Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 118 de 125

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Storytelling com Dados

Dica 3: dedique tempo ao storytelling com dados

Eu apresentei o processo do storytelling com dados como um caminho linear.

Na realidade, isso não acontece frequentemente. E preciso iterações para ir das ideias iniciais para uma solução inal. Quando o melhor percurso para visualizar certos dados não estiver claro, comece com uma folha de papel em branco. Isso permite esboçar as ideias sem as restrições de suas ferramentas ou do que você sabe fazer com elas. Esboce possı́veis visões para colocá-las lado a lado e determinar qual funcionará melhor para explicar sua mensagem ao seu público. Acho que estabelecemos menos vı́nculos com o produto de nosso trabalho — o que pode facilitar a iteração — quando estamos trabalhando no papel, não em nossos computadores. Também há algo libertador em desenhar no papel em branco, o que pode facilitar a identi icação de novas abordagens, se você estiver se sentindo preso. Uma vez esboçada sua estratégia básica, considere o que você tem à disposição — ferramentas ou especialistas internos ou externos — para criar o visual.

Ao criar sua apresentação em um aplicativo de geração de grá icos (por exemplo, o Excel) e re inar para ir do bom ao ótimo, você pode usar o que chamo de “estratégia do optometrista”. Crie uma versão do grá ico (vamos chamá-la de A), faça uma cópia dela (B) e realize uma única alteração. Então, determine o que parece melhor — A ou B. Frequentemente, a prática de ver pequenas variações uma ao lado da outra torna rapidamente claro qual visão é superior. Continue assim, preservando o “melhor” grá ico mais recente e fazendo pequenas modi icações em uma cópia (a im de que você sempre possa ter a versão anterior, para voltar a ela caso a modi icação a piore) até a versão ideal.

Em qualquer ponto, se o melhor caminho não estiver claro, busque opiniões.

O novo olhar que um amigo ou colega possa ter em relação ao trabalho de visualização de dados é valioso. Mostre sua apresentação a mais alguém e peça para dizer a você como foi o processo mental: o que chama a atenção, quais observações faz, quais perguntas tem e quais ideias pode ter para melhor explicar seu ponto. Essas constatações permitirão que você saiba se o grá ico que criou está correto ou, se não estiver, dará uma ideia de onde fazer mudanças e focalizar a iteração continuada.

Com relação à iteração, há algo que talvez você precise mais do que tudo para ter sucesso: tempo.

Dica 3: dedique tempo ao storytelling com

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