Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Michael Raduga · Capítulo 69 de 154

Páginas do PDF

Escola de Viagens Fora do Corpo: um guia prático

Técnicas Secundárias de Aprofundamento

A combinação da palpação com o exame visual minucioso não só deve ser realizada simultaneamente, mas também sobre os mesmos objetos. Enquanto o praticante olha para as próprias mãos, pode simultaneamente esfregá-las uma contra a outra; enquanto olha para uma caneca de café, todas as suas partes devem ser observadas e tocadas ao mesmo tempo. É necessário manter o dinamismo da ação, lembrando que os sentimentos não devem ser experimentados sem entusiasmo. A concentração total na amplificação sensorial é um excelente meio para se alcançar uma FASE profunda e de qualidade.

A amplificação sensorial virá intuitivamente quando você lembrar de uma regra simples: se algumas sensações estão faltando ou se um dos cinco sentidos é indefinido, esse sentido precisa ser intensificado tanto quanto possível usando o espaço da FASE. A sensação anterior de falta do sentido tornar-se-á intensa e altamente carregada. Em caso de visão turva, deve-se analisar algo mais e mais fixamente a partir de uma distância próxima. Quando ocorrer uma percepção fraca do corpo, apalpe-o e mova-o de tantas maneiras diferentes quanto você puder.

 

TÉCNICAS SECUNDÁRIAS DE APROFUNDAMENTO

Mergulhando de cabeça

O mergulho de cabeça é usado quando as técnicas de amplificação sensorial não funcionaram ou quando o praticante encontra-se na FASE em um espaço indefinido onde não há nada que possa ser olhado ou tocado. Esta técnica funciona graças às sensações vestibulares incomuns que ela provoca, que ajudam a melhorar a percepção. Esta técnica é realizada com os olhos fechados e o praticante mergulha de cabeça no chão ou espaço ao redor dos pés. Durante o mergulho para baixo pode surgir imediatamente a sensação do movimento de afastamento do corpo físico e o mergulho em si será vivenciado como se ele realmente estivesse acontecendo. Simultaneamente o espaço circundante pode escurecer e tornar-se mais frio. Agitação e/ou medo também pode aparecer. Depois de 5 a 15 segundos de mergulho o praticante pode chegar em um lugar indeterminado na FASE ou um beco sem saída, como uma parede. Para o caso de um beco sem saída, deve ser utilizada uma técnica de translocação. A translocação pode também ser tentada se o aprofundamento não ocorrer durante o mergulho, se parar de melhorar a percepção sensorial ou se um bom grau de realismo já tiver sido alcançado. Uma alternativa para a técnica de translocação: segurar as mãos a uma distância de 10 a 15 centímetros na frente do rosto e tentar observá-las sem abrir os olhos, o que irá mover o praticante aleatoriamente para outro local.

Ao mergulhar de cabeça, não pense sobre o chão; suponha que ele será penetrado. Isto é muito eficaz quando a FASE ainda não alcançou a plenitude de profundidade.

É muito importante tentar afastar-se do corpo enquanto estiver mergulhando. Caso o praticante não proceda dessa forma, o mergulho poderá provocar um retorno ao estado de vigília.

Vibração

Como acontece com a técnica do mergulho de cabeça, a técnica da vibração deve ser usada quando as técnicas de amplificação sensorial não funcionarem ou quando o praticante estiver localizado em um espaço indefinido na FASE onde não haja nada o que olhar ou tocar.

Após a separação do corpo ter ocorrido é normalmente muito fácil criar vibrações apenas pensando sobre elas, através do tensionamento do cérebro ou pelo tensionamento do corpo todo sem o uso dos músculos. A ocorrência de vibrações fornece uma oportunidade importante para aprofundar a FASE. Uma vantagem desta técnica é que ela não exige nenhuma ação preliminar e pode ser praticada em qualquer momento.

O cérebro deve ser forçado ao máximo possível, o que causa vibrações que podem ser intensificadas e controladas através de esforço espasmódico ou prolongado.

Se esta técnica não produzir aprofundamento depois de 5 a 10 segundos, ela deverá ser mudada.

Ação determinada (agressiva)

Esta técnica deve ser usada como uma alternativa a qualquer outra técnica de aprofundamento, uma vez que pode ser utilizada a qualquer momento. A prática desta técnica requer apenas a ação determinada (agressiva) do corpo percebido. O praticante deve correr, rolar no chão, fazer ginástica ou mover os braços e pernas. Atividade máxima e determinação (agressividade) são primordiais para o sucesso no uso dessa técnica.

Se o praticante encontrar-se preso em um espaço escuro, agitar os braços e as pernas de lado a lado será apropriado. Se o praticante estiver na água, nadar com determinação (agressividade) usando golpes poderosos será um recurso adequado. O tipo de ação depende muito da situação, juntamente com um desejo determinado (agressivo) por parte do praticante.

Como regra, o efeito de tais movimentos e relocações vêm muito rapidamente, especialmente se a atenção estiver focada em todas as sensações que o acompanham.