Storytelling com Dados
Especialista em Microsoft Office? Todo mundo é!
Não somos naturalmente bons em
storytelling com dados
Na escola, aprendemos muito sobre linguagem e matemática. Na linguagem, aprendemos a formar frases e histórias com as palavras. Na matemática, aprendemos a entender os números. Mas raramente os dois lados se juntam: não nos ensinam a contar histórias com números. E bem poucas pessoas se sentem naturalmente competentes nisso. Somos mal preparados para uma importante tarefa, cada vez mais exigida. A tecnologia permitiu acumular volumes de dados cada vez maiores e há um também crescente desejo associado de entendê-los.
Na falta de habilidades naturais ou prática, contamos com nossas ferramentas para entender as melhores práticas. Hoje, quase qualquer pessoa pode inserir dados em um aplicativo (por exemplo, o Excel) e criar um grá ico. Vou repetir, pois isso é importante: qualquer pessoa pode inserir dados em um aplicativo e criar um grá ico. Isso é notável, considerando que, historicamente, o processo de criação de um grá ico era reservado aos cientistas ou a outras funções altamente técnicas. Também é assustador, pois, sem um caminho claro a seguir, as melhores intenções (combinadas com padrões de ferramenta frequentemente questionáveis) podem levar a direções bem ruins: 3D, cores sem sentido, grá icos de pizza.
Especialista em Microsoft Office? Todo
mundo é!
Conhecer aplicativos de processamento de texto, planilhas e software de apresentação — que faziam a diferença em um currı́culo e no trabalho — tornou-se requisito mı́nimo para a maioria dos empregadores. Um recrutador me disse que, hoje, saber o “pacote Of ice” não é su iciente: é o que fazemos a mais que nos destaca. Saber contar histórias com dados é uma vantagem e leva ao sucesso em praticamente qualquer função.
Embora a tecnologia tenha aumentado o acesso e a pro iciência em ferramentas para trabalhar com dados, ainda há lacunas nas habilidades. Você pode inserir alguns dados no Excel e criar um grá ico. Para muitos, a visualização de dados acaba aı́. Isso pode estragar completamente uma história muito interessante ou, pior, torná-la difı́cil ou impossı́vel de entender.
Há uma história em seus dados. Mas suas ferramentas não sabem qual é essa história. E aı́ que você entra — o analista ou comunicador da informação —
para dar vida à história, visualmente e contextualmente. Esse processo é o foco deste livro. A seguir há alguns exemplos de “antes e depois”, para dar uma ideia do que você aprenderá.
As lições que abordaremos o permitirão mudar de simplesmente mostrar dados para storytelling com dados.
FIGURA 0.2 Exemplo 1 (antes): apresentação de dados
FIGURA 0.3 Exemplo 1 (depois): storytelling com dados
FIGURA 0.4 Exemplo 2 (antes): apresentação de dados
FIGURA 0.5 Exemplo 2 (depois): storytelling com dados
FIGURA 0.6 Exemplo 3 (antes): apresentação de dados
FIGURA 0.7 Exemplo 3 (depois): storytelling com dados