Storytelling com Dados
Saturação
p y f Q f
(sem tradução no Brasil), Edward Tufte se refere à maximização da relação data-ink (dados-tinta), dizendo que “quanto maior a porção de tinta dedicada aos dados em um grá ico, melhor (sendo as outras questões relevantes equivalentes)”. Isso também pode ser referido como maximizar a relação sinal-ruı́do (consulte o livro de Nancy Duarte, Ressonância: Apresente Histórias Visuais que Encantem o Público, ed. Alta Books), de Nancy Duarte, na qual o sinal é a informação que queremos comunicar e o ruı́do são os elementos que adicionamos ou, em alguns casos, reduzimos da mensagem que estamos tentando transmitir para o público.
No que diz respeito às nossas comunicações visuais, o que mais importa é a carga cognitiva percebida por parte de nosso público: o quanto ele acredita que precisará se esforçar para entender a informação de sua comunicação.
Essa é a decisão a que provavelmente chegam sem grande cogitação consciente (se houver) e pode fazer a diferença entre transmitir sua mensagem claramente ou não.
De modo geral, você deve minimizar a carga cognitiva percebida (ao que seja razoável e ainda permita transmitir a informação) por seu público.
Saturação
Um dos culpados que podem contribuir para a carga cognitiva excessiva ou extrı́nseca é algo que chamo simplesmente de saturação. São aqueles elementos visuais que ocupam espaço, mas não aumentam o entendimento.
Vamos examinar mais especi icamente quais elementos podem ser considerados saturação em breve, mas agora quero falar de modo geral sobre por que ela é ruim.
Há uma razão simples pela qual devemos reduzir a saturação: ela faz com que nossos visuais pareçam mais complicados que o necessário.
Talvez sem reconhecê-la explicitamente, a presença de saturação em nossas comunicações visuais podem causar uma experiência ruim para o usuário — ou, pior — incômoda para nosso público (é aquele momento “argh” que citei no inı́cio deste capı́tulo). A saturação pode fazer algo parecer mais complicado do que realmente é. Quando nossos visuais parecem complicados, corremos o risco de nosso público decidir que não quer entender o que estamos mostrando, a ponto de perdermos nossa capacidade de nos comunicarmos com ele. Isso não é bom.
Princípios da Gestalt de percepção visual