Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer
Parte Dois
A MATANÇA
GREG GOOD GUY
Enquanto dirijo, as rodas deslizando no asfalto, o rádio ligado baixo na minha estação de rádio preferida, mal consigo controlar a emoção. A puta é toda minha, finalmente, minha, para fazer o que eu quiser. O garoto está cooperando como deveria, o agente que come ela não está por perto e eu sou uma porra de um mestre.
Foi ridiculamente fácil.
O moleque está brincando com os botões do rádio.
– Que porra tá fazendo? Deixa – ordeno.
– Acho que devemos encontrar uma peça para ela.
– Encontrar o quê?
– Uma peça musical. É o que Nathan Bardel fazia – ele diz. Não vejo arrogância ou atitude nele, só aquela merda dele de parecer perdido dentro de si mesmo.
Eu dirijo, olhando quando ele encontra uma daquelas estações de rádio de música clássica que ninguém escuta. É uma porcaria, me aborrece, mas o garoto está sorrindo.
– Eu gosto desta para Kate, você gosta?
O que há de errado com esse garoto?
– Isso é uma porcaria, Morris. É de menininha, é merda gay. Muda disso.
– Não, essa é perfeita para ela. – Ele fecha os olhos e descansa a cabeça no assento.
– Ah, você é tão esperto, não é? – Eu torço o nariz para esse filho da puta, um garoto que nem tem barba ainda, agindo como se fosse melhor que eu.
– Esse é Pachelbel, Canon em D maior... – ele diz.
– Desde quando...
– Venho estudando Bardel, você sabe disso.
Olho para trás. A cadela está fora, apagada. Eu quero tocar nela, ainda não posso.
Vemos a placa que eu estou esperando. BLESSFIELD. Desligo a música, ela é irritante pra cacete.
Morris olha para mim, mas o merdinha não tem coragem para fazer nada.
Tudo o que consigo pensar é em fodê-la, machucá-la, vê-la chorar, ouví-la implorar. Preciso mantê-la viva o máximo que conseguir, tenho que estar no controle, para que eu não acabe com ela rápido demais.