Atlas de OCT em Retina
6.2.1: Neovascularização de Coroide do Tipo 1
6 . 2 . 1
Neovascularização de Coroide do
Tipo 1
A. Yasin Alibhai
Daniela Ferrara
Resumo
A NVC (neovascularização de coroide) do tipo 1 envolve a formação de
vasos sanguíneos anormais que se desenvolvem a partir da coroide, se
estendem através da membrana de Bruch e arborizam abaixo do EPR. Na
angiofluoresceinografia, a NVC do tipo 1 é caracterizada como “NVC
oculta”, manifestando-se como fluorescência pontilhada (vazamento de
fonte indeterminada) ou como PED fibrovascular (Fig. 1).
FIG. 1 A angiofluoresceinografia mostra hiperfluorescência progressiva, com acúmulo de corante dentro de um PED fibrovascular circundado por fluorescência pontilhada com margens pouco claras. Esta é a apresentação angiográfica característica da NVC do tipo 1.
Essas lesões neovasculares são comumente associadas à DMRI. Elas
podem, no entanto, também se desenvolver como resultado de outros
processos patológicos, como a corior-retinopatia serosa central (CSC).
A NVC do tipo 1 está dentro do espaço sub-EPR e resulta na elevação do
EPR sobreposto. Os achados mais característicos da OCT incluem PEDs
irregulares, ocasionalmente com espessamento do EPR sobrejacente
(Figs. 2 e 3). Esses PEDs podem apresentar refletividade interna variável,
variando de espaços hiporrefletivos ou opticamente vazios a hiper-
refletividade interna e geralmente heterogênea. Em exames de OCT de alta
qualidade, os lúmens intravasculares do complexo da NVC podem ser
documentados, dando a aparência de material “empilhado”. Em NVCs
ativas e exsudativas, o fluido sub-retiniano e/ou intrarretiniano associado
também pode estar presente (Keane et al., 2012).
FIG. 2 OCT correspondente ao olho representado na Figura 1. O scan linear mostra um PED irregular, que é característico de uma lesão de NVC tipo 1. A refletividade interna heterogênea do PED e a presença de líquido sub-retiniano também sugerem que esta é uma NVC ativa (exsudativa) do tipo 1.
FIG. 3 O scan linear da OCT mostra um pequeno PED com refletividade interna relativamente heterogênea que está associada ao fluido sub-retiniano, característico da NVC do tipo 1 ativa (exsudativa).
O diagnóstico de NVCs inativas, não exsudativas tipo 1 pode ser um
desafio, pois podem ser confundidas com PEDs drusasenoides ou PEDs não
vascularizados (Fig. 4). Na OCT, eles geralmente aparecem como pequenos
PEDs com refletividade interna aumentada. O complexo neovascular não
exudativo pode ser identificado apenas com a angiografia por OCT
(Roisman et al., 2016).