Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 76 de 154

Páginas do PDF

Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Técnicas Contra Falsos Despertares

Ser Observador

Há uma outra regra importante relacionada com a resistência ao adormecimento: o praticante não deve envolver-se ou participar de eventos espontâneos que ocorrem na FASE. Eventos que não são planejados podem resultar em uma perda da consciência da FASE.

 

TÉCNICAS CONTRA FALSOS DESPERTARES

Uma vez que as técnicas existentes para se testar o final de uma FASE pareçam um pouco absurdas e demandem uma atenção para certas ações adicionais, elas só devem ser utilizadas nos casos em que sejam realmente necessárias. Deve-se gravá-las na mente e usá-las apenas nos momentos de dúvida. Os mesmos métodos utilizados para entrar também podem ser usados para determinar com segurança se o praticante está na FASE.

Hiper-concentração

Sabendo que a finalização da experiência de FASE pode ser simulada e que não é diferente em termos de percepção de uma saída real, as diferenças entre o mundo físico e o ambiente da FASE devem ser ativamente discernidas. O praticante deve saber como determinar se ocorreu uma saída genuína da FASE.

Atualmente só se conhece um experimento que garante um resultado preciso. O espaço da FASE não suporta uma atenção visual muito prolongada nos mínimos detalhes dos objetos. Após alguns segundos de exame detalhado, formas começam a ficar distorcidas, objetos mudam de cor, produzem fumaça, derretem ou transformam-se de outras maneiras.

Depois de sair da FASE, olhe para um pequeno objeto a uma distância de 10 a 15 centímetros e mantenha o foco sobre ele por 10 segundos. Se o objeto não mudar, o praticante pode ter certeza de que o ambiente é a realidade. Se um objeto ficar de alguma forma distorcido ou torto, o praticante sabe que a FASE está intacta. A opção mais simples é olhar para a ponta do dedo, uma vez que está sempre “à mão”. Também é possível pegar um livro e examinar seu texto. Um texto na FASE aparecerá desfocado, parecerá uma miscelânia aleatória de caracteres ou estará cheio de símbolos incompreensíveis.

Técnicas auxiliares

Há uma variedade de outros procedimentos para testar a ocorrência de um retorno espontâneo. Como qualquer situação, qualquer propriedade ou qualquer função pode ser simulada na FASE, estes procedimentos nem sempre são aplicáveis. Alguns sugerem que é suficiente tentar fazer algo que é realisticamente impossível, e, se o praticante está na FASE, a ação impossível será possível. O problema com esta sugestão é que as leis do mundo físico podem ser simuladas na FASE. Voar, passar por paredes ou telecinesia podem não ser possíveis mesmo na FASE mais profunda. Também tem sido sugerido que, olhar para um relógio duas vezes seguidas pode ajudar o praticante a determinar se a FASE está ou não intacta. Supostamente o relógio irá exibir um horário diferente cada vez que é observado. Aqui, novamente, o mostrador do relógio pode não mudar na FASE.

Um dos testes de realidade de popularidade mais sem merecimento consiste em se tentar respirar pinçando-se as narinas. Se você for capaz de fazê-lo, considere-se na FASE. Se há sérias dúvidas quanto à natureza do espaço em que se está, este método pode gerar um resultado falso positivo em um terço das tentativas. Você pode ser incapaz de respirar através das narinas comprimidas mesmo quando estiver na FASE.

De todos os procedimentos auxiliares, um merece destaque e funciona na maioria dos casos: buscar nos arredores do espaço da FASE diferenças em relação à realidade. Embora o ambiente ao qual o praticante está habituado possa na FASE ser 100% simulado com precisão, isso é muito raro. É possível descobrir se uma FASE está intacta examinando cuidadosamente o espaço onde tudo está acontecendo. Na FASE haverá algo extra ou ausente. A hora do dia ou a estação do ano será diferente da realidade e assim por diante. Quando se verifica a ocorrência de um retorno espontâneo, na sala pode estar faltando a mesa que suporta o aparelho de televisão ou a mesa pode até estar lá, mas ser de uma cor diferente.