Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 118 de 154

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Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

O Jeito Certo para Se Escrever um Diário

Escrever um diário pode ser de muita ajuda enquanto se está aprendendo e praticando a FASE. Quando devidamente mantido, um diário pode ajudar o praticante a desenvolver uma análise que irá aumentar a qualidade de suas experiências de FASE. Manter um diário ajuda a fortalecer uma prática esporádica, transformando-a numa disciplina estruturada que pode ser dominada.

Um diário eficaz deve conter uma enorme quantidade de indicadores, que permitam um estudo estatístico e a descoberta de padrões. É essencial que cada registro inclua data, hora e um relato detalhado das entradas e das experiências na FASE. As descrições dos erros cometidos e um plano de ação para a próxima FASE também devem ser registrados. Durante os estágios iniciais é benéfico registrar até mesmo as tentativas de entrada na FASE em que o sucesso não foi alcançado. Mais tarde, apenas as experiências de FASES bem-sucedidas devem ser registradas.

Aqui está um exemplo de um registro correto no diário:

Dados:

Experiência número 12

5 de janeiro de 2008

02:13 pm

Experiência:

Acordei de manhã cedo. Após o exercício, tomei um banho e tomei o café da manhã. Assisti à televisão e li livros até o almoço.

Deitei-me para tirar um cochilo à 01:00 pm, logo depois do almoço. Senti vontade de executar as técnicas indiretas e afirmei esta intenção. Acordei pela primeira vez e me movimentei, mas depois de tentar empregar a técnica do adormecimento forçado (para tentar anular os efeitos do movimento), adormeci. Acordei pela segunda vez, dessa vez sem me movimentar, e tentei rolar para fora da cama. Isto não funcionou e eu tentei levitar e em seguida, levantar-me. Executei a técnica do movimento fantasma. O movimento ocorreu na minha mão direita. Depois de fazer isso por alguns segundos, decidi tentar a técnica da audição interna. Os sons começaram, mas fui incapaz de torná-los mais altos. Imagens apareceram diante dos meus olhos e comecei a observá-las. Depois das imagens terem se tornado realistas, decidi tentar a técnica do rolamento e ela funcionou sem problemas.

Minha visão estava turva, como se estivesse vendo através de um véu. O resto das sensações foram vivenciadas como se o limiar da realidade tivesse sido alcançado. Nesse momento fui para a janela. Por alguma razão lá fora era verão e não inverno. Havia um caminhão vermelho do corpo de bombeiros do lado de fora da janela. Havia nuvens muito baixas no céu. O sol estava acima delas.

Tudo desapareceu rapidamente e retornei ao meu corpo. Levantei-me e olhei para o relógio. Era 2:15 pm.

Erros:

1) Quando a técnica do movimento fantasma funcionou, eu deveria ter tentado, de forma determinada (agressiva), aumentar a amplitude do movimento e não dar continuidade ao mesmo movimento e muito menos deveria ter mudado para outra técnica. Afinal, quando ocorre o movimento fantasma, é sempre possível a entrada na FASE. 2) O mesmo com os sons. Não tive grande desejo em amplificar os sons ou até mesmo ouvi-los. Tudo foi feito de forma muito apática. 3) Eu deveria ter começado com o aprofundamento e não com ações quando as sensações visuais não mais estavam claras. 4) Eu deveria ter empregado técnicas de manutenção. 5) Não se pode olhar para baixo por muito tempo sem, simultaneamente, utilizar técnicas de manutenção, mas olhei para fora da janela e para o céu.

6) Esqueci do plano de ação.

7) Eu deveria ter tentado entrar na FASE novamente.

Plano de ação para a próxima vez:

1) Aprofundar a FASE o máximo possível.

2) Devo tentar atravessar uma parede.

3) Translocar-me até a casa de minha tia em New York. 4) Translocar-me até a Estátua da Liberdade e examinar sua coroa. 5) Tentar conduzir o experimento de colocar minha mão na minha cabeça.