Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer
X X X
Eu dirijo enquanto ele me observa.
Estamos em sua casa em minutos e encosto o carro. Desligo o motor.
– Você realmente vai me enviar anotações? – finalmente pergunto, com medo que ele não vá.
– Claro. Se você me enviar o livro hoje à noite prometo que vou lê-lo até amanhã. Sou um leitor rápido.
Concordo com a cabeça.
Ele me olha por um tempo.
– Há mais alguma coisa, Katherine?
Será que ele sabe? Ele vê o óbvio desejo na minha cara? Eu balanço minha cabeça.
– Não, Owen.
Agora, ele franze a testa.
– Olha, tenha cuidado com quem você fala sobre este livro. Promete?
Isso é estranho. Eu olho para ele.
– Nathan Bardel está morto.
– Mas nem todas as pessoas ligadas a ele estão.
– Eu deveria ter medo da irmã?
– Não, mesmo ela sendo bem complicada. – Ele suspira. – Mas...
Ele sabe muitas coisas que eu não sei. Entendo isso agora.
Ele se vira para mim:
– Você gostaria de entrar? Para tomar um café?
Sem hesitar, eu digo:
– Sim, com certeza.
E nós saímos.
Nós dois sabemos o que queremos, mesmo sendo loucura total e cedo pra caralho.
Uma vez que ele abre a porta e eu entro, beijo-o, e ele não fica surpreso. Ele abre a boca sobre a minha, e sua língua é espessa e quente em mim, o beijo é imediatamente delicioso, sexual e avassalador.
Está silencioso lá dentro, ensolarado e claro. Ele pressiona seu corpo contra o meu. Sinto como ele é forte e sinto meu corpo reagir com o calor se espalhando entre as minhas coxas. Devolvo o beijo, me adaptando ao seu ritmo lento e minha língua acaricia a sua. Há uma troca de saliva, um monte de saliva, entre nós, e isso me desperta. Eu sei que é uma ação idiota, sei que ele pensa que eu sou fácil e puta, mas neste momento eu não me importo. Suas mãos finalmente se movem para baixo no meu corpo e ele puxa minha camiseta de mim. Suas mãos vão direto para meus peitos, apertando, experimentando, e ele está afastando o sutiã deles, sua boca agora nos meus mamilos.
Eu olho para baixo para ver isso, minha mão perdida dentro de seu cabelo espesso. Vejo-o com os olhos fechados enquanto ele os chupa, meus peitos pequenos, deixando o mamilo molhado e rígido enquanto passa para o outro. Gosto disso.
Ele se move novamente e nos beijamos com mais força.
Mas eu não sei o que dizer. Eu não o conheço. Então, apenas verbalizo o que meu corpo quer:
– Nós podemos fazer rápido – eu sussurro. – Não me importo.
E Ryan inclina a cabeça para trás e olha para mim.
Antes que ele fale, puxo sua camiseta branca e olho para o seu peito. Ele é esbelto, duro, mas não é o tipo de homem que gosta de puxar ferro. Há alguns pelos loiros no peito e um fino caminho da felicidade. Isso me atrai mais e eu começo a abrir seu jeans. Ele está me olhando com um sorriso de sabe-tudo e chuta os sapatos para longe enquanto ajoelho.
A verdade é que estou fervendo de tesão e eu não me importo se ele acha que sou vagabunda, não o suficiente para me conter. Seu pênis é de boa aparência, com uma cabeça rosa que é um pouco triangular, completamente ereto agora. Eu não espero. Coloco-o em minha boca, satisfeita por ouvir seu gemido como reação. Adoro fazer isso, aprecio o gosto. Fecho minha mão em torno dele e o massageio enquanto lambo sua ponta, fecho os lábios sobre ele e continuo o movimento.
Depois de um tempo, Ryan me puxa pelos cabelos e me beija. Remove minha calça com um puxão para baixo e agora ela está apertada em torno de minhas coxas, me prendendo como se fosse uma corda. Enquanto nos beijamos, sinto sua mão direita contra meu sexo, deixo escapar um gemido. Não consigo controlar minha reação a esse toque. Quando mexe o dedo facilmente sobre a minha carne, sinto o quanto estou molhada. Ryan me puxa para baixo, sobre o piso de madeira clara de sua nova casa, e começa a tirar meus sapatos, assim como o jeans e a calcinha com ele. Gosto que nós dois estejamos completamente nus. Quando vejo uma gota de hesitação em seus olhos, deslizo para baixo e afasto minhas pernas. Ele se move entre as minhas coxas e me chupa. Neste momento estou além da razão. Faz isso com a habilidade de um homem que foi casado por anos. Lambe, beija, suga e estou gemendo como uma vadia, mas eu gosto.
Ele está sobre mim com um sorriso e me beija novamente. Desta vez, o hálito dele é quente e úmido e tem meu gosto. Empurra o pau para dentro com a ajuda da mão e isso me faz fechar os olhos e gemer mais alto.
Meu sexo se fecha em torno dele com força, sem piedade, e eu aperto deliberadamente, para sentir tudo isso, e é quase demais por um momento. Ele mete, rapidamente, várias vezes e isso me faz fechar os braços em torno dele e sentir os músculos tensos em suas costas. É demais, e sinto o orgasmo vir e me dominar. Empurro minha cabeça contra o chão duro e mexo para receber tudo o que puder, é um orgasmo forte, que me deixa exausta. Ele sorri para mim e continua se movendo dentro.
Fecho meus olhos e as estocadas queimam um pouco, mas eu aguento. Estou sorrindo.
Quando ele começa a gemer mais alto, sussurra:
– Coloco uma camisinha?
E eu penso sobre isso, e sei que ele deveria, mas não quero que pare.
– Não, continue. – E para provocá-lo, sussurro em seu ouvido: – Goza dentro de mim, me fode gostoso, me enche de porra, vai. – E ele faz isso.
Eu gosto de vê-lo atingir o clímax, e então ele não está mais se movendo, estamos deitados juntos no chão.
Ryan sai do meu corpo e eu viro para o lado para prevenir que os fluidos vazem.
– Já volto – ele diz um pouco sem fôlego, e eu descanso minha têmpora na madeira. Eu sei que isso não foi prudente, mas estou me sentindo satisfeita. Digo a mim mesma para não esperar muito carinho dele.
Quando ele volta está vestindo shorts e me dá um pouco de papel higiênico. Veste sua camiseta enquanto eu me limpo e me visto. E por um momento o clima fica desconfortável.
– Ei – ele fala em voz baixa. – É uma viagem longa. Se você quiser ficar... Só não está tão confortável aqui ainda.
Sinto em sua voz o arrependimento.
– Está tudo bem, posso dirigir de volta. – Sorrio.
Agora eu gostaria que o sexo tivesse sido melhor. Desejo ter dado a ele um desempenho melhor, desejo que tivéssemos feito devagar, em posições diferentes, e tudo o que deveria ser, de acordo com os filmes.
– Escute – ele começa.
Eu não quero que ele seja forçado a fazer isso, então eu estendo minha mão.
– Ryan. Tá tudo legal. Eu tenho que ir. Vou enviar um e-mail pra você.
Ele sorri para mim. Ele nunca pareceu tão bonito.
– Tudo bem. Vou esperar.
Educadamente abre a porta para mim e eu saio.
Enquanto dirijo, deixo um sorriso escapar.