Storytelling com Dados
Posição na página
FIGURA 4.16 OPÇÕES DE COR COM CORES DE MARCA
Resumindo: pense bem no uso das cores!
Posição na página
Sem outras pistas, a maior parte de seu público vai começar na parte superior esquerda de seu grá ico ou slide e percorrer com os olhos em movimentos de zigue-zague pela tela ou página. Eles veem a parte superior da página primeiro, o que a transforma em um local precioso. Pense em colocar o que for mais importante ali (veja a Figura 4.17).
FIGURA 4.17 O “Z” EM ZIGUE-ZAGUE PARA ABSORVER
INFORMAÇÃO EM UMA TELA OU PÁGINA
Se algo é importante, tente não fazer com que seu público olhe em outro material para entender isso. Elimine esse trabalho, colocando o que é importante no topo. Em um slide, podem ser palavras (a principal informação ou chamada para ação). Em uma visualização de dados, pense sobre quais dados você quer que o público veja primeiro e se faz sentido reorganizar o visual de forma correspondente (isso não acontecerá sempre, mas é uma ferramenta que você tem à disposição para sinalizar importância para seu público).
Tenha como objetivo trabalhar dentro do modo como seu público absorve informação, não contra ele. Eis um exemplo de como pedir ao público para que trabalhe contra seu modo natural: vi uma vez o diagrama de luxo de um processo que começava na parte inferior direita e era preciso lê-lo de baixo para cima e para a esquerda. Isso era muito desconfortável (sentimentos de desconforto devem ser evitados em nosso público!). Tudo que eu queria era ler de cima à esquerda para baixo à direita, independente dos outros indı́cios visuais presentes para tentar me estimular a fazer o oposto. Outro exemplo que às vezes vejo em visualização de dados é algo representado em uma escala que varia do negativo para o positivo, em que os valores positivos estão à esquerda (normalmente associada ao negativo) e os valores negativos à direita (mais naturalmente associada ao positivo). Novamente, neste exemplo, a informação está organizada de um modo que vai contra a maneira que o público quer absorvê-la, causando o desa io visual de decifrar. Vamos ver um exemplo especı́ ico relacionado a isso no estudo de caso 3, no Capı́tulo 9.