Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 25 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Tipos de Técnicas

O objetivo deste livro é estabelecer uma base sólida para a prática individual que é desprovida de quaisquer elementos duvidosos. Algumas coisas podem não ser tão extravagantes ou fantásticas como se poderia desejar. Por outro lado, tudo aqui descrito está respaldado pelos fatos. Todo mundo tem o direito de escolher seu próprio caminho, sua filosofia de crescimento pessoal e sua interpretação do que está acontecendo na construção do alicerce da prática que está aprendendo.

 

TIPOS DE TÉCNICAS

Existem três tipos principais de técnicas que possibilitam a entrada na FASE: a direta, a indireta e o sonho consciente. Estes métodos são executados estando-se deitado ou reclinado, de olhos fechados e com o corpo em um estado de relaxamento.

Fato interessante!

Frequentemente as pessoas têm uma experiência fora do corpo sem conhecimento prévio ou crença no fenômeno. Simplesmente acontece! Um grande número de evidências foram reunidas para comprovar este fato. Ainda mais interessante é que as experiências espontâneas ocorrem frequentemente após um breve estudo de um material sobre o tema, como por exemplo, este guia.

Técnicas diretas são realizadas sem qualquer lapso perceptível na consciência. Ao praticar técnicas diretas, um mergulho no sono com duração menor que 5 minutos não é considerado uma violação da técnica.

Por definição, técnicas diretas englobam a realização de ações específicas para um intervalo pré-definido de tempo. Aplicados com sucesso, métodos diretos resultam em uma entrada na FASE sem passar por qualquer estado intermediário. Para 90% da população estas técnicas são as mais difíceis porque a mente existe naturalmente em um estado excessivamente ativo. Tem sido comprovado dentro do corpo de estudantes da Escola de Viagens Fora do Corpo que os praticantes novatos não se beneficiam inicialmente de um regime de treinamento com técnicas diretas. Isto acontece porque as técnicas diretas exigem um conhecimento aprofundado e o domínio da aplicação de técnicas indiretas para serem eficazes. A noção incorreta de que é extremamente difícil de se entrar no estado de FASE se deve ao fato de que as pessoas são mais frequentemente direcionadas para as técnicas mais difíceis, as diretas. É sempre melhor implementar técnicas diretas somente após tornar-se especialista no uso das técnicas indiretas.

Técnicas indiretas são as técnicas implementadas ao se despertar de um sono.

A eficácia das técnicas indiretas não depende da duração do ciclo do sono. Técnicas indiretas podem ser usadas ao sair de uma noite de sono completa, depois de uma soneca durante o dia ou após várias horas de sono profundo. A coisa mais importante é que haja um lapso de consciência no sono antes de implementar as técnicas.

As técnicas indiretas são as mais fáceis de se praticar, razão pela qual muitos praticantes usam-nas para entrar na FASE. O sono naturalmente fornece à mente um relaxamento profundo, que é, muitas vezes, difícil de se adquirir através de outros métodos. Como o sono é necessário para a implementação das técnicas indiretas, ele é utilizado para se conduzir experimentos com a FASE. Praticantes novatos se beneficiam enormemente com o uso das técnicas indiretas e conhecem em primeira mão as possibilidades de entrada na FASE.

A consciência do sonho é adquirida por meio de técnicas que permitem a entrada na FASE através do que é comumente referido como sonho lúcido.

A FASE começa quando a consciência de que um sonho está ocorrendo acontece dentro do próprio sonho. Depois de tornar-se consciente durante o sonho, vários tipos de ações podem ser executadas, incluindo o regresso ao corpo e a rolagem para fora, o que será descrito mais tarde. Quando as técnicas de aprofundamento são corretamente aplicadas no contexto de um sonho consciente, as percepções sensoriais da FASE podem até superar as da vigília.

Técnicas que facilitam a consciência do sonho são geralmente classificadas separadamente dos métodos usados para realizar viagens fora do corpo. Na prática é evidente que as características dos sonhos conscientes e das viagens fora do corpo são idênticas, o que coloca ambos os fenômenos diretamente na FASE. Essas práticas são difíceis porque, ao contrário de outras técnicas, não envolvem ações específicas que produzem resultados instantâneos. Uma grande quantidade de etapas preparatórias deve ser observada, o que exige tempo e esforço, sem qualquer garantia de resultados. As técnicas aplicadas para se alcançar a consciência no sonho não são tão difíceis como as técnicas diretas. A maioria dos praticantes, seja através da utilização de técnicas indiretas ou diretas, experimentam a consciência espontânea durante o sonho sem ter que aplicar as técnicas destinadas à consciência dos sonhos.

Todo praticante encontra seu próprio equilíbrio entre todos os métodos para entrar na FASE com base em suas habilidades para trabalhar com eles, suas predisposições individuais e seu entendimento de como executá-los. Alguns trabalham com apenas um tipo de técnica. Na maioria das vezes é o método indireto ou a consciência no sonho. Sempre que possível o melhor é buscar o equilíbrio e diversificar as entradas na FASE. Praticamente tudo torna-se viável com a prática. Nesse campo nada é impossível. Com uma abordagem equilibrada o método direto será responsável por cerca de 15% de todas as experiências. O método indireto será responsável por cerca de 50% (metade através de separações imediatas ao acordar e a outra metade usando as técnicas). O restante das experiências serão obtidas graças à consciência dos sonhos. Algumas vezes a fronteira entre os métodos é tão difícil de definir que parece impossível atribuir uma entrada na FASE a um método específico.