Storytelling com Dados
A história de 3 minutos
uma declaração que, traduzida, em termos gerais, diz
“Eu teria escrito uma carta mais curta, mas não tive tempo” (um pensamento frequentemente atribuı́do a Mark Twain).
A história de 3 minutos
A história de 3 minutos é exatamente isso: se você tivesse apenas três minutos para dizer ao seu público o que ele precisa saber, o que diria? Essa é uma maneira excelente de garantir que você seja claro e consiga articular a história que quer contar. A capacidade de fazer isso elimina sua dependência de slides ou utensı́lios para visualização para uma apresentação. Isso é útil na situação em que seu chefe pergunta no que você está trabalhando ou se você está em um elevador com um de seus interessados e quer dar a ele um resumo rápido. Ou então, se sua meia hora na agenda é reduzida para dez ou cinco minutos. Se você souber exatamente o que deseja comunicar, poderá fazer com que se encaixe no tempo dado, mesmo que não seja aquele para o qual está preparado.
A Grande Ideia
A Grande Ideia reduz o “então, o quê” ainda mais: a uma única frase. Esse é um conceito que Nancy Duarte discute em seu livro, Ressonância (Alta Books, 2012). Ela diz que a Grande Ideia tem três componentes:
1. Deve articular seu ponto de vista único;
2. Deve transmitir o que está em jogo; e
3. Deve ser uma frase completa.
Vamos considerar uma história de 3 minutos ilustrativa e a Grande Ideia aproveitando o exemplo do curso de verão sobre ciências apresentado antes.
História de 3 minutos: um grupo do nosso departamento de ciências estava em um debate livre sobre como resolver um problema permanente que temos com os alunos que chegam à quarta série. Parece que, quando as crianças têm sua primeira aula de ciências, chegam com a postura de que será di ícil e que não gostarão. No início do ano escolar, demora um bom tempo para superar isso. Então, pensamos: e se tentarmos expor as crianças à ciência mais cedo? Podemos in luenciar a percepção delas?
Fizemos um projeto-piloto de um curso de aprendizado no verão passado, com o objetivo de fazer justamente isso. Convidamos alunos do ensino básico e formamos um grande grupo de crianças do segundo e do terceiro ano. Nosso objetivo era expô-los mais cedo à ciência, na esperança de formarmos uma percepção positiva. Para saber se fomos bem-sucedidos, avaliamos os alunos antes e depois do programa. Descobrimos que, ao entrar no programa, o maior segmento dos alunos, 40%, se sentia apenas