Storytelling com Dados
O início
Talvez Vonnegut tenha apreciado a observação simples, porém profunda, de Aristóteles, de que uma história tem começo, meio e
im claros. Como um exemplo concreto, lembre-se do que
consideramos com Chapeuzinho Vermelho: a combinação mágica de trama, reviravoltas e inal. Podemos usar essa ideia de começo, meio e im — inspirando-nos na estrutura de três atos — para montar as histórias que queremos comunicar com dados. Vamos discutir cada uma dessas partes e os detalhes especı́ icos a considerar ao elaborarmos uma história.
O início
O primeiro a fazer é apresentar a trama, construindo o contexto para seu público. Considere isso como o primeiro ato. Nesta seção, preparamos os elementos essenciais da história — o ambiente, o personagem principal, o estado de coisas não resolvido e o resultado desejado —, estabelecendo o ponto em comum para que a história possa prosseguir. Devemos envolver nosso público, provocar seu interesse e responder às perguntas que provavelmente estão nas mentes: Por que devo prestar atenção? O que há nisso para mim?
Em seu livro, Beyond Bullet Points, sem tradução no Brasil, Cliff Atkinson identi ica as seguintes perguntas a considerar e responder ao montar a história:
1. O ambiente: quando e onde a história ocorre? 2. O personagem principal: quem está conduzindo a
ação? (Isso deve ser enquadrado de acordo com seu público!)
3. O desequilı́brio: por que é necessário, o que mudou? 4. O equilı́brio: o que você quer que aconteça? 5. A solução: como você vai provocar as mudanças?
Note a semelhança entre as perguntas acima e aquelas levantadas por McKee, que abordamos antes.
Uso do PowerPoint para contar histórias
Cliff Atkinson usa o PowerPoint para contar histórias aproveitando a arquitetura básica da estrutura de três atos. Seu livro, Beyond Bullet Points, sem tradução no Brasil, apresenta um modelo de história e oferece conselhos práticos, usando o PowerPoint para ajudar os usuários a criarem histórias com suas apresentações.