Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer

Cláudia Lemes · Capítulo 53 de 80

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Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer

Eu quero, mas não posso ficar com…

Eu quero, mas não posso ficar com Ryan por muito tempo.

Ele é empurrado para dentro de um veículo da polícia, enquanto luzes piscam em todos os lugares. Jornalistas estão aglomerados em torno do governador Mathias Rogers e ele se recusa a falar. A festa definitivamente acabou.

Mas eu sei o que está acontecendo com Kate também. É uma habilidade que adquiri e não tenho certeza de quando.

Ele a tem agora e o que eu sinto é MEDO.

Por que eu temo por Kate?

Por que não quero que ela sofra?

Eu desejo estar com ela e estou na van.

Ela está consciente, seu rosto dói onde ele lhe deu um soco e agora o outro está se movendo para o banco onde ela se encontra.

Ela vê o plástico “enforca gato” em suas mãos.

Ela balança a cabeça, com os olhos em lágrimas.

– Por favor, não coloque isso em mim, eu faço o que você quiser, eu juro. – Então, começa a chorar.– Por que está fazendo isso comigo?

Ele se sente triste por ela, isso é um fato. E demonstra isso através de seus olhos. Mas seus movimentos são determinados quando se aproxima.

A cadela reage e eu a amo por isso. Ela o arranha freneticamente quando ele se aproxima e ele é forçado a lutar contra ela.

– Acalma essa vagabunda! – o assassino grita do banco da frente enquanto dirige.

O mais jovem obedece e pousa um soco seco e sólido no rosto dela.

Ela perde o controle sobre o mundo por alguns segundos e é o suficiente para ele apertar as mãos com tanta força com a presilha que ela grita.

– Fique aí – ele manda e implora ao mesmo tempo. – Eu não quero machucá-la novamente, Kate.

Ela não faz nada agora, além de chorar contra o assento.