Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 52 de 125

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Storytelling com Dados

Memória icônica

A memória icônica é super rápida. Ela atua sem que você a perceba conscientemente e é acionada quando olhamos o mundo ao nosso redor. Por quê? Há muito tempo, na cadeia evolutiva, os predadores ajudaram nossos cérebros a desenvolver maneiras que permitiram maior e iciência de visão e velocidade de resposta. Em particular, a capacidade de assimilar diferenças em nosso ambiente rapidamente — por exemplo, o movimento de um predador à distância — se tornou arraigada em nosso processo visual. Eram mecanismos de sobrevivência; hoje, eles podem ser aproveitados para uma comunicação visual e icaz.

A informação permanece em sua memória icônica por uma fração de segundo antes de ser encaminhada para sua memória de curto prazo. O importante a saber sobre a memória icônica é que ela está associada a um conjunto de atributos pré-atentivos. Os atributos pré-atentivos são itens fundamentais em seu cinto de utilidades de design visual; portanto, voltaremos a eles em breve.

Antes, vamos continuar nossa discussão sobre memória.

Memória de curto prazo

A memória de curto prazo tem limitações. Especi icamente, em dado momento, as pessoas podem manter nela cerca de quatro grupos de informações visuais. Isso signi ica que, se criamos um grá ico com dez séries de dados diferentes, com dez cores diferentes, dez formas diferentes de marcadores de dados e uma legenda ao lado, estamos fazendo nosso público trabalhar duro para ir e voltar entre a legenda e os dados para decifrar o que está olhando. Como já discutimos, tanto quanto possı́vel, queremos limitar esse tipo de peso cognitivo para nosso público. Não queremos fazê-lo trabalhar para entender a informação, pois assim corremos o risco de perder sua atenção. Daı́, perdemos nossa capacidade de comunicação.

Nessa situação especı́ ica, uma solução é legendar as várias séries de dados diretamente (reduzindo o trabalho de ir e vir entre a legenda e os dados, aproveitando o princı́pio da proximidade da Gestalt, abordado no Capı́tulo 3).

De um modo geral, queremos formar grupos de informações maiores e coerentes, para podermos encaixá-las no espaço inito da memória operacional de nosso público.