Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 105 de 154

Páginas do PDF

Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Desenvolvimento Criativo

Uma das propriedades comprovadas do estado de FASE é que a sua estabilidade e constância são diretamente proporcionais aos da pessoa que experimenta as sensações que ela oferece. Por esta razão, as características externas dos objetos tendem a ser muito estáveis e imutáveis. Não se pode colocar um braço através de uma parede quando em uma FASE profunda. Mas, ao mesmo tempo, as propriedades e funções invisíveis desses mesmos objetos podem ser muito instáveis e sensíveis a qualquer perturbação mental. É por isso que é difícil instantaneamente fazer água evaporar ou transformá-la em um tijolo azul enquanto na FASE, mas a água pode ser facilmente transformada em vodka, uma transubstanciação acompanhada por uma mudança não só no paladar e olfato, mas também em propriedades que afetam a mente de uma pessoa que bebe. Afinal de contas, água e vodka têm a mesma aparência externa, mas apenas diferem em termos de propriedades. Um objeto criado na FASE com a finalidade da obtenção de informações é extremamente dependente do estado interno do praticante. Uma mente poluída abafa o que o praticante quer aprender e bloqueia o que os objetos da FASE poderiam facilmente transmitir-lhe.

Por isso mesmo, o praticante que deseje obter informações na FASE deve lembrar uma coisa importante: é preciso estar externa e internamente tão indiferente quanto for possível à informação que se deseja obter. Em paralelo com isso é necessário ter confiança total e completa de que tudo vai funcionar. Caso contrário, o objeto irá vacilar entre o que se quer ouvir e o que se tem medo de ouvir, ao invés ocorrer uma simples transmissão de informações. Este problema é superado em grande medida através da prática, mas existem alguns truques que facilitam essa tarefa. A mais simples deles é o seguinte: o praticante não faz a pergunta ao objeto de imediato, a faz inesperadamente durante uma conversa sobre um outro assunto. Esta abordagem permite que o praticante relaxe e fique indiferente ao que está acontecendo, pelo menos por um tempo curto.

 

DESENVOLVIMENTO CRIATIVO

Certamente, qualquer pessoa criativa que tenha lido este livro teve mais de uma vez idéias sobre as amplas possibilidades de usar este fenômeno para fins artísticos e culturais. É difícil imaginar qualquer limitação nesse campo. Além de não haver limites do ponto de vista técnico, também não há limites quanto ao tipo de produção criativa. O artista, o músico, o escultor e o designer serão todos capazes de aplicar a prática da FASE para os seus fins. As experiências oferecidas pela prática da FASE são suficientes em si mesmas. Elas permitem ter acesso à fonte de inspiração que é a imaginação humana.

- Criação de obras de arte: Usando os métodos de localização de objeto ou de translocação o praticante artista pode propositadamente buscar um objeto na FASE que pode ser composto na vida real. Se necessário, é possível retornar facilmente ao estudo de um objeto na FASE. Um pintor pode encontrar uma paisagem deslumbrante e colocá-la numa tela no mundo real enquanto retorna periodicamente para a mesma paisagem na FASE.

- Visualização de obras de arte concluídas no futuro: Se um artista está em processo de implementação de uma idéia, ele pode, através da FASE, olhar preliminarmente para o resultado final de um projeto. Um pintor pode examinar uma pintura com antecedência. Um escultor pode ver uma escultura concluída. Um arquiteto é capaz de passear por uma casa que ainda está nos estágios iniciais do projeto. Qualquer trabalho criativo pode ser simulado na FASE.

- Fonte de inspiração e fantasia: A prática da FASE transmite idéias e desejos que afetam positivamente os esforços criativos. A realização de desejos e viagens através de espaços incomuns evocam grandes emoções que proporcionam excelente inspiração.

A idéia de empregar a FASE para fazer modelagens criativas é óbvia, já que tudo pode ser criado neste estado. O artista pode criar uma paisagem que ele está apenas se preparando para pintar ou já está parcialmente esboçada. Isso lhe dá uma oportunidade para avaliar o resultado com antecedência e introduzir as alterações necessárias. Ou ele pode rever todas as paisagens que pretende pintar e depois escolher a mais promissora para começar a trabalhar. Ele pode examinar todas as paisagens que já viu, já que o espaço da FASE permite reproduzi-las em seus mínimos detalhes.

Essa possibilidade oferecida pela FASE é bastante útil para o músico, já que permite a ele criar partituras musicais de qualquer complexidade, incluindo aquelas que fazem uso de uma orquestra ou coro, cujos membros podem ser fácil e livremente conduzidos, sem se preocupar com o quão difícil é fazer isso ou aquilo e sem ter que evitar o excesso de esforço dos músicos que devem cumprir cada uma de suas demandas. Ele não tem que se preocupar se a orquestra será capaz de reproduzir imediatamente as notas assim como ele quer, porque o resultado será sempre o cumprimento de seus desejos. O aluno deve primeiro aprender como controlar a FASE, mas isto é um obstáculo?

Um escultor ou um arquiteto pode criar qualquer coisa na FASE e revê-la em cada detalhe, tendo uma oportunidade para descobrir com antecedência todos os aspectos fracos do seu design. Não há nem como descrever todas as formas com que os artistas podem fazer uso das propriedades da FASE, pois essas pessoas podem descobrir os usos por si mesmos. Um artista que trabalha em qualquer meio pode encontrar alguma coisa para si mesmo na FASE.