Storytelling com Dados
Ajude-me a transformar isso em uma história!
Sem uma narrativa convincente, a mais bonita das visualizações de dados corre o risco de se tornar chata e fracassar.
Talvez você já tenha passado por isso, caso tenha presenciado uma excelente apresentação que usava slides banais. Um apresentador habilidoso pode superar materiais medı́ocres. Uma narrativa forte pode superar visuais ruins.
Isso não quer dizer que você não deva fazer ótimas visualizações de dados e comunicações visuais, mas enfatiza a importância de uma narrativa convincente e robusta. O nirvana na comunicação com dados é alcançado quando visuais e icazes são combinados com uma narrativa poderosa.
Vamos discutir algumas considerações especı́ icas relativas à ordem da história e da narrativa falada e escrita.
Fluxo da narrativa: a ordem de sua história
Pense na ordem em que você quer que seu público experimente sua história.
Trata-se de um público ocupado, que gostaria que você dissesse logo o que quer dele? Ou é um público novo com o qual você precisa estabelecer credibilidade? Ele se importa com seu processo ou quer apenas a resposta? E um processo colaborativo, no qual você precisa da opinião dele? Você está pedindo para que ele tome uma decisão ou adote uma ação? Qual é a melhor maneira de convencê-lo a agir da maneira desejada? As respostas a essas perguntas o ajudarão a determinar qual tipo de luxo de narrativa funcionará melhor, dada sua situação especı́ ica.
Um ponto básico importante aqui é que sua história deve ter uma ordem.
Uma coleção de números e palavras sobre determinado assunto, sem estrutura para organizá-los e dar signi icado, é inútil. O luxo da narrativa é o caminho falado e escrito ao longo do qual você leva seu público durante sua apresentação ou comunicação. Esse caminho deve ser claro para você. Se não for, certamente não haverá um modo de torná-lo claro para seu público.
Ajude-me a transformar isso em uma
história!
Quando um cliente chega com uma pilha de apresentações e me pede ajuda, a primeira coisa que digo para fazer é colocar a pilha de lado. Eu o conduzo por exercı́cios para ajudá-lo a enunciar a Grande Ideia e a história de 3 minutos que discutimos no Capı́tulo 1. Por quê? Preciso ter um sólido entendimento do que ele quer comunicar antes de elaborar a comunicação. Uma vez articuladas a Grande Ideia e a história de 3 minutos, ele pode começar a pensar em qual