Atlas de OCT em Retina

Darin R. Goldman · Capítulo 104 de 165

Páginas do PDF

Atlas de OCT em Retina

18.1.4: Coroidite Serpiginosa

1 8 . 1 . 4

 

Coroidite Serpiginosa

 

Darin R. Goldman

 

Resumo

 

A coroidite serpiginosa é uma condição inflamatória da coroide que afeta a

retina externa e o EPR. A causa é desconhecida, embora a tuberculose deva

ser descartada em todos os casos. O curso clínico é marcado por progressão,

regressão e recorrências. O(s) olho(s) afetado(s) tipicamente tem(ê) uma

lesão unifocal, “em forma de serpente”, acinzentada, característica

localizada abaixo da retina, em geral na região peripapilar ou macular. Com

o tempo, a lesão ativa regride, deixando atrofia generalizada do EPR e

coriocapilares subjacentes. Lesões recorrentes muitas vezes iniciam nas

bordas de antigas áreas inativas. A perda de visão ocorre como resultado de

atrofia subjacente à fóvea ou neovascularização de coroide secundária.

As características da OCT das lesões ativas incluem hiper-refletividade e

espessamento da retina externa. Acúmulo homogêneo de material sub-

retiniano hiper-refletivo também pode ocorrer. As características da OCT

das lesões inativas incluem atrofia generalizada da retina externa e EPR.

Imagens de EDI-OCT podem ser úteis para detectar isquemia coroidiana

associada a lesões ativas, que devem melhorar com a resolução da doença

ativa.

 

Principais Achados na OCT

 

• Lesões ativas apresentam hiper-refletividade homogênea da retina

externa que se aglutina com material sub-retiniano semelhante e o

EPR subjacente (Fig. 1).

• Lesões inativas mostram atrofia retiniana generalizada e atrofia do

EPR. Fibrose sub-retiniana também pode estar presente (Fig. 2).

 

FIG. 1A-C Coroidite serpiginosa aguda. (A e B) As retinografias coloridas e em red-free mostram coroidite ativa (setas amarelas) na mácula partindo de lesões mais antigas e inativas que exibem atrofia do EPR e coriocapilares (pontas de seta brancas). (C) OCT mostra duas áreas anormais distintas: (1) a lesão aguda exibe uma elevação nodular de material hiper-refletivo que se infiltra na retina externa com obliteração do EPR subjacente e (2) a lesão inativa exibe EPR irregular e coriocapilares subjacentes.

FIG. 2A E B Uma semana após tratamento com prednisona sistêmica. (A) A retinografia colorida mostra o desaparecimento do

infiltrado branco sub-retiniano (Fig. 1) que é substituído pelo desenvolvimento de atrofia do EPR e coriocapilares. (B) Na área da lesão previamente ativa, a OCT mostra perda do segmento interno/segmento externo/zona elipsoide (IS/OS/EZ) com atrofia retiniana externa, irregularidade difusa do EPR com dropout e coriocapilares anormais. Note que a retina/coroide não afetadadas estão localizadas à esquerda da ponta da seta.

 

Bibliografia

 

Carreño E, Fernandez-Sanz G, Sim DA, et al. Multimodal imaging of

macular serpiginous choroidopathy from acute presentation to

quiescence. Ophthalmic Surg Lasers Imaging Retina. 2015;46(2):266–

270.

Lim WK, Buggage RR, Nussenblatt RB. Serpiginous choroiditis. Surv

Ophthalmol. 2005;50(3):231–244.

Punjabi OS, Rich R, Davis JL, et al. Imaging serpiginous choroidopathy

with spectral domain optical coherence tomography. Ophthalmic Surg

Lasers Imaging. 2008;39(4 suppl):S95–S98.

 

OceanofPDF.com