Espírito de Startup: Tudo ao mesmo tempo agora

Glauter Jannuzzi e Ricardo Abreu · Capítulo 45 de 106

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Espírito de Startup: Tudo ao mesmo tempo agora

5. Fase da Implementação

 

Fonte: iStockphoto by DragonImages

 

Na fase de Implementação , é chegada a hora de botar a mão na massa. Essa

fase começa com a geração de um produto mínimo viável, ou MVP 62 , que pode ser o resultado final da prototipação ou início da implementação em si.

 

Agora, a solução está pronta para ser colocada para “degustação”. Note que ela não está terminada, pois o processo de desenvolvimento é contínuo e incremental. Dessa forma, a solução será melhorada continuamente através de ciclos de feedback dos clientes.

A vantagem do lançamento do MVP é a entrega ao cliente de uma funcionalidade ou grupo de funcionalidades que trarão benefícios a ele e, a partir daí, inicia-se o processo de feedback , que é crucial para a melhoria contínua do produto ou serviço.

 

Nesta fase, também é discutido com o grupo quais serão os indicadores de sucesso do produto. Além disso, toda mudança é observada para melhorar a experiência do cliente com o que é oferecido. Não importa quem dará o feedback , todos serão muito relevantes na melhoria contínua da solução.

 

Junto com a equipe, as histórias são compartilhadas e discutidas para verificar cada efeito sobre o que se está produzindo. As falhas são identificadas e aos poucos são corrigidas.

 

MUDANDO A DIREÇÃO

 

O design thinking gera uma revolução, por parte das empresas, na forma de pensar. É uma mudança de direção, que faz com que as empresas literalmente comecem a pensar do fim para o início. Tomando como exemplo a Apple, podemos ver claramente que, no começo da sua história, a empresa estava focada na tecnologia. A Apple era uma startup , funcionando em uma garagem comum, formada por jovens apaixonados por computadores. Quando Steve Jobs vendeu seu primeiro computador, o Apple I, para Paul Terrell na Byte Shop, ele não se preocupava como os clientes iriam utilizar aquela tecnologia, mas sim com o “estado da arte” de seu produto. Cerca de um ano depois, com o Apple II, a empresa, ainda uma startup , preocupou-se um pouco mais com o impacto que o produto geraria nos clientes.

 

Dessa forma, o Apple II veio embalado em um invólucro de plástico branco e contava com um monitor integrado. No entanto, durante muitos anos, o produto vinha em primeiro lugar nas preocupações dos fundadores da empresa. Mesmo que Steve Jobs tivesse uma forte tendência ao design elegante e criativo, não foi isso que se impôs naquele momento. Por isso, o impacto e o destaque do design em produtos da Apple só foi realmente percebido quando Jobs volta à empresa em 1997.

 

A partir daí, a Apple abandona sua visão voltada ao produto e passa a vender uma “experiência para o cliente”; em vez de seguir um ciclo Tecnologia – Produto/Serviço – Experiência, passa a pensar na experiência do cliente como a necessidade principal e, só depois, olhar para um produto e, por fim, para qual tecnologia deveria ser utilizada para atender a essa necessidade.

O design thinking utiliza alguns aspectos conhecidos no mundo corporativo de uma forma inovadora, mas, como todo processo, precisa de disciplina e planejamento. Deve ser leve e divertido em sua essência e, com isso, poderá conduzir a resultados realmente surpreendentes e inovadores. Este livro sugere seu uso, mas não tem a intenção de ser um manual para sua utilização. Recomendamos que o assunto seja estudado a fundo em cursos ou em literatura complementares antes de iniciar a sua jornada.

 

DJ High-tech by Xandão. Fonte: arquivo pessoal dos autores

 

Para encerrar este capítulo, que trata da arte da criação e do design , não poderíamos deixar de incluir uma arte feita por um grande designer que conhecemos. Um artista nato, com um dom divino, capaz de realizar projetos e desenhos maravilhosos, que só com talento e muita inspiração poderiam ser desenvolvidos. Alexandre Vila Nova Pereira, nosso amigo Xandão, que nos deixou, muito cedo no início de 2016.