Storytelling com Dados
O meio
Mais informações (em inglês) e recursos relacionados podem ser encontrados em beyondbulletpoints.com.
Outro modo de pensar sobre desequilı́brio-equilı́brio-solução em sua comunicação é enquadrar isso em termos do problema e sua solução recomendada. Se você pensar, Mas eu não tenho um problema! , talvez queira reconsiderar. Como já discutimos, con lito e tensão dramática são componentes fundamentais de uma história. Uma história onde tudo é rosa e vai continuar assim não é muito interessante, não chama a atenção nem inspira à ação. Considere con lito e tensão — entre o desequilı́brio e o equilı́brio, ou em termos do problema que você vai focalizar — como as ferramentas de storytelling que vão ajudá-lo a envolver seu público.
Enquadre sua história em termos do problema de seu público para que ele aposte imediatamente na solução. Nancy Duarte chama essa tensão de “o con lito entre o que é e o que poderia ser”. Há sempre uma história a contar.
Se vale a pena comunicá-la, vale a pena perder o tempo necessário para enquadrar seus dados em uma história.
O meio
Uma vez armado o cenário, por assim dizer, a parte principal de sua comunicação desenvolve “o que poderia ser”, com o objetivo de convencer seu público da necessidade de ação. Você mantém a atenção do público nessa parte da história, tratando de como ele pode resolver o problema apresentado.
Você vai trabalhar para convencê-lo do porquê deve aceitar a solução que está propondo ou agir da maneira desejada.
O conteúdo especı́ ico assumirá formas diferentes, dependendo de sua situação. A seguir há algumas ideias de conteúdo que podem fazer sentido incluir ao construir sua história e convencer seu público a comprá-la:
Desenvolva melhor a situação ou problema, abordando as informações relevantes.
Incorpore o contexto externo ou pontos de comparação.
Dê exemplos que ilustrem a questão.
Inclua dados que demonstrem o problema.
Enuncie o que acontecerá se nenhuma ação for adotada ou nenhuma mudança for feita.
Discuta possı́veis opções para tratar do problema.
Ilustre as vantagens de sua solução recomendada.
Torne claro para seu público por que ele está em uma posição privilegiada para tomar uma decisão ou adotar uma ação.
Ao considerar o que incluir em sua comunicação, tenha seu público em mente. Pense no que vai repercutir nele e motivá-lo. Por exemplo, seu público é motivado por ganhar dinheiro, bater a concorrência, ganhar uma fatia de mercado, economizar um recurso, eliminar excessos, inovação, aprender uma coisa nova ou outra coisa? Se puder identi icar o que motiva seu público, pense em enquadrar sua história e a necessidade de ação em termos disso. Pense também em se e quando dados reforçarão sua história e integre-os quando izer sentido. Em toda sua comunicação, torne a informação especı́ ica e relevante para seu público. Em última análise, a história deve dizer respeito ao seu público, não a você.