Storytelling com Dados
Prefácio
Prefácio “O poder corrompe. O PowerPoint corrompe totalmente.”
— Edward Tufte, Professor emérito da Universidade de Yale1
Todos somos vı́timas do mau uso de slides. Apresentações feitas de qualquer maneira, que nos deixam desconcertados com um redemoinho de fontes, cores, marcadores e realces. Infográ icos que não conseguem ser informativos e são apenas imagens, da mesma maneira que algumas imagens podem ser violentas, como grá icos e tabelas que enganam e confundem na imprensa.
Atualmente, é muito fácil gerar tabelas, grá icos e grafos. Posso imaginar algum veterano (eu, talvez?) resmungando atrás de mim, dizendo que em seu tempo eles faziam ilustrações à mão, o que signi icava que era preciso pensar antes de encostar a caneta no papel.
Termos todas as informações do mundo na ponta de nossos dedos não facilita nossa comunicação: di iculta. Quanto mais informações temos de lidar, mais difı́cil é iltrar o que é mais importante.
Entra Cole Nussbaumer Kna lic.
Conheci Cole no inal de 2007. Eu havia sido recrutado pela Google no ano anterior para criar a equipe “People Operations” (Operação de Pessoal), responsável por encontrar, manter e alegrar o pessoal da empresa. Logo após meu ingresso, decidi que precisávamos de uma equipe “People Analytics” (Análise de Pessoal), com a instrução de garantir que inovássemos o máximo possı́vel nas pessoas, como inovamos com os produtos. Cole se tornou pioneira e essencial para essa equipe, atuando como canal entre a equipe Analı́tica e as outras partes da Google.
Cole sempre teve o dom da clareza.
Ela recebeu algumas de nossas mensagens mais desorganizadas — como o que exatamente torna um gerente ótimo e outro ruim — e as transformou em imagens claras e agradáveis que contavam uma história irrefutável. Suas mensagens “não seja vı́tima da moda dos dados” (isto é, deixe de lado o clipart, elementos grá icos e fontes extravagantes — concentre-se na mensagem) e “o simples vence o sexy” (isto é, o objetivo é contar uma história claramente, não fazer um grá ico bonito) foram guias poderosos.
Colocamos Cole na estrada, e, nos seis anos seguintes, ela deu seu próprio curso sobre visualização de dados mais de 50 vezes, antes de decidir iniciar por conta própria uma missão autoproclamada “liberte o mundo dos slides ruins do PowerPoint”. E se você acha que esse não é um grande problema, uma busca por “powerpoint kills” (powerpoint mata) no Google retorna quase meio milhão de hits!
No livro Storytelling com Dados, Cole criou um complemento atualizado para o trabalho de pioneiros da visualização de dados, como Edward Tufte. Ela trabalhou junto a algumas das empresas mais ligadas a dados do planeta e também com algumas das instituições mais focadas em missões e não em dados. Em ambos os casos, ela ajudou a dar ênfase às suas mensagens e ao seu pensamento.
Ela escreveu um guia divertido, acessı́vel e eminentemente prático para extrair o sinal do ruı́do e para fazer com que todos nós tenhamos nossas vozes ouvidas.
E é isso que interessa, não é?
Laszlo Bock
Vice-presidente Sênior de People Operations,
Google, Inc. e autor de Work Rules!