui é gerado em apenas um instante.

Mas então o problema começa. O praticante multiplica 2 por 2 e obtém algum resultado estranho, por exemplo: AP345B, 5?eE74047... O resultado é tudo menos o correto.

A situação paradoxal que surge agora é: a mente subconsciente gera um espaço ao redor do praticante com precisão de um grau impossível e até os mínimos detalhes. Essa mesma mente subconsciente não é capaz de multiplicar números tão simples, um problema de matemática simples que o praticante pode resolver em um segundo. Esta situação não parece estranha? Na verdade, não. O espaço da FASE e seus recursos de computação não estão sendo questionados aqui. Para a FASE este cálculo não é difícil. Isto é uma ninharia para o recurso que o praticante tem à sua disposição, mesmo que ele próprio tenha dificuldades com a tabuada.

O cerne do problema está na mente do praticante no momento em que ele está realizando o teste. Ele pode ter uma falta de confiança (e essa dúvida será refletida no resultado). Pode haver outros pensamentos e sentimentos passando por sua cabeça, o que pode minar todos os seus esforços. Por alguma razão, parece às vezes que um fenômeno semelhante não diz respeito apenas à FASE, mas também ao mundo físico cotidiano...

Uma situação bastante semelhante surge com a técnica de translocação de olhos fechados na FASE. É o suficiente pensar em algo estranho ou ter algumas dúvidas sobre o resultado do vôo e o vôo irá demorar muito mais tempo ou até mesmo poderá levar o praticante para um lugar diferente ou provocar um retorno ao corpo físico. Os mesmos mecanismos e sistemas estão em jogo quando da obtenção de informações. Com o teletransporte é o suficiente translocar várias vezes para poder compreender a essência da resposta promovida ou sentida. Problemas mais prolongados podem ser desenvolvidos quando o assunto é a obtenção de informações.