Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 81 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

A Essência das Habilidades Primárias

 

Quando se trata de uma FASE totalmente realizada (estável e com suficiente profundidade), os conhecimentos necessários não limitam-se às técnicas de entrada, aprofundamento, manutenção, translocação ou ao encontro e interação com os objetos. Para poder sentir-se confortável o praticante tem que dominar ou pelo menos aclimatar-se com toda uma série de técnicas destinadas a reagir corretamente a inúmeras situações. O praticante precisa saber como criar a visão, se ela porventura estiver ausente. Ações incluindo a passagem através de uma parede ou o vôo em uma FASE profunda não acontecem facilmente, embora essas ações possam ser assumidas como ocorrências naturais, pois a existência da FASE se dá além do mundo físico. Além de técnicas que permitam a interação com o ambiente e os arredores da FASE, outros métodos devem ser aprendidos e aplicados para neutralizar o medo caso ele force o praticante a consciente e consistentemente sair da FASE.

O praticante não tem que decorar todas as habilidades primárias, mas é necessário prestar muita atenção para algumas delas: retorno de emergência, criação da visão, translocação através de objetos, como entrar em contato com objetos animados, e para muitos, as habilidades dedicadas ao controle do medo também se mostram extremamente relevantes.

A escolha final dos métodos que exigem foco adicional por parte do praticante deve ser feita com base nas experiências pessoais e nos problemas enfrentados durante a FASE, uma vez que diferentes praticantes muitas vezes têm tipos completamente diferentes de problemas.

 

DISCERNIR A FASE

Problemas com a identificação das FASES durante a entrada muitas vezes surgem nos estágios iniciais do estudo. O praticante não consegue entender se já está ou não na FASE. Esta incerteza pode manifestar-se enquanto deitado ou durante a prática em outras posições.

Se o praticante estiver deitado percebendo fisicamente seu próprio corpo e não estiver fazendo nada, será difícil determinar se ele está ou não presente na FASE. É necessário observar que pode não haver sinais de um estado de FASE. Por outro lado, pode haver uma série de sinais e sensações fora do comum que não indiquem necessariamente o início da FASE.

O problema da incerteza de um estado de FASE é sempre resolvido através de ações. Se o praticante estiver deitado, na maioria dos casos a utilização de técnicas de separação pode produzir indicações de se ter alcançado um estado de FASE, uma vez que essas técnicas podem muitas vezes ter sido realizadas de forma incorreta.