Storytelling com Dados
Aceitação
Por im, o espaço em branco é mal usado. Há muito espaço entre os tı́tulos de segmento e os dados, o que di iculta levar os olhos do tı́tulo para os dados (tenho vontade de usar meu dedo indicador para traçar o caminho: podemos reduzir o espaço em branco entre os tı́tulos e os dados para que isso seja desnecessário). O espaço em branco entre as colunas de dados é estreito demais para enfatizar os dados da melhor forma e está cheio de linhas pontilhadas inúteis.
A Figura 5.13 mostra como a mesma informação poderia icar se resolvêssemos esses problemas de design.
FIGURA 5.13 DESIGN ESTÉTICO
Você não estará mais propenso a passar um pouco mais de tempo na Figura 5.13? Claramente, foi dada atenção aos detalhes no design: o designer levou um tempo para obter esse resultado. Isso cria um tipo de ônus por parte do público, de gastar tempo para entendê-lo (esse tipo de contrato não existe em um design ruim). Ser inteligente nas cores, alinhar os objetos e aproveitar o espaço em branco traz um senso de organização visual ao seu design. Essa atenção à estética mostra um respeito geral por seu trabalho e seu público.
Aceitação
Para que um design seja e iciente, ele deve ser aceito pelo público pretendido.
Esse princı́pio é verdade, seja o design em questão o de um objeto fı́sico ou de uma visualização de dados. Mas o que você deve fazer quando seu público não está aceitando seu design?
Em meus workshops, os membros do público regularmente levantam este dilema: “Quero melhorar o modo como vemos as coisas, mas quando tentei fazer alterações, meus esforços encontraram resistência. As pessoas estão acostumadas a ver as coisas de certa maneira e não querem que mexamos nisso.”.
E um fato da natureza humana a maioria das pessoas sentir certo grau de desconforto com a mudança. Lidwell et al., em Universal Principles of Design, sem tradução no Brasil, (2010), descrevem essa tendência, dos públicos em geral, de resistir ao novo por causa de sua familiaridade com o antigo. Por isso, fazer alterações signi icativas “no modo como sempre fazemos” pode exigir mais trabalho para ganhar a aceitação do que simplesmente substituir o antigo pelo novo.
Existem algumas estratégias que você pode usar para ganhar aceitação no design de sua visualização de dados:
Anuncie as vantagens do jeito novo ou diferente. As vezes, simplesmente ser transparente com as pessoas sobre o porquê as coisas serão diferentes pode ajudá-las a se sentirem mais à vontade. Existem observações novas ou melhoradas que você pode fazer vendo os dados de um modo diferente? Ou outras vantagens que você pode anunciar para ajudar a convencer seu público a ser aberto à mudança?
Mostre lado a lado. Se o novo jeito é claramente superior ao antigo, mostrá-los lado a lado vai demonstrar isso. Junte a isso o jeito anterior, mostrando o antes e o depois e explicando porque você quer mudar o modo como vê as coisas.
Ofereça várias opções e busque opiniões. Em vez de impor o design, pense em criar várias opções e obter opiniões de colegas ou de seu público (se apropriado) para determinar qual design atenderá melhor as necessidades.
Obtenha a adesão de um membro com voz ativa de seu público. Identi ique membros in luentes de seu público e fale com eles um a um, tentando ganhar aceitação para seu design. Peça suas opiniões e as incorpore. Se você conseguir a adesão de um ou dois membros com voz ativa, outros poderão acompanhar.
Algo a considerar, se você encontrar resistência, é se a raiz do problema é que seu público é lento em relação à mudança ou se há problemas no design que está propondo. Teste isso, obtendo a opinião de alguém que não tenha interesse pessoal. Mostre sua visualização de dados. Se apropriado, mostre também os visuais anteriores ou atuais. Peça para que, por meio de seu processo mental, diga como analisa a apresentação. Do que gosta? Quais perguntas tem? Qual visual prefere e por quê? Ouvir essas coisas de terceiros imparciais pode ajudá-lo a descobrir problemas em seu design que estão levando ao desa io de aceitação que você enfrenta com seu público. A conversa também pode ajudá-lo a articular pontos de discurso que o ajudarão a obter a aceitação que você procura junto ao seu público.