Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático
Capítulo 3: - Como Ver a Luz Brilhante no Fim do Túnel Enquanto Você Ainda Está Vivo
CAPÍTULO 3 - COMO VER A LUZ BRILHANTE NO
FIM DO TÚNEL ENQUANTO VOCÊ AINDA ESTÁ
VIVO
Experiências de quase-morte são, na verdade, só o vislumbre mais ou menos simples da vida após a morte. Infelizmente, vamos agora discutir apenas este fenômeno. "Infelizmente", porque você terá que examinar a sua natureza de um ponto de vista completamente diferente. É claro que tanto viagens para fora do corpo quanto sonhos lúcidos são da mesma natureza que experiências de quase morte em morte clínica. Os dois primeiros não conseguem provar a existência de vida após a morte. Eles ainda refutam algumas afirmações comumente reivindicadas. Antes de examinar a questão, gostaria de começar dizendo antecipadamente que não estou tentando provar que não há vida após a morte. Gostaria apenas de demonstrar que um dos fenômenos associados à questão da vida após a morte, possivelmente, tenha uma outra essência e outro significado.
Talvez pudéssemos começar dizendo que, do ponto de vista puramente lógico, seria errado considerar que experiências de quase morte acontecem perto do momento da morte real, já que as descrições delas são sempre relatadas por pessoas vivas. ... Talvez tudo isso tenha mais a ver com a vida que com a morte. Gostaria também de observar que Raymond Moody, cujo livro citarei, não foi tão longe para afirmar que as descrições que ele reuniu são provas conclusivas da sobrevivência da alma e da vida após a morte. Ele criou uma hipótese e a deu suporte usando os excelentes testemunhos que coletou.
Você vai ter que admitir que, se você não soubesse de antemão que as seguintes descrições pertenciam a pessoas que estavam à beira da morte, teria sido fácil supor que elas foram escritas por pessoas bem vivas e praticantes de viagens fora do corpo:
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody) . ... Podia sentir-me saindo do meu corpo e deslizando entre o colchão e o estrado do lado da cama em direção ao chão. Pareceu que eu tinha atravessado o estrado e estava indo em direção ao chão. Comecei a subir, lentamente...
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody).
... Nesse ponto, meio que perdi meu senso de tempo, e perdi a minha realidade física, perdi o contato com meu corpo. Meu ser ou o meu eu ou meu espírito, ou como você queira rotulá-lo, estava saindo de mim através de minha cabeça. E não foi doloroso, era apenas como uma espécie de elevação...
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody).
... Eu estava acima da mesa, e podia ver tudo o que eles estavam fazendo. Eu sabia que estava morrendo. Estava preocupado com meus filhos, sobre quem iria cuidar deles. Não estava pronto para ir...
Por outro lado, ao ler as experiências de praticantes de viagens fora do corpo, pode-se assumir que são descrições de situações vivenciadas no momento da morte, especialmente considerando o fato de que a sensação de morte iminente é uma das sensações mais comuns experimentadas enquanto se está fora do corpo.
Durante uma saída descontrolada do corpo, o que você tem medo ou mais espera é exatamente o que vai acontecer com você. E é aí que os relatórios dos deuses, os vôos da alma, e os objetos voadores não identificados vêm. A saída do corpo ocorre quando a mente consciente está ligada, mas o corpo está desligado. Aparentemente, a mesma coisa pode acontecer enquanto se está sob anestesia ou morrendo, e muitas vezes acontece. As pessoas caem no mesmo estado que os praticantes de viagens fora do corpo caem. Se você já se encontrou em tal situação enquanto na mesa de cirurgia ou durante uma doença grave, na esmagadora maioria dos casos seus pensamentos se voltaram para Deus, anjos, e um túnel com uma luz brilhante no final, que é provavelmente o que você viu.
Não há traços característicos de experiências de quase morte que também não sejam característicos de viagens fora do corpo. Por exemplo: ver o próprio corpo sobre a cama:
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody).
... Fui capaz de ver tudo ao meu redor, incluindo todo o meu corpo, já que ele estava deitado na cama sem ocupar qualquer espaço...
(Mister SIGMA)
... Eu me senti como se meu corpo estivesse passando pelo teto, e subiu mais e mais alto. Estava com medo que isso já fosse a morte, e estava com medo não tanto da morte como também do desconhecido. Tudo estava acontecendo muito rapidamente, e não estava preparado para tais mudanças. ... Voei sobre o meu quarto e me vi deitado na minha cama...
Voando em círculos e irradiando luz:
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody)
... Quando acordei com uma dor severa, virei e tentei encontrar uma posição mais confortável, mas naquele momento uma luz apareceu no canto da sala, logo abaixo do teto. Era apenas uma bola de luz, quase como um globo, e não era muito grande, eu diria não mais do que 30 a 40 cm de diâmetro. ... Tive a sensação de estar deixando meu corpo, e olhei para trás e me vi deitado na cama enquanto estava indo em direção ao teto do quarto...
(Ruklinok)
... Estava levitando a uns 30 centímetros sobre a cama. ... Não conseguia entender por que tudo estava iluminado debaixo de minhas costas. Olhei por cima do meu ombro esquerdo e viu um pequeno globo branco e brilhante a cerca de 15 centímetros do meu ombro; era o que estava iluminando o quarto...
Falta periódica de percepção do corpo:
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody).
... Pessoas morrendo cujas almas, mentes, consciências (ou como quer que você queira rotular) que foram liberados de seus corpos dizem que eles não sentem nada, e que após a saída eles estavam em algum tipo de corpo.
(Tolik)
... Era incompreensível, não havia nenhuma sensação, não conseguia ver as minhas próprias mãos. Eu era uma esfera, transparente e pendurada na parede sobre a cama...
Entretanto, mesmo o alardeado túnel de luz não é de domínio exclusivo das experiências de quase-morte:
(Vida após a Vida por Raymond A. Moody).
... Estava me movendo neste lugar muito escuro. Você deve estar pensando que isso é estranho. Parecia um esgoto ou algo assim. Não consigo descrevê-lo para você. Estava em movimento, ouvindo o tempo todo este ruído, este ruído tocando...
(Igor.L)
... Ao voar através do túnel, notei que tinha um monte de conexões e caminhos. Havia uma luz brilhante no final. Fiquei interessado no que estava acontecendo, e cai em outra realidade...
A semelhança entre as duas experiências é inevitável. É óbvio, mesmo para alguém que tenha experimentado em primeira mão. Como o número de praticantes de viagens fora do corpo continua a aumentar, tenho encontrado mais e mais pessoas que tiveram ambos os tipos de experiências. E você sabe o que eles dizem? Que as experiências são a mesma coisa! Não há diferença fundamental entre elas, exceto que não há risco de morte quando se pratica por conta própria.
Há um outro forte argumento a favor de experiências de quase morte e de viagens fora do corpo serem a mesma coisa: falsas experiências de quase morte. Não há diferença alguma entre elas e suas homólogas de boa-fé. Uma pessoa vem até mim e começa a me contar sobre como experimentou a morte clínica, uma saída do corpo, uma viagem através de um túnel, etc. Depois de fazer-lhe algumas perguntas, fica claro que nenhuma morte clínica ocorreu, e que o resto da experiência tinha acontecido durante uma saída espontânea do corpo.
Além do mais, é fácil chegar à conclusão de que você está morrendo ao ter uma experiência fora do corpo. Tais pensamentos ocorrem em cerca de um quinto de todas as saídas do corpo. Mesmo depois de ter tido milhares de experiências fora do corpo, ainda caio em tal terror de tempos em tempos. Isso é para não dizer dos novatos, que muitas vezes se escondem dentro do próprio corpo depois de ter acabado de sair dele:
(Budushee)
... Cai no chão, mas não senti nenhuma sensação física, apenas um medo e um presságio de morte iminente...
(Yuri)
... Ao tornar-me plenamente consciente da minha natureza, claramente entendi que não tinha um corpo, ele simplesmente tinha desaparecido! Meu primeiro pensamento foi: "Então é assim que é a morte!"
(Lilia)
... Foi quando percebi que estava morrendo. Corri para a sala e me vi deitado na cama. E pulei de volta para mim...
Você pode argumentar que, baseado em tudo que foi acima descrito eu tenha acabo de provar que há vida após a morte. A dedução correta é que nós podemos ter experiências de quase-morte, sem a ameaça da morte. Durante meus primeiros anos de prática de viagens fora do corpo, tinha certeza de que minha alma estava deixando meu corpo e que eu era imortal. Mas depois de ter realizado muitos experimentos, descobri que minha "alma" não estava viajando através do mundo físico, mas através de algo completamente diferente. É possível que tudo isso seja apenas uma projeção mental, ainda que mais realista do que o mundo físico. Muitos acreditam que é um mundo paralelo. Mas isso não é importante aqui. O que é importante é que essa é uma questão muito complicada e que muitas respostas são possíveis.
É possível que experiências de quase morte sejam importantes não como prova de vida após a morte, mas como prova de que todos nós temos muito mais habilidades no mundo físico do que estamos cientes, mesmo que só percebamos isso em situações críticas. Isso é reforçado pelo fato de que qualquer pessoa pode experimentar tal "quase morte", seguindo uma técnica especial baseada em procedimentos, e sem qualquer ameaça à vida ou à integridade física.