Espírito de Startup: Tudo ao mesmo tempo agora
Capítulo 3: inovação disruptiva e inovação reversa
Nessa última geração, que dura até os dias atuais, apareceram várias outras startups nascidas “na nuvem”, tanto com foco corporativo – como é o caso da Salesforce – como uma infinidade de outras com foco nos consumidores finais. Até na indústria de jogos eletrônicos houve grande inovação nesse sentido, com consoles de videogames tradicionais perdendo espaço para apps como o Angry Birds, da Rovio, e o Pokémon Go, da Niantic e Nintendo, lançado de forma bombástica em 2016, trazendo consigo os velhos conceitos do antigo jogo de décadas passadas, mas incluindo a realidade aumentada e a mobilidade de tablets e smartphones .
Por trás de todas as histórias fascinantes das startups que cobrimos neste capítulo, há de certa forma três denominadores comuns:
• A visão de oportunidade e a paixão de seus fundadores.
• O mérito em conseguir compartilhar seu modelo de negócio e atrair o interesse de investidores.
• A transformação de ideias em negócios que, em sua maioria começam pequenos e focados num segmento específico para, posteriormente, escalarem exponencialmente.
A história do Vale do Silício e das empresas de tecnologia mais importantes do mundo é muito mais vasta e inclui outras grandes histórias, que envolvem polêmicas, visões de futuro, aceitação de riscos e muito dinheiro.
CAPÍTULO 3:
INOVAÇÃO DISRUPTIVA E
INOVAÇÃO REVERSA
But paradise is here
It’s time to stop your crying
The future is this moment
And not some place out there
(Paradise Is Here – Tina Turner
Paul Brady)
A maioria das pessoas, quando são estimuladas a pensar em inovação, fazem uma associação direta com o uso da tecnologia. Acreditamos na economia criativa e essa associação faz parte de um dos objetivos desse livro, que é estimular o pensamento criativo e ajudar a perceber que é preciso inovar no seu sentido mais puro: induzir algo novo, inventar, criar. A inovação pode vir desde um carrinho de pipoca até um novo aparelho de eletrocardiograma. Ela pode ser simples, tecnológica, disruptiva e até reversa. É isso que vamos explorar neste capítulo.
Um bom exemplo de como podemos inovar nas coisas mais simples, mesmo que seja sem o uso da alta tecnologia, é o trabalho desenvolvido pelo do senhor Valdir. Se você estiver no anel central de Curitiba, na praça Tiradentes, poderá encontrar diversos carrinhos de pipoca por ali, mas há um que se destaca dos outros pelo modo inovador com que seu dono oferece o produto. Quando nos aproximamos do carrinho de pipoca do Valdir já notamos a diferença. O jaleco branco e impecável que ele usa tem impresso no bolso lateral o dia da semana em que estamos. Isso é para que o cliente possa saber que ele troca o jaleco todos os dias e mantém tudo limpinho. A limpeza, inclusive, é uma de suas maiores preocupações, já que o carrinho é higienizado, rigorosamente, de vinte em vinte minutos.
Quando o cliente pede uma pipoca, e não precisa ser apenas a tradicional pipoca de milho, pode ser de canjica também, afinal inovar e se diferenciar é o lema, ela virá em um saquinho especial para não sujar as mãos do “freguês”, como ele gosta de chamar as pessoas que consomem os seus produtos. Ao receber a pipoca, o consumidor ganha um kit personalizado da Pipoca do Valdir, com guardanapo, fio dental e uma balinha para adoçar a vida! Além disso, o cliente não deve se esquecer de marcar o seu cartão fidelidade, pois a cada cinco pipocas compradas, a sexta é de graça.