Storytelling com Dados
A mágica da história
Neste capı́tulo, exploramos a mágica da história e como podemos usar os conceitos do storytelling para nos comunicarmos e icientemente com dados.
A mágica da história
Quando você assiste a uma grande peça de teatro, a um ilme cativante ou lê um livro fantástico está experimentando a mágica da história. Uma boa história chama sua atenção e o leva em uma jornada, incitando uma resposta emocional. No meio dela, você não quer parar nem deixá-la de lado. Depois de terminar — um dia, uma semana ou até um mês depois —, você poderia descrevê-la facilmente para um amigo.
Não seria ótimo se pudéssemos provocar tal energia e emoção em nosso público? A história é uma estrutura testada e aprovada; os seres humanos têm se comunicado com histórias ao longo das eras. Podemos usar essa poderosa ferramenta para nossas comunicações comerciais. Vamos ver as formas de arte das peças teatrais, ilmes e livros para saber o que podemos aprender dos mestres contadores de histórias que nos ajudarão a contar melhor nossas histórias com dados.
Storytelling em peças teatrais
A noção de estrutura narrativa foi inicialmente descrita em tempos antigos pelos ilósofos gregos, como Aristóteles e Platão. Aristóteles introduziu uma ideia básica, porém profunda: que história tem começo, meio e im claros.
Ele propôs uma estrutura de três atos para peças teatrais. Esse conceito foi re inado no decorrer do tempo e é comumente referido como preparação, con lito e solução. Vamos ver brevemente cada um desses atos e o que eles contêm, e então vamos considerar o que podemos aprender dessa estratégia.
O primeiro ato prepara a história. Ele introduz o personagem principal, ou protagonista, suas relações e o mundo no qual vive. Após essa preparação, o personagem principal é confrontado com um incidente. A tentativa de lidar com esse incidente normalmente leva a uma situação mais dramática. Isso é conhecido como primeiro ponto decisivo. O primeiro ponto decisivo garante que a vida nunca será a mesma para o personagem principal e levanta a questão dramática — enquadrada em termos da chamada para ação do personagem — a ser respondida no clı́max da peça teatral. Isso marca o im do primeiro ato.
O segundo ato compõe a parte principal da história. Ele mostra a tentativa do personagem principal de resolver o problema criado no primeiro ponto decisivo. Frequentemente, o personagem