Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático
O Local da Prática
Se o praticante acredita que, ao entrar na FASE o corpo estará próximo da cama, ele sempre estará lá. Se o praticante acredita que o corpo percebido deve estar sempre preso ao corpo físico, o praticante terá sempre que ver e até sentir uma corda (cordão de prata) na FASE. Este é um caso simples em que as expectativas se tornam realidade. Alguém que entra na FASE acidentalmente e pensa que a hora da morte tenha chegado pode ver anjos e um túnel com uma luz no final. Se o praticante for extremamente religioso, pode haver uma percepção de algo sagrado, até mesmo o aparecimento de Deus. Se a entrada para a FASE é interpretada como resultado de ser abduzido por alienígenas, isso é exatamente o que vai acontecer.
Isto tudo seria bem engraçado se não fosse encontrado o tempo todo. Se alguém não duvida ou questiona, então a única coisa que lhe resta é acreditar. Acreditar, falar a outros a respeito, escrever livros a respeito...
Muitas vezes é difícil para um novato separar a verdade da ilusão, razão pela qual, uma abordagem cética para o conteúdo de qualquer livro se justifica. A única verdade transmitida em qualquer livro é a que foi verificada pela experiência pessoal. O resto deve ser notado e, possivelmente, levado em consideração.
Os livros devem ser estudados para se descobrir informações relacionadas às técnicas que permitam ao praticante entrar na FASE e controlar a experiência. Este é o único ponto de intersecção entre todas as crenças e teorias.
O LOCAL DA PRÁTICA
Como as técnicas utilizadas para entrar na FASE estão associadas a um tipo específico de operação mental, é necessário criar condições confortáveis para que as distrações externas sejam reduzidas ao mínimo. O quarto deve ser nem muito frio, nem muito quente, nem muito iluminado. Executar técnicas em uma temperatura confortável, em uma sala escura ou usando uma máscara de dormir são formas de promover a prática sem impedimentos.