Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 27 de 125

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Storytelling com Dados

Barras

FIGURA 2.11 GRÁFICO DE INCLINAÇÃO MODIFICADO

Na Figura 2.11, nossa atenção se volta imediatamente para a diminuição no “Desenvolvimento da carreira”, enquanto o restante dos dados é preservado para contextualizar, sem disputar a atenção. Vamos falar sobre a estratégia por trás disso ao discutirmos os atributos pré-atentivos, no Capı́tulo 4.

Enquanto as linhas funcionam bem para mostrar dados através do tempo, as barras tendem a ser meu grá ico preferido para representar dados categóricos, nos quais a informação é organizada em grupos.

Barras

As vezes os grá icos de barras são evitados por serem comuns. Isso é um erro. Os grá icos de barras devem ser aproveitados porque são comuns, pois isso signi ica menos curva de aprendizado para seu público. Em vez de usar o poder do cérebro para tentar ler o grá ico, seu público o utiliza para decidir qual informação extrair da apresentação.

Nossos olhos leem grá icos de barras facilmente. Eles comparam os pontos extremos das barras, de modo que é fácil ver rapidamente qual é a categoria maior, qual é a menor e a diferença incremental entre as categorias. Note que, devido ao modo como nossos olhos comparam os pontos extremos relativos das barras, é importante que os grá icos de barras sempre tenham uma linha de base zero (em que o eixo x cruza o eixo y em zero); caso contrário, você obterá uma comparação visual falsa.

Considere a Figura 2.12, da Fox News.

 

FIGURA 2.12 GRÁFICO DE BARRAS DA FOX NEWS

Para este exemplo, vamos imaginar que estamos no outono de 2012. Nos perguntamos o que acontecerá se os cortes de impostos de Bush expirarem.

No lado esquerdo, temos que atualmente a alı́quota é de 35% e no lado direito qual será em 1º de janeiro, 39,6%.

Quando você olha esse grá ico, como ele faz você se sentir em relação à possı́vel expiração dos cortes de impostos? Talvez preocupado com o enorme aumento? Vamos ver mais de perto.

Note que o número inferior no eixo vertical (mostrado na extremidade direita) não é zero, mas 34. Isso signi ica que as barras, teoricamente, devem continuar para baixo até a parte inferior da página. De fato, do modo como isso está representado, o aumento visual é de 460% (as alturas das barras são 35 – 34 = 1 e 39,6 – 34 = 5,6; assim, (5,6 – 1) / 1 = 460%). Se mostrarmos as barras com uma linha de base zero, de modo que as alturas sejam representadas (35 e 39,6), obteremos um aumento visual real de 13% (39,6 – 35) / 35). Vamos ver em uma comparação lado a lado, na Figura 2.13.

 

FIGURA 2.13 OS GRÁFICOS DE BARRA DEVEM TER UMA LINHA

DE BASE ZERO

Na Figura 2.13, o que vimos como um enorme aumento à esquerda é consideravelmente reduzido quando representado adequadamente. Talvez o aumento do imposto não seja tão preocupante ou pelo menos não tão sério quanto originalmente p p p q g representado. Devido ao modo como nossos olhos comparam os pontos extremos relativos das barras, é importante ter o contexto da barra inteira para se fazer uma comparação precisa.