Storytelling com Dados
A história de 3 minutos e a Grande Ideia
Consulta para contextualizar: perguntas a
fazer
Frequentemente, a comunicação ou o resultado que está sendo criado é pedido por alguém: um cliente, um interessado ou seu chefe. Isso signi ica que talvez você não tenha todo o contexto e precise consultar o solicitante para entender a situação completamente. As vezes, há um contexto adicional na cabeça desse solicitante, o qual ele talvez presuma ser conhecido ou não pense em dizer em voz alta. A seguir há algumas perguntas que você pode usar ao trabalhar para trazer à tona essas informações. Se você está no lado solicitante da comunicação, pedindo à sua equipe de apoio para elaborar a comunicação, pense em como responder a estas perguntas antecipadamente: Quais informações são relevantes ou fundamentais?
Quem é o público ou o tomador de decisão? O que sabemos a respeito dele?
Quais predisposições nosso público tem que possa fazê-lo apoiar ou resistir à nossa mensagem?
Quais dados disponı́veis reforçariam nossa tese? Nosso público conhece esses dados ou é novidade?
Onde estão os riscos: quais fatores poderiam enfraquecer nossa tese e precisam ser olhados com atenção?
Como seria um resultado bem-sucedido?
Se você tivesse apenas um perı́odo de tempo limitado ou uma única frase para dizer ao seu público o que ele precisa saber, o que diria?
Em particular, acredito que as duas últimas perguntas podem levar a uma conversa reveladora. Saber qual é o resultado desejado antes de começar a preparar a comunicação é fundamental para estruturá-la bem. Colocar uma restrição signi icativa na mensagem (um curto perı́odo de tempo ou uma única frase) pode ajudá-lo a reduzir a comunicação global à única mensagem mais importante. Para isso, existem dois conceitos que recomendo saber e empregar: a história de 3 minutos e a Grande Ideia.
A história de 3 minutos e a Grande Ideia
A noção por trás de cada um desses conceitos é que você pode reduzir o “então, o quê” a um parágrafo e, em última análise, a uma única declaração concisa. E preciso realmente conhecer seu material — saber quais são as partes mais importantes e também o que não é essencial na versão simpli icada. Embora pareça fácil, ser conciso muitas vezes é mais desa iador do que ser prolixo. O matemático e ilósofo Blaise Pascal reconheceu isso em seu francês nativo, com