O Federal
Capítulo 41
Camille
— O que aconteceu? — perguntei a Marcone quando
estávamos voltando para casa, Flávio saiu assim que terminaram uma conversa rápida sobre a tal Bruna, eu não entendi direito também, mas Flávio a conhecia.
— Estamos investigando essa agência.
— Mas por quê?
Ele me olhou por um momento, antes de responder.
— Tráfico humano.
— O que? — Fiquei horrorizada.
— O depoimento da sua amiga e encontrar essa mulher vai nos ajudar em muita coisa e acabando, eu estou livre da Polícia Federal.
Ele sorriu parecendo animado e eu retribuí.
Marcone
Três dia depois da festa de Aline, localizamos o endereço de Bruna. Pelos dados que tínhamos ela não morava no Brasil, vivia na Califórnia, mas estava no país há quase seis meses, isso por si só já soava estranho.
— O que você acha? — Andrea perguntou, quando terminei de ouvir o depoimento da mulher.
— Eu acho que ela sabe do esquema, mas acredito que ela não faça parte. Se fizesse não teria motivos para tentar fazer Aline mudar de ideia.
Andrea enfiou os dedos pelos cabelos e olhou os papéis sobre a mesa.
— Mas... é um depoimento decorado. Como se ela já estivesse preparada caso isso fosse acontecer. — Bruna parecia saber exatamente como responder as perguntas, e não mudava o discurso, era sempre as mesma respostas, sem desviar por um momento sequer do que havia dito anteriormente, parecia que tinha ensaiado exatamente o que dizer. E nos olhava com raiva como se nós fôssemos os suspeitos e não ela.
— Tenho a mesma impressão. — Ben disse, girando o lápis no dedo.
Andrea tinha batizado a investigação como o nome de Operação Luxus Rio, já havia um quadro montado com o caminho a seguir, o nome Antônio Oliveira estava no centro, claro que o imbecil não respondia nada relacionado ao volume de dinheiro que colocava e retirava dessa empresa, ele falava exatamente o necessário.
Antes de sair da delegacia, Bruna lançou um olhar mortal para mim, o caminho agora era seguir os passos dela, onde ela ia, com quem conversava, o celular já estava grampeado, mas não havia nada no histórico de ligações ou mensagens. Nada que nos ajudasse.
Investigações paralelas tomaram uma parte da minha manhã, embora eu olhasse de minuto a minuto a hora, querendo com todas as forças que desse logo duas da tarde e eu pudesse ir embora, Camille e eu tínhamos combinado de passar a tarde juntos. Assim que entrei no estacionamento para ir para casa meu celular tocou. Estranhei quando eu vi o nome Flávio na tela.
— Alô.
— Estão seguindo ela. — Escutei sua voz e imediatamente olhei para trás, como se ele estivesse falando de algo acontecendo perto de mim. — Desde que Bruna saiu da delegacia.
— Onde você está, porra?
— Estou perto do posto de gasolina, ela abasteceu o carro e entrou numa lanchonete aqui perto.
A voz de Flávio estava ansiosa, ao que parecia a mulher mexia com ele, embora não houvesse me dito qual era realmente a história com ela, mas não devia ser boa.
— Há um homem perto do carro dela.
Caralho!
— Me manda a localização.
Encerrei a ligação e esperei que Andrea chegasse mais perto.
— Estão atrás dela. — Avisei e ela estreitou os olhos. — Flavio me mandou a localização, vou dar uma olhada.
— Como ele sabe?
— É o que vou descobrir. — Passei as chaves do meu carro para Andrea, havia alguns dias em que o carro dela estava na oficina. — Pode pegar Nina e Camille? Elas estão no projeto. — Enviei a localização para o celular dela.
— Como você vai chegar lá?
— Dou um jeito.
O táxi me deixou no lugar exato em que Flávio me indicou, paguei a corrida e bati no vidro do carro dele. A cara de merda que ele tinha feito desde quando viu a mulher estava ainda pior do antes.
— Porque porra você está seguindo ela? — perguntei irritado, ciente de que se alguma merda estourasse ele ia pelos ares junto.
— Eu não sei, essa mulher acabou comigo no passado, sumiu no mundo e agora eu... não sei explicar, cara.
Fiquei sem ter certeza do que dizer, o puto parecia desolado. Coloquei o óculos escuros que pendia na minha blusa e ajeitei o boné.
— Ela ainda está lá dentro?
— Sim, um deles entrou e outro rondou por muito tempo o carro, chegou a forçar a porta e depois voltou para aquele gol preto.
Olhei para os lugares que ele ia apontando.
— Em que merda ela está envolvida? — perguntou bruscamente, parecendo irritado por se importar.
— Uma das grandes. — admiti. — Olha, eu não sei o que aconteceu entre você e ela... — Desisti de dar qualquer conselho, afinal eu não era a melhor pessoa para isso. Abri a porta e ele fez menção de vir junto. — É melhor você ficar aqui por enquanto, eu não sei se ela realmente foi seguida ou se está no meio de uma reunião, então... — Ele pareceu ficar ainda mais horrorizado.
Caminhei de cabeça baixa até a lanchonete, o lugar era simples, tal qual essas lanchonetes de beira de estrada. Não foi difícil encontrar a mulher morena sentada em uma das últimas mesas, sozinha. O visual completamente negro e os cabelos presos num rabo de cavalo me passaram a exata personalidade dela: a mulher que de alguma forma destruiu o coração do meu amigo, talvez ele tivesse feito o mesmo com o dela, em algumas histórias todos eram algozes em algum momento.
Antes de realmente me aproximar da mesa onde Bruna estava, observei o máximo que pude o ambiente, havia um homem sentado em um dos bancos e de vez em quando olhava na direção dela, esse devia ser o sujeito sobre o qual Flávio falara.
Sentei diante dela e a mulher me lançou um olhar mordaz. Era bonita de um jeito que realmente podia causar problemas na vida de um homem. Como imaginei Bruna fez menção de sair da mesa, mas segurei seu braço.
— Se eu fosse você, ficaria aí.
Ela olhou com raiva para o braço que eu segurava e a soltei.
— Isso é oficial? Acabei de dar um depoimento, qual o problema agora?
Suspirei, sem paciência alguma.
— Não, não é oficial. Digamos que temos um amigo em comum.
Ela estreitou os olhos e olhou ao redor, pela primeira vez se deu conta do homem mau encarado sentado ali perto e me olhou de forma interrogativa.
— Sente.
Ela obedeceu, a contragosto, é claro.
— Quem você está protegendo e porque mentiu no depoimento?
O rosto da mulher ficou branco, mas logo depois ela ergueu o queixo me desafiando.
— Não sei do que está falando.
— Certo. — Uni as mãos sobre a mesa e fiz um gesto para a garçonete, pedi um café. — Você percebeu que foi seguida até aqui?
Com nervosismo, ela olhou ao redor.
— Se concentre em olhar para mim.
— Por que você se importa?
— Aí é que está, eu não me importo. — Menti e ela ficou tensa, claramente. — Mas temos um amigo em comum. — Recostei-me no assento da cadeira e bebi um gole da bebida quente, o que só fez piorar o calor da tarde. — Você foi seguida desde quando saiu da delegacia, há um homem lá fora te esperando e outro aqui dentro te vigiando, eu me pergunto o que você tem que eles querem.
— Não quero sua ajuda. — A mulher ainda teve coragem de dizer.
— Ok. — Chamei a garçonete e paguei pelo meu café e o de Bruna. — Boa sorte.
Levantei-me da cadeira e ouvi a voz, agora aflita dela.
— Espera.
Mordeu a própria boca e segurou a bolsa com força, como se sua vida estivesse ali.
— Me dê as chaves do seu carro.
Sem pestanejar, ela passou para mim e se levantou para me seguir até a saída. Não houve movimentação nenhum atrás de nós. De longe vi que Flávio tinha estacionado o carro dele ao lado do dela. Fiquei curioso por um momento para saber qual seria a reação dos dois cara a cara, mesmo sem saber que porra havia acontecido com eles. Ela olhou com curiosidade quando a porta do carro dele foi destravada e deu um passo para trás quando o viu descer, houve um momento de tensão e então Flávio fez um gesto com a cabeça para que ela entrasse no carro e para a total queda do meu queixo, ela obedeceu.
O homem que estivera o tempo todo dentro da lanchonete saiu em direção ao carro que Flávio apontara mais cedo, o veículo ainda ficou um tempo parado, e eu cogitei que talvez tivesse sido uma idiotice minha vir aqui sozinho.
— Você me segue para a delegacia. — instruí. — Eles podem ou não nos seguir.
Camille
Nina me ajudou a terminar de colocar os quadros no expositor e saímos para esperar por Marcone no lado exterior do prédio.
— Camille. — Ouvi a voz de Tarcísio e respirei fundo antes de me virar, Nina continuou andando sem perceber que eu já não estava mais do seu lado. — Me desculpa. — ele disse e fez menção de tocar meu braço, mas eu me afastei. — De verdade, me desculpa.
— Nenhuma amizade te dá direito algum de opinar sobre a minha vida.
— Eu sei, e é por isso que estou pedindo desculpas.
Assenti sem ter realmente o que dizer mais. Quando cheguei ao lado de fora, o carro de Marcone já estava estacionado na vaga que ele geralmente ocupava quando vinha me buscar, abri a porta e deparei-me com Andrea ao volante.
— Está decepcionada? — a loira brincou e eu ouvi Nina rindo no banco de trás. — Ah, claro que está. — ela mesma respondeu a pergunta e tirou a bolsa para que eu sentasse, jogando-a no banco de trás.
— Onde ele está? — perguntei, acomodando-me.
— Ele está resolvendo um problema, mas não deve demorar. — Andrea deu partida no carro, dirigindo com muita facilidade, como se não fosse a primeira vez. Era ridículo, mas me incomodou.
Eu podia estar enganada, mas mulher sempre sabia. Ela não era minha inimiga, mas com certeza o que Andrea sentia por Marcone não se resumia só a amizade.
— E o bonitão? — Nina perguntou e eu me lembrei do namorado dela.
— Vou sair com ele hoje, pela primeira vez o infeliz me chamou para fazer algo fora do meu apartamento.
Nina e eu rimos, foi inevitável.
— Então vamos ao shopping, Marco espera um pouco. — Nina disse animada. — Não é sempre que essas coisas acontecem.
— Ah, meu Deus, faz tempo que não vou ao shopping mesmo. — Ela mudou a marcha. — Marcone pode esperar.
Três mulheres juntas num shopping center, com cartões de crédito só podia acabar em algum rombo no final do mês, o nosso objetivo era achar um vestido para Andrea. Um vestido com cara de encontro.
— Olha esse aqui. — Nina me mostrou um modelo justo preto, extremamente sexy.
Nós duas olhamos ao mesmo tempo para Andrea .
— Isso não vai caber em mim. — disse ela, referindo-se a ser gorda, o que para mim era uma mentira.
— Claro que vai.
Com o assunto vestido resolvido, fomos ao spa que a minha mãe era sócia. Ela passava mais tempo lá do que em casa, como suspeitei Joice estava lá.
Depois de algumas apresentações, cada uma de nós fomos ao lavatório lavar os cabelos.
— Nunca vou dizer que somos amigas por isso, mas sempre esperei por esse dia. — Nina brincou. — Ficar novinha em folha sem pagar nada.
Eu ri, enquanto Alecia, a funcionária mais antiga dali, massageava meu couro cabeludo. Relaxei, ali sentada. Meus cabelos foram lavados, hidratados e depois escovados. Ficaram mais lisos do que já eram normalmente. Logo em seguida fomos para a sala de massagem, meus cabelos estavam cheios de prendedores para manter as pontas cacheadas.
Foi uma tarde agradável e engraçada, Andrea era espirituosa e escandalosa, às vezes, e Nina ficava pior do que normalmente era perto dela. Quando saímos do shopping já estava escuro, e o horário de pico dificultou ainda mais a chegada até o apartamento.
Marcone
Deduzi que Andrea ainda estava no prédio quando saí do táxi e vi Erick olhando distraído para a entrada suntuosa, estava imerso em pensamentos de tal maneira que sequer viu quando me aproximei.
— Está esperando Andrea?
Ele olhou-me surpreso, mas não se assustou.
— Sim, ela disse que estaria aqui. — Foi sucinto.
Andrea apareceu um segundo depois, completamente transformada. Os cabelos estavam com um corte diferente, os fios mais volumosos e mais loiros, mas o que me surpreendeu foi o vestido sexy que ela usava, nada das calças jeans e camisas sociais que usava na delegacia, estava extremamente feminina. Antes de nos ver ela retirou os óculos de grau e ajeitou os cabelos. Era realmente um mulherão escondida por trás das roupas formais e dos óculos fundo de garrafa. Eu devia retirar minhas observações sobre o idiota ao meu lado, afinal ela estava diferente desde que se envolvera com ele.
Andrea pareceu ficar envergonhada ao me ver ali também, nada natural para ela.
— Você está linda. — Erick elogiou, tocando de leve os cabelos dela.
— Você é linda. — Corrigi e dei um pouco de espaço aos dois. Ela sorriu para mim e depois olhou meio nervosa para ele. — Boa noite e Andrea, obrigado.
Observei, enquanto eles partiam e depois segui para meu andar, assim que entrei no apartamento ouvi as risadas de Nina e Camille, não devia esperar nada bom disso, é claro. Fui direto para o meu quarto, chequei as mensagens que Flávio mandara dizendo estar tudo bem e fui tomar um banho. O carro de Bruna só havia sido liberado, depois de completamente revistado e uma viatura os acompanhou para onde quer que ele tivesse levado a garota.
Saí, enrolado na toalha e ouvi uma batida na porta. Abri rapidamente para ver quem era e vi a serelepe descalça e totalmente maquiada, os cabelos brilhavam tanto que pareciam estar mais pretos que o comum.
— Você está muito bonita, aonde vai assim? — Perguntei, abrindo a porta para que ela entrasse.
— Ver meu namorado e minha sogra.
Revirei os olhos e passei a procurar uma roupa decente no closet.
— O que vocês fizeram a tarde inteira?
— Fomos ao spa. — Ela chegou mais perto para que eu visse a sua sobrancelha, como se eu entendesse algo a respeito. — Está perfeita. Você não poderia ter arranjado uma namorada melhor.
Eu não pude deixar de rir.
— Inclusive você deveria levá-la para jantar, ela está linda.
Olhei as sacolas de compras do lado da cama e pedi que ela saísse para eu me vestir e matar a curiosidade, eu tinha passado o dia inteiro querendo estar com ela.
Encontrei Camille no meio da sala, quando saí do quarto, os cabelos estavam com as pontas cacheadas e os olhos ainda mais intensos e marcantes por conta da maquiagem, vestia um vestido vinho, tinha percebido que era um dos tons que ela gostava de usar nas unhas e na boca.
Deixamos Nina na casa de Ben e ao contrário do que imaginei, Camille não quis sair. Preferiu pedir um jantar em casa mesmo.
— Andamos o dia inteiro no shopping. — disse ela, deixando a taça de vinho quase vazia sobre a mesinha de centro.
Fiz o mesmo e a puxei para ficar no meu colo no sofá, cheirei os cabelos e passei a pentear os fios com os dedos, eles estavam mais sedosos do que o natural.
— O que você foi resolver?
— Um problema com uma testemunha.
Ela endireitou-se e se virou de maneira que pudesse ver meu rosto. Achei que Camille fosse me perguntar mais alguma coisa, contudo ela encostou a boca na minha, fez o mesmo com meu queixo. Os dedos prenderam-se ao redor da minha nuca.
— Como foi com as crianças?
Não tinha esquecido por nenhum segundo sequer que ela veria o imbecil durante a tarde.
— Como sempre. — Fez uma pausa e me beijou outra vez. — Tarcísio me pediu desculpas.
— Era o mínimo, não é?
Lembrei do infeliz tocando nela, minha vontade era quebrar a mão que ele tinha usado para fazer isso, todavia havia um limite para tudo, esse limite, porém, não se estendia ao ex-noivo de Camille. O filho da puta parecia ter se enfiado num buraco como os ratos faziam. Quando eu pensava que ele tinha vindo até aqui para ameaçá-la qualquer lucidez sumia automaticamente, e a raiva só aumentava conforme eu demorava de encontrá-lo, o infeliz tinha sumido. Não aparecia na sede da empresa de turismo que dividia a presidência com a mãe, não ia a academia há algumas semanas e nem estava na mansão que vivia com os pais. Depois de observar a vida do infeliz, me dei conta de que ele não passava de um mauricinho filho da puta.
— Ele avançou o sinal alguma vez? — inquiri, voltando ao assunto.
— Não, sempre foi legal.
A expressão de contrariedade dela, fez-me ver que não havia realmente nenhum tipo de interesse da parte dela, não escondi que sentia ciúmes dos dois, principalmente por causa do que a pequena tagarela da Isabelle havia dito. Camille achava engraçado, é claro, eu nunca achei. E não estava errado em implicar também.
A garota era totalmente alheia a si mesma, e principalmente ao estrago que fazia a minha cabeça. Na verdade eu começava a acreditar que havia muitos Tarcísios por aí.
— Quantos namorados você já teve? — Fiquei curioso para saber.
— Você é o único. — Ela sorriu e me abraçou apertado, a safada sabia me enrolar direitinho e eu gostava.
Segurei a nuca para beijar a boca gostosa e era o início da minha perdição do prazer, admitia estar viciado nela e em tudo que ela representava, desde um recomeço a uma paixão tão intensa como nunca imaginei que pudesse sentir. Forte ao ponto do meu coração disparar somente por pensar nela e agora parecia tão certo que me sentia idiota por ter demorado tanto a realmente me aproximar.
Afastei o cabelo longo dos seus ombros e encostei a cabeça no colo descoberto pelo decote redondo do vestido, o cheiro ali era intenso demais — uma mistura do cheiro natural dela com um perfume meu que Camille usava algumas vezes quando dormia aqui. E era excitante demais sentir um cheiro característico meu na pele dela, tal qual quando fazíamos amos, os nossos corpos grudavam de tal forma que o cheiro dela se misturava ao meu.
— Você tem um cheiro, menina.
Ela não disse nada apenas beijou minha testa, e o gesto foi tão afetuoso que me deixou um pouco mais encantado por ela. O nariz pequeno roçou levemente no meu, antes dela me beijar outra vez, as mãos finas tocaram o zíper do meu jeans, mas não o abriu, manteve um aperto ali pelo tempo que durou nosso beijo.
Em segundos a alça do vestido estava fora do lugar e os seios pequenos apareceram, apontando para mim, não os beijei de imediato, rocei o rosto por eles, sabendo que os marcaria com os pelos de barba que estavam crescendo, ela só suspirou baixinho, trazendo as mãos pelos meus braços até enfiá-las por dentro dos meus cabelos, eu gostava quando ela fazia isso, na verdade eu gostava de tudo nela. Alcancei o zíper na lateral do vestido e puxei, devagar para deixá-la apenas com a calcinha de renda branca, ela levantou-se para que o tecido deslizasse até o chão e ficou de pé na minha frente. Havia algo de sobrenatural na beleza dela, não parecia com nada que já tivesse visto, exótica e fascinante.
Ainda vestindo a calcinha, ela ajoelhou entre minhas pernas com uma mão em cada coxa minha, a boca voluptuosa entreaberta chamou-me para mais beijos, perdi as contas de quantos foram, enrolei os cabelos dela no meu pulso e mantive os seus lábios presos aos meus por muito tempo, cada respiração, cada batida mais forte no peito, tudo acompanhava o tesão que ela despertava. As mãos delicadas faziam um trabalho incrível no meu membro sobre a calça, ele já estava tão duro que começava a incomodar preso dentro do jeans.
Ela abriu o botão e em seguida puxou o zíper, num movimento sem jeito, Camille tentou puxar a calça. Ergui um pouco o quadril e ela puxou de vez o tecido grosso levando a boxer junto. Eu achava engraçada a cara que ela fazia quando me via nu.
O rosto dela ficou imediatamente vermelho.
— Venha cá.
Ela sentou de lado no meu colo e eu tirei minha blusa para o contato pele com pele. Acariciei o sexo quente com os dedos sobre a calcinha e ela encostou a cabeça no meu pescoço, abrindo um pouco as pernas, friccionei o polegar no clitóris inchado e ela gemeu baixinho.
— Meu tesão. — Sussurrei no ouvido dela, mordiscando a orelha vermelha. — Olhe para mim...
Os olhos verdes transbordavam uma ferocidade inacreditável quando ela estava excitada, as íris ganhavam um tom tão escuro que a pele do rosto parecia ficar um pouco mais clara.
Levei-a para o quarto e coloquei-a sobre a cama, ainda passei a mão sobre a calcinha, antes de retirá-la e deixar alguns beijos na boceta dela, ainda me enlouquecia o quanto essa garota era apertada, chupei cada um dos seios eriçados, enquanto deslizava lentamente para dentro dela, sentindo-a me apertar inteiro, como se quisesse me sugar ainda mais para dentro.
A expressão dela se transformava quando gozava, nunca era igual, havia sempre algo novo para que eu me lembrasse o tempo todo. Os olhos ficavam ferinos, a boca mais inchado e vermelha e a boceta tão molhada que arrasava com qualquer juízo que ainda restasse em mim.