Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer
Passei a tarde inteira na delegacia. Respondi…
Passei a tarde inteira na delegacia. Respondi às mesmas perguntas um milhão de vezes e eles anotavam tudo o que eu dizia. Como Ryan instruiu, entreguei as fotografias das vítimas e a carta enviada a mim. Não disse qualquer coisa sobre as fotos de Ryan. Trataram-me com desconfiança. Um detetive foi amigável, no entanto, e me disse para ir para casa, que analisariam o material enviado a mim e que eu deveria descansar um pouco. Há dois lados deste caso: em um deles eu sou uma suspeita, no outro, a próxima vítima. Eu não gosto de nenhum dos dois.
Eles me perguntaram sobre o meu relacionamento com Ryan. O que eu deveria dizer? Eu disse que transamos.
Estou em casa.
Não me atrevo a dar um passo adiante no corredor, não me atrevo a olhar para a porta delas. Pensar em Jennifer morta é insano. E pensar que eu estava dormindo profundamente na minha cama, enquanto a poucos metros ela estava sendo estrangulada e esfaqueada... É assustador e intimidante.
Meus pensamentos correm soltos. Uma pequena parte de mim está com receio do que o federal insinuou, que Ryan teve a oportunidade de cometer esse crime. E talvez os motivos: foder com o FBI, chamar a atenção, forçá-los a consultá-lo, porque ninguém conhece Bardel como ele, não são tão fantasiosos. Mas este é Ryan Owen, o homem que dedicou a vida e sacrificou o casamento para prender caras como Bardel. Penso sobre o que ele disse, sobre sua esposa ter medo dele, medo de seus métodos. Isso me faz perguntar se não estou cometendo um erro fatal em ficar tão próxima dele. E, novamente, minha mente grita: mas este é Ryan! Você confia nele! E você está começando a... a o quê, Kate? Se apaixonar por ele? Você não passa de uma puta idiota, sua otária. Sim, isso é o que você é.
Ryan falou sobre Dale ser suspeito. Eu não posso imaginar Dale fazendo isso. E por que faria?
Sinto dor de cabeça e estou exausta. E sim, com medo de ficar sozinha. Quero Ryan, isso é tudo que sei.
Estou começando a desejar nunca ter me interessado por Nathan Bardel.
Sinto falta do meu computador, que tem sido o meu melhor e talvez único verdadeiro amigo nos últimos anos.