Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 20 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

A Ciência e a Fase

Em essência, a FASE é um estado inexplorado da mente onde a pessoa é incapaz de controlar e sentir seu corpo físico. Em vez disso, sua percepção do espaço é preenchida com experiências realísticas.

Fato interessante!

Sensações no estado de FASE podem parecer tão reais que os praticantes que nele entram involuntariamente, frequentemente acreditam que eles ainda estão no corpo físico e que a experiência está ocorrendo no estado de vigília. Esses tipos de excursões não intencionais ocorrem, mais frequentemente, durante a noite ou no início da manhã.

Acredita-se que até um quarto da população humana tenha experimentado esse fenômeno. Se forem levados em consideração os diferentes graus de intensidade do estado e suas variações, pode-se assumir que todos tenham encontrado a FASE. Considerando que é um assunto raramente estudado, muitos dos que inadvertidamente entram (na FASE) não percebem o que aconteceu, uma vez que retornam ao estado de vigília. Muitos não atribuem qualquer significado para a ocorrência de um ambiente de FASE que não é totalmente formado, porque FASES superficiais não deixam a mesma impressão que estados profundos. Por mais indefinível que a FASE possa parecer, é um fenômeno extremamente comum, acessível a qualquer pessoa disposta a aprender e aplicar os métodos corretos para alcançá-la e mantê-la.

Fato interessante!

Participaram de seminários na Escola de Viagens Fora do Corpo pessoas com 9 anos de idade e pessoas com 75 anos. Ainda que muitos preocupem-se com a questão do quanto a idade ajuda ou atrapalha na prática, estas são as pessoas que demonstram alguns dos melhores resultados de seus grupos.

Mesmo uma abordagem científica para o fenômeno estabelece inequivocamente que a FASE é acessível a todos, excetuando-se as pessoas que possuem patologias cerebrais graves. Isto tem sido inequivocamente confirmado pela pesquisa experimental. Não há sentido no raciocínio de que a FASE é algo difícil, acessível apenas a um pequeno círculo de pessoas ou fora do alcance de qualquer pessoa. As dificuldades em dominá-la deve-se apenas a erros relacionados com a técnica e não à inacessibilidade do fenômeno.

 

A CIÊNCIA E A FASE

A ciência só aceitou a possibilidade do estado de FASE dentro do contexto da consciência dos sonhos com a experiência realizada por Keith Hearne em 1975 na "England's Hull University". Ao longo do experimento, o praticante Alan Worsley foi capaz de fazer movimentos oculares deliberados e previamente acordados, ao mesmo tempo em que o monitor do eletroencefalograma indicava que seu cérebro estava em um estado de sono. Vários anos depois Stephen LaBerge realizaria uma experiência semelhante na Universidade de Stanford. Stephen LaBerge tornou-se conhecido devido a sua contribuição ativa para o desenvolvimento deste campo de estudo.

Um bom número de experimentos científicos têm sido realizado em todo o mundo para provar a existência do fenômeno e investigar a sua natureza. Experimentos realizados em três praticantes da FASE no Instituto Max Plank, em Frankfurt (2008) demonstraram o seguinte: a maior diferença entre os estados de vigília, a FASE e movimento rápido dos olhos (REM) é observada na frequência de 40 Hz e está concentrada nas partes frontais do cérebro. Foi demonstrado que a FASE é algo que fica entre a vigília e o sono REM. Partes do cérebro que são mais responsáveis pela consciência e cujo desenvolvimento distingue os humanos dos primatas são as mais ativas enquanto na FASE. Este trabalho foi realizado por J. Allan Hobson, Ursula Voss, Romain Holzmann e Inka Tuin. Créditos são dados a eles por demonstrarem a diferença entre os estados de consciência em 40 Hz.

 

Explicações mais aprofundadas sobre a natureza do fenômeno do estado de FASE continuam a ser descobertas. A cada ano que passa a comunidade científica cada vez mais percebe o quão importante é o estudo deste estado, reconhecendo que permite uma melhor compreensão dos mecanismos responsáveis pela consciência e como surgem os diferentes estados de vigília e de sono.