Storytelling com Dados
Como se faz isso no Excel?
Embora eu não concentre a discussão em ferramentas especı́ icas, os exemplos deste livro foram criados com o Excel. Quem quiser ver com detalhes como apresentações semelhantes podem ser construı́das no Excel, visite meu blog em storytellingwithdata.com, em inglês, onde os arquivos do Excel que acompanham meus posts podem ser baixados.
Como este livro está organizado
Este livro está organizado em uma série de lições abrangentes, com cada capı́tulo enfocando uma única lição básica e conceitos relacionados. Vamos discutir um pouco de teoria, quando auxiliar no entendimento, mas enfatizarei a aplicação prática da teoria, frequentemente por meio de exemplos especı́ icos do mundo real. Você terminará cada capı́tulo pronto para aplicar a lição dada.
As lições do livro estão organizadas em ordem cronológica, da mesma maneira como penso sobre o processo de storytelling com dados. Por isso e porque os capı́tulos posteriores complementam e, em alguns casos, fazem referência a conteúdo anterior, recomendo lê-lo do inı́cio ao im. Depois de fazer isso, você provavelmente consultará pontos especı́ icos de interesse ou exemplos relevantes para os desa ios de visualização de dados com que se deparar.
NOTA: Você poderá fazer o download das imagens em www.altabooks.com.br (Procure pelo tı́tulo do livro).
Para dar uma ideia mais especı́ ica do caminho que tomaremos, resumos dos capı́tulos podem ser encontrados a seguir.
Capítulo 1: a importância do contexto
Antes de você tomar o caminho da visualização de dados, há duas perguntas que deve responder sucintamente: Quem é seu público? O que precisa que ele saiba ou faça? Este capı́tulo descreve a importância de entender o contexto circunstancial, incluindo o público, o mecanismo de comunicação e o tom desejado. Vários conceitos são apresentados e ilustrados por meio de exemplo para ajudar a garantir que o contexto seja completamente entendido.
Criar um entendimento sólido do contexto circunstancial reduz as iterações mais adiante e o coloca no caminho para o sucesso quando se trata de criar conteúdo visual.
Capítulo 2: a escolha de um visual e icaz
Qual é a melhor maneira de mostrar os dados que você deseja comunicar?
Analisei as apresentações visuais que mais uso em meu trabalho. Neste capı́tulo, apresento os tipos mais comuns de visuais usados para comunicar dados em um ambiente de negócios, discuto casos de uso apropriados para cada um e ilustro cada tipo por meio de exemplos do mundo real. Os tipos especı́ icos de apresentações abordadas incluem texto simples, tabela, mapa de calor, grá ico de linhas, grá ico de inclinação, grá ico de barras verticais, grá ico de barras verticais empilhadas, grá ico de cascata, grá ico de barras horizontais, grá ico de barras horizontais empilhadas e grá ico de área quadrada. Também abordaremos os recursos visuais a serem evitados, incluindo os grá icos de pizza e de rosca, e discutiremos os motivos para evitar grá icos em 3D.
Capítulo 3: a saturação é sua inimiga!
Imagine uma página ou uma tela em branco: cada elemento adicionado a ela absorve carga cognitiva por parte de seu público. Isso signi ica que devemos ter discernimento acerca dos elementos que permitimos em nossa página ou tela e devemos trabalhar para identi icar coisas que estão absorvendo poder do cérebro desnecessariamente e removê-las. Identi icar e eliminar a saturação é o enfoque deste capı́tulo. Como parte dessa conversa, apresento e discuto os Princı́pios da Gestalt para Percepção Visual e como podemos aplicá-los em apresentações visuais de informação, como tabelas e grá icos.
Discutimos também o alinhamento, o uso estratégico do espaço em branco e o contraste como importantes componentes de um design criterioso. Vários exemplos são usados para ilustrar as lições.
Capítulo 4: focalize a atenção de seu público
Neste capı́tulo, continuamos a examinar como as pessoas veem e como você pode tirar proveito disso ao elaborar apresentações. Isso inclui uma breve discussão sobre visão e memória, que atuarão de forma a enfatizar a importância dos atributos pré-atentivos, como tamanho, cor e posição na página. Vamos explorar como os atributos pré-atentivos podem ser usados estrategicamente para ajudar a dirigir a atenção de seu público para onde você deseja que ele se concentre e para criar uma hierarquia visual dos componentes, a im de ajudar a dirigir seu público para as informações que deseja comunicar, e da maneira como quer que sejam processadas. A cor como ferramenta estratégica é abordada em profundidade. Os conceitos são ilustrados por meio de vários exemplos.
Capítulo 5: pense como um designer
A forma segue a função. Esse ditado do design de produtos tem aplicação clara na comunicação com dados. Quando se trata da forma e da função de nossas visualizações de dados, primeiramente devemos pensar sobre o que queremos que nosso público consiga fazer com os dados (função) e criar uma visualização (forma) que permita fazer isso com facilidade. Neste capı́tulo, discutimos como os conceitos do design tradicional podem ser aplicados à comunicação com dados. Investigamos reconhecimentos de funcionalidades (affordances), acessibilidade e estética, explorando vários conceitos apresentados anteriormente, mas observando-os através de lentes um pouco diferentes. Discutimos também estratégias para obter aceitação do público para seus designs visuais.
Capítulo 6: dissecagem de modelos visuais
Muito pode ser aprendido a partir de um exame completo de apresentações visuais e icazes. Neste capı́tulo, examinamos cinco visuais exemplares e discutimos o processo de pensamento especı́ ico e as escolhas de design que levaram à sua criação, utilizando as lições abordadas até este ponto.
Exploramos as decisões a respeito do tipo de grá ico e a ordenação dos dados dentro da apresentação. Consideramos as escolhas em torno do quê e de como dar e retirar a ênfase, por meio do uso de cor, espessura de linhas e tamanho relativo. Discutimos o alinhamento e o posicionamento de componentes dentro dos visuais e também o uso e iciente de palavras em tı́tulos, legendas e anotações.
Capítulo 7: lições sobre storytelling
Histórias repercutem e icam conosco de maneiras que dados simplesmente não conseguem. Neste capı́tulo, apresento conceitos de storytelling que podem ser aproveitados na comunicação com dados. Consideramos o que pode ser aprendido com mestres do storytelling. Uma história tem inı́cio, meio e im claros; discutimos como essa estrutura se aplica e pode ser usada na construção de apresentações de negócios. Abordamos estratégias para o storytelling e icaz, incluindo o poder da repetição, o luxo da narrativa, considerações sobre narrativas faladas e escritas, e diversas táticas para garantir que nossa história seja claramente compreendida em nossas comunicações.
Capítulo 8: tudo reunido
Os capı́tulos anteriores incluı́ram aplicações fragmentadas para demonstrar as lições individuais abordadas. Neste capı́tulo amplo, acompanhamos o processo de storytelling com dados do inı́cio ao
im, usando um único exemplo do mundo real. Entendemos o
contexto, escolhemos uma apresentação visual adequada, identi icamos e eliminamos a saturação, chamamos a atenção para onde desejamos que nosso público se concentre, pensamos como um designer e contamos uma história. Juntas, essas lições e os visuais e a narrativa resultantes ilustram como podemos passar de simplesmente mostrar dados para contar uma história com dados.
Capítulo 9: estudos de caso contexto Pode parecer absurdo, mas o sucesso na visualização de dados não começa com a visualização de dados. Em vez disso, antes de capítulo um: a importância do começar a criar uma apresentação ou comunicação de dados, a atenção e o tempo devem estar voltados a entender o contexto da necessidade de se comunicar. Neste capı́tulo, vamos nos concentrar no entendimento dos componentes importantes do contexto e discutir algumas estratégias para ajudar a prepará-lo para o sucesso
O penúltimo capı́tulo explora estratégias especı́ icas para enfrentar desa ios comuns encontrados na comunicação com dados, por meio de vários estudos de caso. Os tópicos abordados incluem considerações sobre cor em fundo escuro, aproveitamento de animação nos visuais que você apresenta versus aqueles que distribui, estabelecimento de lógica na ordem, estratégias para evitar o grá ico espaguete e alternativas aos grá icos de pizza.
Capítulo 10: considerações inais
A visualização de dados — e a comunicação com dados em geral — situa-se no cruzamento entre a ciência e a arte. Certamente há certa ciência nisso: melhores práticas e diretrizes a seguir. Há também um componente artı́stico.
Aplicar as lições abordadas para forjar o seu caminho, usando sua licença artı́stica para facilitar o entendimento da informação por seu público. Neste último capı́tulo, discutimos dicas sobre onde ir a partir daqui e estratégias para moldar sua competência em storytelling com dados em sua equipe e em sua empresa. Finalizamos com uma recapitulação das principais lições abordadas.
Coletivamente, as lições abordadas permitirão que você conte histórias com dados. Vamos começar!