Storytelling com Dados

Cole Nussbaumer Knaflic · Capítulo 89 de 125

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Storytelling com Dados

A narrativa falada e escrita

luxo de narrativa faz sentido e em como organizar sua pilha.

Um modo de fazer isso é incluir um slide no inı́cio da pilha, marcando os pontos principais de sua história. Isso se tornará um resumo diretor que dirá ao seu público, no inı́cio da apresentação, “é isto o que vamos abordar em nosso tempo juntos”.

Então, organize o restante dos slides de acordo com esse mesmo luxo. Por último, no inal da apresentação, você vai repetir isso (“foi isto o que abordamos”), dando ênfase a quaisquer ações que seu público precise adotar ou decisões que precisem tomar. Isso ajuda a estabelecer uma estrutura em sua apresentação e a tornar essa estrutura clara para seu público. Além disso, usa o poder da repetição para ajudar a ixar sua mensagem em seu público.

Um modo de ordenar a história — o que vem mais naturalmente — é cronologicamente. A tı́tulo de exemplo, se pensarmos no processo analı́tico geral, ele é como segue: identi icamos um problema, reunimos dados para entender melhor a situação, analisamos os dados (os vemos de um modo, vemos de outro modo, ligamos a outras coisas para ver se elas teriam impacto etc.), exteriorizamos uma descoberta ou solução e, com base nisso, temos uma ação recomendada. Um modo de abordar a comunicação disso com nosso público é seguir esse mesmo caminho, levando o público por ele da mesma maneira como o experimentamos. Essa estratégia pode funcionar bem se você precisa estabelecer credibilidade junto ao seu público ou se sabe que ele se importa com o processo. Mas cronologia não é sua única opção.

Outra estratégia é começar com o im. Comece com a chamada para ação: o que você precisa que seu público saiba ou faça. Então, respalde com as partes fundamentais da história que a sustentam. Essa estratégia pode funcionar bem se você já estabeleceu con iança junto ao seu público ou sabe que ele está mais interessado no “e daı́” e menos em como você chegou lá. Começar com a chamada para ação tem a vantagem adicional de tornar imediatamente claro para seu público o papel que deve cumprir ou que lentes devem ter ao considerar o resto de sua apresentação ou comunicação, e por que deve continuar a ouvir.

Como parte de tornar o luxo da narrativa claro, devemos considerar quais partes da história serão escritas e quais serão transmitidas por meio de palavras faladas.

A narrativa falada e escrita

Se você está fazendo uma apresentação — seja formalmente, postado na frente de um recinto, ou mais informalmente, sentado a uma mesa —, boa parte da narrativa será falada. Se estiver enviando um e-mail ou um relatório, é provável que a narrativa seja inteiramente escrita. Cada formato apresenta suas próprias oportunidades e desa ios.

Em uma apresentação ao vivo, você tem a vantagem de reforçar as palavras que estão na tela ou página com as que está dizendo. Assim, seu público tem a oportunidade de ler e ouvir o que precisa saber, reforçando a informação.

Você pode usar a “narrativa oculta” para esclarecer o “e daı́” de cada visual, torná-lo relevante para seu público e vincular uma ideia à seguinte. Pode responder às perguntas e esclarecer, quando necessário. Um desa io em uma apresentação ao vivo é que é preciso garantir que o que o público lê em determinado slide ou seção não seja denso demais nem consuma sua atenção no que está sendo enfocado, em vez de ouvi-lo.

Outro desa io é que seu público pode agir de modo imprevisı́vel. Pode fazer perguntas fora do tema, pular para um ponto posterior da apresentação ou fazer outras coisas que o desviem do caminho. Essa é uma razão de ser importante — especialmente em um ambiente de apresentação ao vivo — enunciar claramente a função que você deseja que o público desempenhe e como sua apresentação está estruturada. Por exemplo, se estiver prevendo um público que desejará sair do caminho, comece dizendo algo como: “Eu sei que vai haver muitas perguntas. Anotem, quando surgirem, e eu vou deixar tempo no inal para tratar de todas as que não foram respondidas. Mas, primeiro, vamos ver o processo que nossa equipe usou para chegar à nossa conclusão, o que nos levará ao que estamos pedindo a vocês hoje”.

Como outro exemplo, se estiver planejando começar com o im e isso diferir da estratégia tı́pica, informe o público de que é isso que você está fazendo.

Você poderia dizer algo como: “Hoje vou começar com o que estamos pedindo a vocês. A equipe fez uma análise robusta que nos levou a esta conclusão e estamos ponderando várias opções diferentes. Vou conduzi-los por tudo isso, mas antes quero destacar o que estamos pedindo a vocês, que é…” Dizer ao público como você estruturará sua apresentação pode deixar você e ele mais à vontade. Isso ajuda seu público a saber o que esperar e qual papel desempenhar.

Em um relatório escrito (ou uma pilha de apresentação enviada, em vez de apresentada ou também usada para “deixar para trás”, para lembrar às pessoas do conteúdo depois que você tiver feito a apresentação) você não tem a vantagem da “narrativa oculta” para tornar as seções ou slides relevantes — eles devem fazer isso por conta própria. E a narrativa escrita que conseguirá isso. Pense em quais palavras precisam estar presentes. Quando algo será enviado, sem que você esteja lá para explicar, é particularmente importante esclarecer o “e daı́” de cada slide ou seção. Você provavelmente já viu quando isso não foi bem feito: você está examinando uma apresentação e encontra um slide com fatos com marcadores ou um grá ico ou tabela cheia de números e pensa: “Não tenho a mı́nima ideia do que fazer com isso”. Não deixe isso acontecer em seu trabalho: certi ique-se de que as palavras estejam presentes para tornar sua ideia clara e relevante para seu público.