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Dar autonomia à equipe
azul 47 , transformando seus concorrentes em meros figurantes.
Os algoritmos são extremamente poderosos e fazem as empresas ganharem produtividade em escalas antes impensáveis. Ter um algoritmo poderoso é uma das armas secretas das empresas exponenciais.
DAR AUTONOMIA À EQUIPE
A maioria das grandes empresas hoje em dia tem um grande desafio quando desejam contratar jovens no mercado de trabalho. Eles não querem trabalhar em uma grande empresa, dentro de um padrão preestabelecido, com alto nível de controle e uma burocracia enlouquecedora. A nova geração já nasce empreendedora e, como a maioria das grandes empresas ainda vivem na era industrial, com um sistema centralizado em que existe uma liderança que deixa a camada operacional isolada das decisões, isso acaba repelindo jovens talentos, que querem participar das decisões e ter autonomia de seguir em frente.
Vamos pegar o caso do Nubank, uma fintech brasileira – startup de serviços financeiros - totalmente digital, sem agência, loja ou quiosque. A empresa foi fundada em 2013 e em menos de quatro anos já tem seu valor de mercado avaliado em US$ 500 mil. Pois bem, o Nubank é um grande recrutador de jovens talentos que saem das universidades de ponta no Brasil. Além de recrutar esses jovens, o turn over , troca de funcionários, da empresa é próximo a zero, pois as pessoas estão engajadas naquilo que fazem.
De onde vem esse engajamento? Muitos de seus funcionários dizem que é por conta da autonomia que eles têm e a transparência nas decisões que são tomadas. É um modelo horizontal com equipes auto-organizadas sem hierarquia. A empresa continua tendo fundadores, CEOs e acionistas, mas não há um gerenciamento top down (de cima para baixo). Com isso, os funcionários sentem que a empresa deseja que eles contribuam, que exponham suas ideias e, dessa forma, consigam influenciar nas decisões estratégicas. Se existe um problema para resolver, o colaborador tem autonomia para tomar a melhor decisão, e, se errar, é hora de aprender, sem ser repreendido por seu chefe ou seus pares. Os funcionários recebem uma missão, e não sabem como isso será executado, pois não é imposto pela liderança. A execução é definida junto com o time, que irá entregar a tarefa concluída. No Nubank, missão dada é missão cumprida.
Essa liberdade assusta as empresas tradicionais que tem no seu DNA a burocracia, principalmente gerada pelo controle exagerado. E depois eles ainda querem saber por que o elefante não dançou.
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