Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 84 de 125

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Storytelling com Dados

Storytelling e a palavra escrita

Quando indagado sobre como escrever uma história cativante pelo International Paper, Kurt Vonnegut (autor de romances como Matadouro 5 e Café da Manhã dos Campeões, ambos publicados pela LP&M) descreveu as dicas a seguir, cujo excerto extraı́ de seu curto artigo, “How to Write with Style” (uma leitura rápida excelente):

1. Encontre um assunto com o qual você se preocupe.

E a preocupação genuı́na, não seus jogos de linguagem, que serão o elemento mais convincente e sedutor em seu estilo.

2. Contudo, não divague.

3. Simpli ique. Os grandes mestres escreveram frases

quase infantis quando seus assuntos eram mais profundos. “Ser ou não ser?”, pergunta Hamlet de Shakespeare. A palavra mais longa tem três letras.

4. Tenha coragem de cortar. Se uma frase,

independente do quanto seja excelente, não ilumina seu assunto de algum modo novo ou útil, elimine-a.

5. Pareça você mesmo. Acho que sou eu quem mais

con io no que escrevo, e outros também parecem con iar ainda mais quando pareço ser uma pessoa de Indianápolis, o que sou.

6. Diga o que pretende dizer. Se eu violasse todas as

regras de pontuação, izesse as palavras ter qualquer sentido que quisesse e as encadeasse sem qualquer ordem, simplesmente não seria compreendida.

7. Tenha dó dos leitores. Nosso público exige que

sejamos professores solidários e pacientes, sempre desejosos de simpli icar e esclarecer.

Esse conselho contém várias pérolas que podemos aplicar no contexto do storytelling. Simpli ique. Edite radicalmente. Seja autêntico. Não comunique para si mesmo — comunique para seu público. A história não é para você; é para ele.

Agora que aprendemos algumas lições dos mestres, vamos considerar como podemos construir nossas histórias.

Construção da história

Apresentamos os fundamentos de uma narrativa no Capı́tulo 1, com a Grande Ideia, a história de 3 minutos e o storyboard para esboçar o conteúdo a ser incluı́do ao se começar a considerar ordem e luxo. Aprendemos como é importante identi icar nosso público — quem é ele e o que precisamos que faça. Nesse ı́nterim, aprendemos também a aperfeiçoar as visualizações de dados que vamos incluir em nossa comunicação. Agora que atacamos essa frente, é hora de voltarmos à história. História é o que vincula a informação, fornecendo à apresentação ou comunicação uma estrutura para nosso público seguir.