Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 6 de 125

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Storytelling com Dados

A quem se destina este livro

Este livro foi escrito para qualquer pessoa que precise comunicar qualquer coisa a qualquer um usando dados. Isso inclui (mas certamente não está limitado a): analistas que compartilham os resultados de seus trabalhos, alunos que visualizam dados de teses, gerentes que precisam se comunicar utilizando dados,

ilantropos que precisam provar seu impacto e lı́deres ao informar

sua diretoria. Acredito que qualquer pessoa pode melhorar sua capacidade de se comunicar e icientemente com dados. Este é um espaço assustador para muitos, mas não precisa ser.

Quando solicitam a você que “mostre dados”, quais sentimentos isso desperta?

Talvez você se sinta desconfortável por não saber por onde começar. Ou talvez sinta que é uma tarefa opressiva, porque presume que o que está criando precisa ser complicado e mostrar detalhes su icientes para responder a cada pergunta possı́vel. Ou talvez já tenha uma base sólida nisso, mas está procurando algo que ajude a aprimorar seus grá icos e as histórias que você quer contar com eles. Em todos esses casos, este livro foi escrito tendo você em mente.

“Quando me pedem para mostrar os dados, eu me sinto...”

Uma pesquisa de opinião informal que realizei no Twitter revelou a seguinte mistura de emoções quando as pessoas são solicitadas a “mostrar os dados”.

Frustrado, porque achei que não seria capaz de contar a história toda.

Pressão para tornar claro a quem quer que precise dos dados.

Inadequado. Chefe: Você pode detalhar isso? Dê-me a divisão por x, y e z.

A capacidade de contar histórias com dados é uma habilidade ainda mais importante em nosso mundo de dados crescentes e de desejo de tomadas de decisão orientadas por dados. Uma visualização de dados e icaz pode signi icar a diferença entre o sucesso e o fracasso na hora de comunicar as constatações de seu estudo, levantar dinheiro para sua organização sem ins lucrativos, apresentar informações para seus diretores ou simplesmente mostrar sua ideia para seu público.

Em minha experiência, vi que a maioria das pessoas enfrenta um desa io semelhante: elas podem reconhecer a necessidade de se comunicar e icientemente com dados, mas não se acham quali icadas. E difı́cil encontrar pessoas habilidosas na visualização de dados. Parte do desa io é que a visualização de dados é uma singular etapa do processo analı́tico. As pessoas contratadas para funções analı́ticas normalmente têm conhecimentos quantitativos, adequados para as outras etapas (encontrar os dados, reuni-los, analisá-los, construir modelos), mas não necessariamente algum treinamento formal em design para ajudá-los na comunicação da análise — o qual, a propósito, normalmente é a única parte do processo que seu público vê. E, cada vez mais em nosso mundo sempre mais voltado a dados, mesmo quem não possui conhecimentos técnicos precisa colocar o chapéu analı́tico e se comunicar usando dados.